Projeto de educação ambiental permanente desenvolvido na Escola Municipal João Brazil - Niterói, RJ.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Niterói - 438 anos
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Mapas da escola
Depois de estudarem noções básicas de cartografia ao longo do trimestre - visão de cima, rosa-dos-ventos, escala - os alunos do 6º ano iniciaram a confecção de mapas da escola...

Partindo da sala de aula - um pequeno quadrado - foram construindo os espaços vizinhos até completarem o terreno. Depois, usaram as rosas-dos-ventos pintadas no chão da EMJB para marcar os pontos cardeais e o tamanho da sala para definir uma escala aproximada...

Produziram trabalhos diferentes, representando o mesmo lugar - alguns belos mapas!
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Indústrias no Brasil
Esta atividade tem por objetivo trabalhar o tema indústrias no Brasil aproveitando o lixo que os alunos produzem como fonte de aprendizado. A 1ª etapa é pedir para eles guardarem as embalagens dos produtos que consumirem a partir dali: balas, biscoitos, chocolates, sabonetes, pastas de dentes, etc. Quanto mais, melhor. Dê um prazo razoável para juntarem.
As próximas tarefas podem ser feitas individualmente ou em grupo, em casa ou na sala de aula. A 2ª etapa é, de posse de uma grande quantidade de embalagens, identificar o local de fabricação do produto. Os alunos devem prestar atenção nas informações contidas nos rótulos e anotar os Estados de origem das fábricas. De onde vem o que consumimos?
A 3ª etapa é, com um mapa do Brasil na mão, recortar o logotipo da marca do produto e colá-lo no respectivo Estado. Devem prestar atenção também nos diferentes tamanhos de logotipos que aparecem nas embalagens. É aconselhável utilizar sempre os menores, para caber mais na folha.
No fim, os alunos conseguem visualizar a distribuição espacial das indústrias no Brasil e perceber a concentração delas nos Estados da região Sudeste, principalmente em São Paulo. Veja alguns trabalhos produzidos na turma GR3F em dois tempos de aula:





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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Os rios em volta da EMJB*

Existem dois rios que nascem próximos da Escola Municipal João Brazil: o rio Bomba e o rio das Pedras. Observando o mapa acima, é possível percebê-los: o primeiro nasce próximo ao cruzamento das linhas pretas e corre para noroeste. O segundo nasce mais ao norte e corre na direção sudeste. Ambos fazem parte da bacia hidrográfica da Baía da Guanabara.
O rio Bomba drena o vale de Tenente Jardim e vai direto para a baía (a foto acima mostra a visão para o noroeste). Tem aproximadamente 3,5 km de extensão e em muitos trechos - quando não corre em galerias subterrâneas - faz a divisa dos municípios de Niterói e São Gonçalo, nos bairros de Tenente Jardim, Barreto e Neves.
O rio atravessa algumas casas que sobem as encostas do vale e no sopé do morro, quando cruza a rua Dr. March, já é um valão. Não é difícil perceber que falta saneamento básico no limite dos municípios das duas cidades. Como os rios da região metropolitana, o Bomba é degradado e contribui para a poluição da baía.
Antigamente, formava piscinas naturais onde, segundo relatos de antigos moradores, era possível pescar até camarão (pitu). Com a urbanização, as piscinas foram soterradas, cimentadas e o canal virou outro valão. O rio das Pedras é afluente do Colubandê, que é afluente do Alcântara, que encontra o Guaxindiba antes de chegar na Baía de Guanabara.
O rio atravessa a A.P.A. do Engenho Pequeno - drenando encostas florestadas de Mata Atlântica do último fragmento de São Gonçalo - e forma, em alguns trechos, pequenas cachoeiras. Atualmente não é possível tomar banho nelas.
O lixo espalhado nas margens sugere que o canal transporta muitos resíduos quando a sua vazão aumenta, nas chuvas mais pesadas.
