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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Arquivos 2013 - as caixas de erosão

     No ano passado, alunos que ficaram em dependência em geografia construíram, durante uma das aulas, duas caixas de erosão, um novo experimento na EMJB para estudar os efeitos das chuvas violentas. Doação de um amigo geógrafo, as caixas vazias, com dois furos - um no fundo e outro na superfície - foram preenchidas inicialmente com uma camada de pedrinhas e outra de areia (materiais disponíveis na escola por causa de uma obra). Posteriormente foram completadas com terra da horta, sendo que em uma delas foi acrescentada ainda uma camada de serrapilheira (folhas secas), para que os alunos pudessem perceber a sua importância na proteção do solo. Por último, as caixas foram colocadas inclinadas no terreno, para simular uma encosta de morro. Nos furos foram presos pedaços de mangueira que levarão a água escoada até garrafas pet, onde será possível visualizar o aporte de sedimentos. A experiência, porém, ficou para a semana seguinte, pois a montagem extrapolou o tempo da aula. Além de simular uma precipitação com um regador por cima, pudemos esperar por chuvas fortes de verdade... As fotos forem feitas pelos alunos. Parabéns a todos que participaram da atividade! Valeu Flavinho!


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sexta-feira, 30 de julho de 2010

EMJB depois do recesso

O canteiro interno (com o pluviômetro) bem diferente do que era...

A base dos canteiros: folhas secas que iam para o lixo formam a capa protetora do solo...

O lixo orgânico da cozinha (antes de ser coberto) na fábrica de nutrientes do terreno...

Mandioca (Manihot esculenta) brotando no solo "empedrado" perto da quadra, mas com a camada de folhas secas...

A primeira floração da pluma-de-névoa, limonete ou falsa mirra (Tetradenia riparia)...

Planta (Kalanchoe daigremontiana?) trazida pela Larissa Fonseca (8A) em 2008 florescendo também pela primeira vez...

Boldo (Plectranthus barbatus) bombando...

O urucum (Bixa orellana) anuncia a primeira safra de colorau...

E o mamoeiro (Carica papaya)?!

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sexta-feira, 12 de março de 2010

Mudança de hábito

Há dois anos era assim...

Há 8 dias falei das folhas secas que vão para o lixo, ao invés de serem reaproveitadas como matéria orgânica (adubo) para as plantas. Nas florestas tropicais, essa camada de folhas secas que se deposita sobre o solo - chamada de serrapilheira - é a principal fonte de nutrientes das árvores. (...) Repare abaixo na quantidade de folhas secas (nos sacos) que foi desperdiçada. Parece óbvio tudo isso? Então por que não muda? Veja a matéria completa de 13 de março de 2008.

Há um ano era assim...

Toda vez que a Clin vai na EMJB fico em estado de nervos. Vejo os caras levando embora grande parte dos recursos que utilizo para adubar os solos. Li que a decomposição da serrapilheira na floresta tropical dura em média 3, 4 meses, o que significa que não basta jogar as folhas secas uma vez nos canteiros e pronto. É preciso realimentá-los de tempos em tempos. Veja a matéria completa de 12 de março de 2009.

Hoje é assim...




Tanto a CLIN quanto os funcionários e alunos da EMJB perceberam que as folhas secas viram nutrientes para as plantas e hoje elas vão direto para os canteiros ao invés de ir para o lixo. Em dois anos de projeto, nunca foi preciso comprar um saquinho de terra adubada para o terreno da escola. Repare nas fotos acima e nas dos diários de verão. O desperdício foi eliminado e a noção de sustentabilidade incorporada com o tempo, a observação e a prática. A imagem de dezenas de brotos de jamelão num monte de folhas secas, à vista de todos, é um exemplo da fertilidade da serrapilheira e símbolo dessa conquista - a mudança de hábito.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A expansão dos canteiros

Na semana passada chegaram mais cartas dos alunos da Professora Rosa, de São José dos Campos, o que despertou um interesse maior por sementes e plantas na escola, com todo mundo querendo adquirir as suas para começar um cultivo próprio em casa...

Ventanias provocaram a queda de muitas folhas secas das árvores do terreno. Junto com a chegada das sementes paulistas, incentivaram a criação de mais espaços para cultivos. As folhas foram aproveitadas para forrar o solo em novos canteiros. Repare na obra de contenção...

Pedaços de madeira viram canaletas para evitar a erosão na encosta: o "engenheiro" Jonathan dos Santos fortaleceu a construção cravando tocos na terra dura com um martelo improvisado, para escorar as tábuas enfileiradas...

As 3 fases da evolução do solo na escola: a terra nua batida à esquerda, o novo canteiro demarcado com a camada de serrapilheira e a vegetação cultivada desde o ano anterior...

Apesar desses avanços, a reposição de aulas - para turmas que ficaram sem professor no primeiro semestre - no intervalo dos turnos fez meu tempo disponível para a horta diminuir bastante, o que vai interferir na frequência das atividades.

A lagarta comeu folhas da graviola e construiu o casulo na própria muda. Os alunos vêem e reagem de maneira diferente da sala, sem querer trucidar o inseto: metamorfose em paz...

Cenoura à vista...

Jurubeba começando a pipocar...

Primavera chegando (maria-sem-vergonha)...

