
A festa veio para o Brasil com os fiéis do santo de Amarante. Nuno Marques Pereira (Compêndio Narrativo do Peregrino da América) anotou que Sabugosa, “estando governando a cidade da Bahia, por ver umas festas, que se costumavam fazer pelas ruas públicas em dia de São Gonçalo, de homens brancos, mulheres e meninos, e negros com violas, pandeiros e adufes, com vivas e revivas a São Gonçalinho, trazendo o santo pelos ares, que mais pareciam abusos e superstições que louvores ao santo, as mandou proibir por umbando, ao som de caixas militares, com graves penas contra aqueles que se achassem em semelhantes festas desordenadas” (Antologia do Folclore Brasileiro). As danças de São Gonçalo continuaram por quase todo o Brasil.
A popularidade de São Gonçalo se comprova na toponímia. Em 1940 havia município de São Gonçalo no Ceará, no Rio Grande do Norte, em Pernambuco, na Bahia, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Piauí mudara o seu para Amarante, equivalente. Povoações e lugarejos são incontáveis. As danças resistem em São Paulo e não desapareceram no Nordeste. Dominam nas fazendas dos povoados, onde os devotos pagam promessa, dançando e cantando as jornadas tradicionais.
Texto enviado pelo Professor Fillipe Mencari.
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