Em outros pontos é possível perceber o acúmulo de sedimentos que contribuem para o assoreamento do rio. Eles são trazidos pela erosão das águas e depositados onde a corrente perde a sua força. Os entulhos no meio da mata demonstram um fluxo intenso de materiais.
A foto acima mostra a visão da floresta, para o sudeste, no vale do rio das Pedras.Um terceiro rio (Vicência?) nasce um pouco mais afastado da EMJB, corre na direção sudoeste para o Fonseca e faz parte da bacia do canal da Alameda - observe no mapa.
*da série "a importância do trabalho ambiental em uma escola municipal".
sábado, 8 de agosto de 2009
Em volta da EMJB*
O trecho da carta topográfica Baía de Guanabara (1:50.000) mostra a localização exata da Escola Municipal João Brazil (ponto verde). A área rosa representa o espaço urbanizado, enquanto as áreas brancas (onde aparecem as curvas de nível) representam os morros. As manchas verdes claras são os fragmentos de vegetação. As fotos abaixo foram tiradas no caminho das torres que, no mapa, fica onde está escrito Morro do Castro.
Acima, a visão para sudoeste: em primeiro plano o bairro do Fonseca, ao fundo o pico da Tijuca - o mais alto da região metropolitana (1.021 metros) - e no meio o mar da baía separando os centros das cidades de Niterói e Rio de Janeiro. Observando com atenção (e ampliando a imagem) é possível perceber à direita a torre branca da igreja de São Lourenço da Várzea e ao centro o Teatro Popular de Niterói às margens da Guanabara.
Ao sul, do outro lado da estrada RJ 104 (a linha vermelha grossa no mapa) está o Morro do Céu, onde fica o lixão da cidade de Niterói, área extremamente degradada. Ao fundo, observando com atenção, é possível ver o esqueleto do prédio que fica embaixo do Parque da Cidade, no Morro da Viração (ampliando a imagem, dá para ver as torres do parque).
Para o leste/sudeste, a cidade avançando sobre a floresta.
Na direção nordeste, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Engenho Pequeno, último fragmento de Mata Atlântica do município de São Gonçalo. Uma área verde que resiste à enorme pressão urbana pelo relevo acidentado e cuja preservação é constantemente ameaçada.
Na visão para o norte/noroeste, o fundo da Baía de Guanabara e a muralha da Serra do Mar. Em segundo plano, atrás da folhagem, as casinhas (pontinhos brancos) subindo as encostas dos morros nos limites das cidades de Niterói e São Gonçalo.* da série "a importância do trabalho ambiental em uma escola municipal"..
sábado, 30 de maio de 2009
Geomata 2
"Romeu chegou atrasado naquela manhã, a tempo de não mais encontrar seus colegas na sala de aula. Por um momento, esqueceu-se que as aulas de terça e quinta eram ao ar livre. Os alunos aprendiam a ciência do solo e do crescimento das plantas atrás do prédio da universidade, com o mestre Honn. Honn nunca havia cursado uma universidade, mas seu conhecimento e compreensão da natureza eram inquestionáveis. Não lia livros, mas era como se todos já estivessem em seu coração, toda uma vida dedicada à observação e ao experimento, à intimidade com a terra e com o verde. Agora ensinava-se aos pupilos o energético mantra do OM. Melhor dizendo, não se ensinava, fazia-se com que relembrassem o cântico universal que congloba todas as coisas. Após a energização das mudas, porque era importante sim conversar com as pequenas árvores, pois elas também gostam de carinho, Romeu chegou.
A aula de técnicas de jardinagem acontecia ao mesmo tempo que outra turma de Geografia aprendia a arte da carpintaria, com o mestre Kliyd, humilde morador da favela ao lado que havia aprendido com seu pai. Mas tudo isso rolava em outros tempos, num passado que um dia pretendeu ser futuro. Agora havia a cerca. O ambiente no qual todos devíamos sentir o delicado sabor da liberdade agora era vigiado. O desprendimento com o qual todos lidavam e faziam desenvolver o saber era agora domado por correntes, as ditas "correntes do saber" que, no trocadilho ingênuo, só fazem parar e prender. Agora havia critérios rigorosos para formação profissional, havia incontestáveis tabelas e tablóides, controles, situações, posições, estilos, preconceitos, esquemas, sistemas, mentiras.