Alguns canteiros vistos de dentro de uma sala de aula...

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Novos hábitos?

Primeiro a notícia ruim: a intenção é mostrar que ainda há muito por fazer e mudar. A falta de uma composteira não permite reaproveitar todo o lixo orgânico. A experiência do ano passado mostrou que não adianta um buraco para colocar os restos de alimentos, pois virava um lago depois das chuvas e foco de mosquitos. A parte alta do terreno, com boa drenagem, pode ser uma boa opção...

Agora as boas: tudo bem que estamos no inverno e os ventiladores não tem sido muito usados, mas já é comum, principalmente nas salas do 6º ano, vê-los desligados nos horários de recreio e do intervalo dos turnos da manhã e da tarde (veja como era antes aqui e aqui). As lâmpadas não dá para desligar, pois ainda não há interruptores nas salas...

As merendeiras de vez em quando reaproveitam o lixo orgânico espalhando-o na serrapilheira, como cabos de agrião e cascas de batata (na foto com pezinhos de pimenta - veja como era antes aqui)...

A Clin também tem contribuído, limpando o terreno com mais cuidado e fazendo "montinhos" de folhas secas nas mudas das árvores plantadas recentemente (veja como era antes aqui). Como as da foto acima, que ficam em frente às janelas das salas do 6º ano...

Os alunos têm levado plantinhas de casa para a escola, como a Rosiane da 3B, que trouxe várias hoje - acerola, guaco, boldo, hortelã-graúda, erva-de-são-joão... - todas enviadas por sua mãe. Isso mostra que a comunidade local tem um bom conhecimento, cultiva e faz uso caseiro de plantas medicinais. Quais as preferidas?

Uma das mudas - a tangerina - ela deu para a colega de turma Gabrielle (irmã da Michelle (3H), que também já trouxe plantas para a escola). As outras foram plantadas no canteiro interno, em frente à sala de aula, durante o recreio. Assim, vai haver um acompanhamento de perto do desenvolvimento delas. Vamos ver se todas pegam de galho...

A hortinha tem recebido visitas. Como a do Prof. Gustavo, coordenador de Ciências da FME, que curtiu o espaço cultivado, cada vez mais conhecido.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Almanaque do outono 8 - final

Um novo canteiro foi criado perto da entrada da escola (e do parquinho e das salas do 6º ano) com mudas de capim-citronela. Acho que não vai ser fácil mantê-lo, pois ali brincam muitas crianças.

Algumas alunas do 6º ano mostraram autonomia para cuidar do espaço. Sozinhas, em horário vago, juntaram folhas secas do terreno e forraram canteiros abandonados das salas e um novo quadrado.

Outro canteiro novo surgiu avançando pelo corredor da porta da cozinha, um local mal aproveitado e com terra boa. Uma cerca foi feita pelos alunos Juarez e Elson, ambos da 3A, para demarcá-lo.

Eles também refizeram a cerca do canteiro do corredor e aumentaram em um palmo o espaço para as plantas. Em primeiro plano cresce a hortelã-graúda, que tem propriedades medicinais e, dizem, espanta ratos

Alunas da 3A plantaram mudinhas de pimenta onde um pé de abóbora já se desenvolve.

A Clin limpou bem e deixou o terreno mais bonito. Última foto da hortinha no outono de 2009.

Detalhe do mamoeiro.

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sábado, 16 de maio de 2009

Almanaque do outono 7

Ontem alunos da turma 3A se mobilizaram para ficar depois da aula participando das atividades na horta. Combinaram em casa de chegar mais tarde e aproveitaram todo o tempo do intervalo dos turnos da manhã e da tarde...

... em outra parte do terreno, iniciaram um novo ciclo demarcando o primeiro canteiro que vai poder ser acompanhado de perto pela turma: fica de frente para a sala onde eles estudam...

... coroas de abacaxi jogadas no lixo foram para a encosta do terreno. Apesar do efeito ornamental, é preciso ficar atento ao acúmulo de água parada...

... a serrapilheira foi acumulada para alimentar o solo em quadrados demarcados com barbante. A molecada da tarde que chegava à escola assistia da grade querendo participar...

... sementes plantadas no início da estação já estão germinando, como o tomate e a couve. Apesar da agricultura ser orgânica, o solo ainda não foi analisado cientificamente para determinar a sua pureza...

... não deu outra: as borboletas já chegaram! Veja a matéria anterior (almanaque nº 6)...

... o capim citronela foi transplantado para o canto do muro, mais sombreado, onde deve diminuir seu ritmo de crescimento. A mudança foi para abrir espaço no canteiro com sol e afastá-lo do capim limão, com quem era sempre confundido...

... em várias partes do terreno cresce espontaneamente essa plantinha com pequenas flores vermelhas. Antigamente achava que era mato...

... algodão-de-preá, bela-emília, pincel-de-estudante e serralhinha são alguns nomes populares da Emilia sonchifolia. Originária da Ásia e naturalizada em todo o território brasileiro, tem uso medicinal e alimentício...

... suas folhas são usadas em saladas e refogados e na forma de chá contra asma, resfriado e amigdalite, embora a eficácia não tenha comprovação científica. Mais um destaque da semana na hortinha da emjb...

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