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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mau começo

   Há dias a obra ao lado da EMJB foi destaque (negativo) na imprensa. O que já era conhecido por parte da comunidade escolar desde o início do ano letivo veio à tona e causou impacto na opinião pública. Dois prédios do condomínio que está sendo construído para os desabrigados da chuva de abril de 2010 afundaram no terreno e tiveram que ser demolidos, já quase prontos. Esta obra representa um marco na urbanização do Morro do Castro pela verticalização do solo, uma vez que 100% dos alunos da EMJB moram em casas, segundo dados de censos aplicados nos últimos anos. Porém, a área do empreendimento fica numa pequena bacia cercada por morrotes onde o terreno inclinado parece drenar a água para dentro dela mesma (assim escrevi aqui no blog há um ano!). Uma moradora antiga contou que existiam minas d'água nesse local e que era comum as pessoas pegarem água, quando não havia abastecimento no morro.

Clique em Impacto ambiental e Impacto ambiental (2) para ver a evolução completa dessa obra e em O Globo, O Fluminense e A Tribuna para acessas as principais matérias que saíram em alguns jornais. Fotos de dezembro de 2012.

  2009...
 2011...
2013.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

domingo, 25 de março de 2012

Impacto ambiental

Área verde próxima da Escola Municipal João Brazil - no canto superior direito, de cinza, ao lado do campo de futebol - em imagem de satélite de agosto de 2009...

O mesmo local em janeiro de 2011, depois do terreno ser vendido ao Estado para a construção de um condomínio de apartamentos destinado a vítimas da chuva de abril de 2010...

A marca da obra na imagem (à esquerda) confunde-se com a da cicatriz do deslizamento de terra que ocorreu na mesma chuva...
Em meados de 2010 começou o desmatamento da área, uma pequena bacia cercada por morrotes onde o terreno inclinado parece drenar a água para dentro dela mesma...

São essas as duas únicas imagens dessa fase inicial da construção. Repare na árvore ainda de pé no canto direito, entre pilhas de madeira...

No fim de 2010 o terreno foi cercado com arame farpado e surgiu a primeira placa anunciando o empreendimento imobiliário...

No início de 2011 uma via foi aberta e uma nova placa colocada apresentando o valor do investimento do Estado no município de Niterói: mais de 27 milhões de reais...
  
A placa foi posteriormente modificada e apresentado o valor do investimento local: pouco mais de 2 milhões de reais...

A rua ficou pronta, mas em meados do ano a obra parou e ficou assim por todo o 2º semestre...
A pista é ligeiramente inclinada e vai drenar a água da chuva na direção dos morrotes...

No início deste ano os trabalhos foram retomados e uma nova placa instalada informando a nova fase da construção. Repare no tamanho do corte feito na encosta ao fundo à esquerda...

Houve mais desmatamento, diminuindo a área verde que ainda aparece na imagem de satélite de janeiro de 2011...

Essa considerável área verde permeável (que absorvia a água da chuva) será impermeabilizada em grande parte com a pavimentação de ruas e prédios: qual será a nova resposta hidrológica a uma chuva de forte intensidade?...

A obra chega bem perto da escola, separada apenas por um terreno (a EMJB fica atrás da torre na extrema direita): o impacto ambiental será sentido também na unidade de ensino...

Croqui do empreendimento imobiliário, que vai edificar 454 apartamentos. Considerando uma média de 4,6 moradores por domicílio (a média das famílias dos alunos da EMJB) teremos um incremento populacional de mais de 2000 habitantes.
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sábado, 8 de agosto de 2009

Em volta da EMJB*

O trecho da carta topográfica Baía de Guanabara (1:50.000) mostra a localização exata da Escola Municipal João Brazil (ponto verde). A área rosa representa o espaço urbanizado, enquanto as áreas brancas (onde aparecem as curvas de nível) representam os morros. As manchas verdes claras são os fragmentos de vegetação. As fotos abaixo foram tiradas no caminho das torres que, no mapa, fica onde está escrito Morro do Castro.

Acima, a visão para sudoeste: em primeiro plano o bairro do Fonseca, ao fundo o pico da Tijuca - o mais alto da região metropolitana (1.021 metros) - e no meio o mar da baía separando os centros das cidades de Niterói e Rio de Janeiro. Observando com atenção (e ampliando a imagem) é possível perceber à direita a torre branca da igreja de São Lourenço da Várzea e ao centro o Teatro Popular de Niterói às margens da Guanabara.

Ao sul, do outro lado da estrada RJ 104 (a linha vermelha grossa no mapa) está o Morro do Céu, onde fica o lixão da cidade de Niterói, área extremamente degradada. Ao fundo, observando com atenção, é possível ver o esqueleto do prédio que fica embaixo do Parque da Cidade, no Morro da Viração (ampliando a imagem, dá para ver as torres do parque).

Para o leste/sudeste, a cidade avançando sobre a floresta.

Na direção nordeste, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Engenho Pequeno, último fragmento de Mata Atlântica do município de São Gonçalo. Uma área verde que resiste à enorme pressão urbana pelo relevo acidentado e cuja preservação é constantemente ameaçada.

Na visão para o norte/noroeste, o fundo da Baía de Guanabara e a muralha da Serra do Mar. Em segundo plano, atrás da folhagem, as casinhas (pontinhos brancos) subindo as encostas dos morros nos limites das cidades de Niterói e São Gonçalo.


* da série "a importância do trabalho ambiental em uma escola municipal"..

sábado, 24 de maio de 2008

Niterói ontem e hoje

A exposição “Niterói ontem e hoje”, parceria das secretarias municipais de Cultura e Educação, está desde o dia 08 deste mês no Solar do Jambeiro e ficará lá até o dia 29 (só semana que vem!). Depois, será itinerante e passará pelas escolas municipais da cidade. São treze painéis, com fotos de autoria desconhecida que datam de 1908 e fotos atuais, clicadas nos mesmos locais por Marco Aurélio Brandt. Através das imagens, é possível perceber o impacto da urbanização em Niterói nesses últimos cem anos, quando a cidade sofreu transformações radicais. Um bom exemplo é o da foto acima, da Pedra de Itapuca, revelando ao fundo uma paisagem de morros florestados emoldurando a praia de Icaraí: beleza desaparecida com o crescimento e a verticalização do bairro.
A visita ao Solar do Jambeiro ainda pode render momentos como esse abaixo... Veja mais aqui.


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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Evolução urbana do Rio de Janeiro

Estas imagens são de um site muito interessante que mostra a evolução urbana da cidade do Rio de Janeiro. Animações simulam a transformação da paisagem ao longo do tempo em pontos históricos do centro - Arcos da Lapa, Largo da Carioca, Praça XV e Porto do Rio.Vale a pena clicar e conhecer: http://portalgeo.rio.rj.gov.br/EOUrbana/. Acima, a mudança radical no centro da cidade, onde o litoral foi todo aterrado e as praias, lagoas e manguezais desapareceram; abaixo, parte da zona sul: Copacabana, Leme, Lagoa, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras - imagens disponíveis para download.


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