As ruas esvaziavam-se de gente. Explico: são apenas locais de passagem. A violência trouxe grades, que espantaram a vida e a arte. Não se ficava, apenas se passava. A arte de ficar na rua, vivê-la, vivenciá-la, fora eliminada. Fingia-se buscar soluções para um mundo injusto, mas no fundo copiava-se essa injustiça.
Olhando os passarinhos e ouvindo seus cantos, mas absorto, mergulhado em seus próprios pensamentos, Romeu divagava, e divagava. De repente, voltou à infância, épova em que ainda era criança, quando sua grande curiosidade o guiava floresta adentro, nas férias, à procura de bichos, atraído por toda aquela beleza plena. E agora as aulas ao ar livre. O contato direto com chão, o olhar para o céu, a entrada da frente fria, a visão do Maciço da Tijuca. Não era possível que de uma hora para outra tudo aquilo desaparecesse. Romeu olhava para a cerca que cortava o terreno desapontado com tanto potencial desperdiçado. E novamente a recordação inundou sua mente, a doce lembrança da última aula sobre percepção do espaço com o filósofo Pahnn e da penúltima sobre serrapilheira. Não recuou, não desistiu.
Romeu não era um romântico. Nem tampouco era bobo. Seu cerne era a vida em si, e prosseguir era o caminho, a sua substância, o âmago. Resolveu retomar suas investigações, mesmo só, seu espírito aguçado remexia-se em laboriosa caminhada. E assim continuou, todos os dias após a aula ia para atrás do prédio da universidade e lá ficava. Começou a arrastar consigo seus amigos mais chegados, ciente da importância que tal lugar representava. Às vezes era difícil convencê-los, porque alguns achavam o percurso extenso, com a cerca agora era necessária uma volta maior. Mas quando o grupo se reunia, aí sim, era a glória pa Romeu. A Geografia, esquecida pelos alunos fora das salas de aula e rapidamente discutida dentro delas, aflorava em calorosas e intermináveis discussões. Romeu ficava satisfeito e sentia o prazer do dever cumprido. Era porém preciso cautela, pois já haviam instalado a cerca, e a qualquer momento os burocratas poderiam tomar nova atitude repressora, liderados por Porfírio, o todo-poderoso."
Texto que escrevi com Bernardo Alonso e publicado no Geornal nº 3 (setembro de 1995), sobre a construção de uma cerca que deixou grande parte da Geomata do lado de fora do prédio do CCMN (veja a matéria anterior). No alto, o mapa da Geomata que saiu no nº 4, com a localização de 44 mudas. A ideia de publicar esse material aqui surgiu do interesse de alguns alunos atuais do curso de graduação de Geografia/UFRJ em conhecer essa história. Reuni-o preparando uma apresentação que aconteceu ontem no Fundão, a convite deles, na comemoração do dia do geógrafo. Nessa oportunidade, pude mostrar também um pouco do trabalho que foi e é realizado na EMPF e na E. M. João Brazil, respectivamente.

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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Mapa na sala
Toda sala de aula deveria ter um mapa na parede. Um ou mais: do Brasil, da América, do Mundo, da vegetação, do clima, da cidade. Parece óbvio, mas a maioria das salas de aula das escolas, públicas ou particulares, não tem um mapa fixo na parede, para os alunos poderem olhar todos os dias, mesmo fora das aulas de Geografia, os mapas. Muitas não tem nem aquele preguinho em cima do quadro para pendurar o mapa que se leva para a sala - salas desertificadas! No 7º ano (ou 6ª série), por exemplo, um mapinha do Brasil na parede é básico...
