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sábado, 15 de dezembro de 2012

Monitoramento do rio das Pedras

Durante uma chuva forte do mês passado, a aluna Flaviane Gabriela (7A) observou a subida do nível da água do rio das Pedras próximo de sua casa e registrou com a câmera do seu celular. Ela percebeu também que a grande quantidade de lixo no canal dificulta o escoamento das águas e pode contribuir para o transbordamento do rio em alguns trechos. Dias depois, na escola, veio me mostrar as fotos e enviou-as pra mim. Compreendi então que o monitoramento do rio pelos próprios alunos, principalmente nos dias de chuva, pode conscientizá-los dos riscos de enchentes e inundações, como neste caso. E que a escola deveria promover periodicamente mutirões de retirada do lixo do canal, com os alunos, para fortalecer a educação sobre os riscos ambientais. Uma ideia deles mesmos, que só precisa de um incentivo para se concretizar.


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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Chuvas: os riscos do excesso e da escassez

Alunos da EMJB observam a chuva do dia 26 de setembro, uma das maiores do ano de 2012 e que superou o total dos meses de julho e agosto juntos. Uma chuva não tão forte mas de longa duração...

Os pluviômetros ficaram com água até quase a metade...

A medição foi feita por alunas da turma 7A (foto de Débora Kopke)...

 
 Pluviograma parcial de 2012, usado em aula (as medidas são em mililitros). Aproximadamente dois terços da barra de setembro foi a chuva do dia 26...

Um pequeno deslizamento flagrado em São Domingos neste dia. O evento pluviométrico abriu a temporada de riscos de desastres relacionados a chuvas...
 
  E encerrou um longo período de seca e queimadas nas matas da cidade, agravado pelo hábito da população de incinerar o lixo...

A escola também é um lugar vulnerável aos riscos ambientais...

A escassez e o excesso de chuvas levam à mesma reflexão:
a água não aproveitada...

 
Num chuvisco de inverno, por Claudio Insuela (6B).


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As lições que salvam vidas



A eficácia de uma educação sobre riscos ambientais, voltada para a redução de catástrofes, foi demonstrada durante o tsunami de dezembro de 2004 na Ásia, quando uma menina de apenas 10 anos, a britânica Tilly Smith, salvou centenas de vidas graças ao que aprendeu em uma aula de geografia sobre tsunamis, antes de viajar de férias para a Tailândia com seus pais.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Riscos ambientais - lixo e queimadas

Queimar o lixo ainda é um hábito comum em alguns lugares. Além de contaminar o ar e o solo, oferece risco de incêndio quando o fogo se alastra sem controle. Um risco potencializado na estiagem do inverno quando a falta de chuvas deixa a vegetação seca e inflamável. Nas queimadas que ocorrem próximo à EMJB (quando o vento não é favorável), a fumaça chega a entrar nas salas de aula. Dá até para ver as cinzas suspensas no ar caindo sobre o chão e os canteiros da escola. A foto acima é do Maurício, da turma 6E, que subiu no muro para registrar o fogo.

Sejam acidentais ou intencionais, as queimadas deixam os morros ocupados da região metropolitana com esta aparência durante os meses mais secos do meio do ano. Sem cobertura vegetal, os solos ficam vulneráveis às chuvas das próximas estações e suscetíveis à erosão. Com isso, a população residente fica mais exposta ao perigo das chuvas torrenciais. E pensar que fazem menos de seis meses da tragédia provocada por uma delas. Nesta foto, percebe-se ainda as árvores excessivamente podadas no primeiro plano (veja a matéria sobre a vulnerabilidade das áreas verdes).

Um exemplo comum na região: um terreno inclinado onde o fogo consumiu o mato e deixou o solo desprotegido.

O lixo depositado na beira da rua Dr. March (que faz a divisa de Niterói e São Gonçalo) à espera da coleta também coloca a população em risco: exposto aos animais que revolvem os sacos e espalham os resíduos (repare na foto o cachorro na direção da placa), força os carros a passarem pela pista contrária (risco de acidentes) e está pronto para, se chover forte, ser carregado ladeira abaixo pelas águas.

A queima do lixo neste local também revela a fragilidade do sistema de coleta na fronteira dos dois municípios.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Deslizamento no Maquinho

As recentes tragédias envolvendo deslizamentos de encostas no Estado do Rio de Janeiro mais uma vez trouxeram à tona algumas velhas questões sobre a relação sociedade-natureza. Na cidade de Niterói, cheia de morros e cada vez mais ocupada, também ocorreram deslizamentos durante as chuvas da virada do ano. Veja o caso do Maquinho: as fotos 1 e 2 são da época da inauguração (dezembro de 2008); as fotos 3, 4 e 5 são atuais.

1 – A ocupação desta encosta, numa obra planejada pelo governo, pode ser considerada de risco?

2 – Por que não foi feito um reflorestamento na encosta de modo a minimizar o impacto das fortes chuvas e os efeitos da erosão?

3 – Existem na cidade reflorestamentos, monitoramentos e/ou contenções de encostas de risco?

4 – Como um problema desta magnitude pôde ocorrer apenas 1 ano depois da inauguração da obra?

5 – Com a encosta protegida, isto poderia ser evitado?


Veja também aqui!

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vandalismo

Enquanto no discurso pedagógico os alunos são como copinhos d'água enchendo devagar (ouvi essa outro dia!), nas escolas municipais, principalmente nas áreas consideradas de risco - comunidades onde a violência pode explodir a qualquer momento - o buraco é muito mais embaixo. Essa é a realidade nua e crua. A EMJB fica na fronteira de Niterói com São Gonçalo, numa área montanhosa e periférica, onde só existe um posto de saúde e a escola. Não tem uma praça decente, um parque para a garotada brincar, nada. Eles só tem a escola, que é a única que lhes oferece, além da educação, oportunidades de esporte, cultura e lazer.

Mesmo assim, é nela que muitos descontam a sua revolta, com atos de vandalismo, afinal ela também representa a ordem social estabelecida. Semana retrasada essa situação chegou ao extremo: oito ou nove carros de professores, estacionados dentro da escola, apareceram riscados no fim da manhã, o que causou, além de um enorme prejuízo material, um desgaste emocional intenso. No dia seguinte todos os professores cruzaram os braços e decidiram não trabalhar. Esta atitude repercutiu na comunidade - todos os alunos voltando cedinho para a casa - o que levou rapidamente à descoberta dos responsáveis: duas meninas (copinhos?!) do 4º ciclo.

Aparentemente, não houve motivos para justificar a atitude delas. A direção tomou as medidas cabíveis, as alunas foram afastadas definitivamente da escola e as aulas voltaram ao normal no outro dia. "Ao normal" entre aspas: esta foi apenas mais uma ocorrência - a mais grave, sem dúvida - das muitas que acontecem diariamente nas escolas municipais, principalmente as que atendem as classes menos civilizadas e mais pobres da população. Por isso, não deveriam ganhar mais aqueles que enfrentam de frente essas situações de risco? Sim, deveriam, mas ganharam mesmo foi isso: todo o salário de um mês inteiro de trabalho, praticamente, jogado fora.

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