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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Monitoramento do rio das Pedras na cachoeira da Fazendinha

   Na quarta-feira dia 18 de setembro, fizemos à tarde (no horário do projeto "Novos caminhos da escola") - eu, Prof. Raphael e 11 alunos - uma pequena trilha até a cachoeira da Fazendinha (no início da trilha das ruínas do casarão), um trecho da antiga estrada do rio das Pedras que atravessa um fragmento de Mata Atlântica da A. P. A. (Área de Proteção Ambiental) do Engenho Pequeno. Neste local, uma antiga barragem forma uma pequena queda d'água num afloramento de rochas, e o rio corre um pequeno trecho encaixado entre elas formando pequeninas piscinas naturais, entre os morros da fazendinha (Niterói) e do Castro (São Gonçalo) - o rio faz a divisa dos municípios. Mesmo situado no meio da floresta, este local encontra-se atualmente bastante degradado, com muito lixo depositado no leito do rio e em suas margens, trazido pela correnteza nas chuvas mais fortes. Apesar da poluição, o monitoramento da água com o kit-teste do WWMC (World Water Monitoring Challenge) - programa educacional mundial que promove a conscientização do uso da água do planeta - demonstrou que a sua qualidade não é tão ruim quanto aparenta:
- Temperatura do ar: 25ºC.
- Turbidez (medida de claridade relativa da água): entre 40 e 100 JTU (Unidade de Turvação de Jackson).
- Temperatura da água: 22ºC.
- OD (oxigênio dissolvido - importante para a preservação dos ecossistemas aquáticos): 4 PPM (partes por milhão) - percentagem de saturação: 46.
- pH (potencial de hidrogênio - medida de acidez ou basicidade da água): 7 (a maioria da fauna aquática prefere uma faixa de 6,5 a 8).
   No entanto, enquanto não houver saneamento básico (rede de esgoto) no Morro do Castro, fica difícil recuperar o rio e impossível o banho de cachoeira.
   As fotos abaixo são de Everaldo Cruz (7B).


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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"O lugar onde eu vivo" (3)

A aluna Katharine Oliveira (6C), motivada por um concurso de fotografia também (veja matéria anterior e o trabalho "o lugar onde eu vivo"), foi até a Sereia - como é conhecido o local da nascente do rio das Pedras no Morro do Castro - fazer as suas fotos (segundo ela, é perto de sua casa). A montagem da sequência seguiu o roteiro feito pela aluna nesse dia, percebido através do horário registrado em cada fotografia tirada (acompanhe acima e abaixo). A que ela escolheu para concorrer fica para depois que sair o resultado do concurso. Valeu Katharine! Boa sorte!
 

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia mundial do meio ambiente - trilha do casarão

 A data foi comemorada na EMJB com uma caminhada na trilha das ruínas do casarão com alunos, professores, pedagogos e convidados. Um local que muitos alunos do Morro do Castro ainda não conheciam... 

 
A mata ficou lotada de alunos da EMJB. E tinha mais na escola querendo participar. Foto: Débora Kopke (7A)...

 Um dos pontos fortes da expedição foi a travessia do rio das Pedras por uma ponte de bambu com auxílio de uma corda. Danielle Grynszpan (foto DK)...

Um dos pontos fracos foi a constatação do risco de desabamento de um ponto da construção, maior com a presença de muita gente no local...

No caminho, a beleza de plantas desconhecidas no meio da floresta...

 Contrasta com a degradação das águas do rio que virou valão (foto DK)...

Na volta, o plantio de um ipê de jardim na entrada da escola...
 
 De tarde, num evento para comemorar a data no auditório da FME, as alunas Michelle Gonçalves (7B), Débora Kopke (7A) e Katharine Oliveira (6C)...

Apresentaram um vídeo sobre o projeto de captação e armazenamento de água da chuva da EMJB.

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sábado, 2 de junho de 2012

Caminhos de Darwin (2)

 A Profª Kátia Mansur (Geologia/UFRJ) explica a visão dos geólogos sobre o aquecimento global, durante uma caminhada promovida pelo Núcleo de Ações Integradas da FME no Parque Estadual da Serra da Tiririca: uma amostra do potencial educativo dos Caminhos de Darwin...

 
A floresta encanta com os seus mistérios - que plantas são essas?...

Dá para imaginar a reação dos naturalistas com a natureza tropical...

O afloramento de rocha (gnaisse facoidal) virou uma sala de aula...

Um pau-ferro (Caesalpinia ferrea), árvore nativa da Mata Atlântica, foi plantado com alunos da Profª Jucimar numa área degradada. Foto: Emanuelle...

