São Gonçalo, 25 de novembro de 2010...
Na principal via que corta a cidade...
Próximo ao bairro Porto da Madama...
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Projeto de educação ambiental permanente desenvolvido na Escola Municipal João Brazil - Niterói, RJ.
Mesmo assim, é nela que muitos descontam a sua revolta, com atos de vandalismo, afinal ela também representa a ordem social estabelecida. Semana retrasada essa situação chegou ao extremo: oito ou nove carros de professores, estacionados dentro da escola, apareceram riscados no fim da manhã, o que causou, além de um enorme prejuízo material, um desgaste emocional intenso. No dia seguinte todos os professores cruzaram os braços e decidiram não trabalhar. Esta atitude repercutiu na comunidade - todos os alunos voltando cedinho para a casa - o que levou rapidamente à descoberta dos responsáveis: duas meninas (copinhos?!) do 4º ciclo.
Aparentemente, não houve motivos para justificar a atitude delas. A direção tomou as medidas cabíveis, as alunas foram afastadas definitivamente da escola e as aulas voltaram ao normal no outro dia. "Ao normal" entre aspas: esta foi apenas mais uma ocorrência - a mais grave, sem dúvida - das muitas que acontecem diariamente nas escolas municipais, principalmente as que atendem as classes menos civilizadas e mais pobres da população. Por isso, não deveriam ganhar mais aqueles que enfrentam de frente essas situações de risco? Sim, deveriam, mas ganharam mesmo foi isso: todo o salário de um mês inteiro de trabalho, praticamente, jogado fora.