Uma vez, ensinando na empf a divisão do país em regiões, usei um joguinho na sala onde cada peça era um Estado do Brasil. Com 27 alunos na turma, cada um tinha um Estado nas mãos. Pedi para que se levantassem os que formavam a Região Sul e só um aluno ficou de pé. Perguntei novamente, lembrando que naquele momento dois estavam "comendo mosca" (pelo menos um tinha acertado, pensava). Todos se entreolharam num clima de mistério mas ninguém mais se levantou. segunda-feira, 5 de maio de 2008
Geotecnologias digitais no ensino
Geoden (Geotecnologias digitais no ensino) é um projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolvido pela Professora Angélica Dimaio, que pesquisa a informatização na educação básica analisando a sua contribuição no ensino, através de um programa que abrange cartografia, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica. Professores da Rede Municipal de Niterói puderam, através de um curso, conhecer o software Spring e se familiarizar com todo este material didático, disponível para internautas no site http://www.uff.br/geoden/. Quem tiver disposição para navegar vai encontrar muita coisa interessante para usar na sala de informática, como mostram as imagens e o vídeo abaixo.
Niterói e São Gonçalo em imagem de satélite. O verde é a vegetação e o rosa a urbanização.
A Mata Atlântica de verde cobria originalmente toda essa região fluminense.
Hoje só restam as poucas manchas verdes do mapa.Vídeo sobre a localização da EMJB.
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domingo, 2 de março de 2008
Para aulas na sala de informática
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quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Viagem à França
No dia 25/12/2004 eu e a Nathália Brandão embarcamos em um belo e grande cruzeiro rumo à França. Embarcamos no porto do Rio de Janeiro, na descida da Ponte Rio-Niterói.À bordo da 2ª classe havia piscina e restaurantes, saunas, quadra poli-esportiva e um grande salão de jogos. A viagem levou 5 dias.
Desembarcamos em Paris e pegamos um ônibus até um hotel, meia hora do porto até o nosso hotel chamado Versalhes.
No 1º dia alugamos um carro e fomos visitar o Arco do Triunfo e o Palácio de Versalhes.
Fomos embora às 18:00 hs da noite para jantar no grande e belo restaurante do hotel.
No 2º dia fomos na conhecida Torre Eiffel, toda de ferro com mais de 300 metros de altura, muito linda!
Almoçamos no restaurante da Casa do Queijo, com vários tipos deste laticínio.
Depois desse glorioso almoço fomos no Museu do Louvre, que possui um dos mais importantes acervos de obras de arte do mundo.
No 3º dia fomos para a região do mar Mediterrâneo, onde conhecemos o Nice e o Vale do Loire. Fomos para esta região de TGV, trem de grande velocidade.
Ao entardecer voltamos para Paris para nos preparar para o 4º e último dia.
Pelo amanhecer fomos para um longo passeio ali em Paris, onde os mais famosos estilistas do mundo tinham suas lojas.
Almoçamos no shopping center, pois à tarde iríamos na maior exposição do mundo; estava acontecendo uma exposição de perfume. Havia perfume de tudo quanto é tipo de aroma, onde compramos 6 perfumes.
No dia seguinte levantamos e tomamos um magnífico café da manhã para embarcar no vôo das 10:00hs.
Embarcamos e alguns minutos depois avistamos os Montes Pirineus, o Rio Sena e o Canal da Mancha.
Chegamos no Brasil 4:00 hs da manhã, desembarcamos no aeroporto Galeão e cada um seguiu seu rumo. Jamais esqueceremos essa maravilha de viagem!
Redação do aluno Yago Alexandre - turma F9B - sobre o tema Europa.
Mapa da Europa feito pela aluna Lívia Antunes (da mesma turma). Neste trabalho, os alunos destacaram apenas os 3 países que mais gostavam deste continente - neste caso França, Portugal e Rússia (o cinza escuro representa alguns países surgidos após o fim da Guerra-Fria).