   Elson (ex-aluno da EMJB), Emanuelle e Emanuel, da E. M. Altivo César.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Maquetes perfeitas (2)

Ramón Abeyá em visita à EMJB, entre a Professora Patrícia (da EMHVL) e eu (foto de Nathália dos Santos)...

 
 A maquete emprestada à EMJB, do município de Niteroi, mostra bem a relação entre a cidade e a floresta: tem mapa melhor?...

 Os alunos do 6º ano identificando o lugar onde vivem...

 Morro da Fazendinha - o do Castro fica no território gonçalense...

Alunos do 7º ano admirando o trabalho e descobrindo Niterói...

Destaque para a geomorfologia: praia e Costão de Itacoatiara.

  
Contato: ramonabeia@ig.com.br

domingo, 30 de outubro de 2011

Caminhos de Darwin


"Às nove horas, juntei-me ao grupo na Praia Grande, vilarejo do lado oposto da enseada. Éramos seis: o sr. Patrick Lennon, um irlandês disciplinado que fez uma grande fortuna quando o Brasil se abriu para os ingleses vendendo espetáculos, termômetros etc. Cerca de oito anos atrás, ele comprou um terreno com floresta em Macaé e ali instalou um agente inglês. A comunicação é tão difícil que, desde aquele período, ele não conseguiu obter qualquer remessa. Após tanto atraso, o sr. Patrick resolveu visitar pessoalmente sua propriedade. Foi fácil acertar que eu lhe faria companhia e esta era com certeza uma excelente oportunidade para ver o país e seus habitantes. O sr. Lennon morou no Rio por 20 anos e, portanto, estava bem qualificado para obter informações, com sua disposição tão astuta e inteligente. Ele estava acompanhado por seu sobrinho, um jovem arguto que estava seguindo os passos do tio e fazendo dinheiro. Em terceiro vinha o sr. Lawrie, um escocês inteligente e cultivado, homem egoísta e sem princípios cujos negócios se dividiam entre o comércio de escravos e as trapaças. Ele trouxe consigo um amigo, o sr. Gosling, aprendiz de farmacêutico. O irmão do sr. Lawrie se casou com uma bela brasileira, filha de um grande proprietário de terras, também em Macaé, e é essa pessoa que o sr. Lawrie estava indo visitar. Um garoto negro que serviu de guia e eu completamos o grupo. A natureza do Brasil poucas vezes viu um grupo de aventureiros mais extraordinário e quixotesco."


"Nosso primeiro estágio foi muito interessante. O dia estava poderosamente quente e tudo estava quieto quando passamos pela mata, com exceção das borboletas grandes e brilhantes que batiam asas com indolência. A vista que tivemos ao cruzar as montanhas por trás de Praia Grande foi muito sublime e pitoresca. As cores eram intensas e o matiz predominante era um azul escuro, com o céu e as águas calmas da baía rivalizando em esplendor. Após passar por uma região cultivada, adentramos uma floresta cuja grandeza não podia ser superada. À medida que os raios de sol penetravam a massa emaranhada, lembrei-me energicamente de duas gravuras francesas feitas a partir dos desenhos de Maurice Rugendas e Le Compte de Clavac. Elas representam bem o número infinito de cipós e plantas parasitas e o contraste das árvores florescentes com os troncos mortos e podres. Eu não conseguia de maneira alguma parar de admirar essa cena. Chegamos por volta do meio-dia a Itaocaia, pequeno vilarejo situado em uma planície. Em torno das casas centrais, estão as cabanas dos negros, cuja forma e posição regulares me lembraram os desenhos das moradas dos hotentotes do sul da África. Isso talvez evoque para essas pobres pessoas no meio da escravidão a casa de seus pais. Como a lua se levantaria cedo, determinamo-nos a partir naquela noite para nosso pouso na lagoa Maricá."


"Como foi ficando escuro, passamos sob uma das montanhas maciças, nuas e escarpadas de granito tão comuns nesta região. Este lugar é famoso no país por ter sido durante um longo período a morada de alguns escravos fugidos que, cultivando uma pequena gleba de terra próxima ao topo, conseguiram tirar dali seu sustento. Por fim, alguns soldados foram enviados e os prenderam todos, com exceção de uma velha que, a ser capturada de novo, preferiu se espatifar em pedaços e jogou-se bem do topo da montanha. Fosse ela uma matrona romana e isso seria chamado de patriotismo nobre; como se trata de uma negra, foi chamado de obstinação brutal!"


"Continuamos cavalgando por algumas horas. Nas últimas milhas, a estrada se emaranhava e passou por um deserto de pântanos e lagoas. A paisagem sob a luz pálida da lua parecia bem desolada. Alguns vaga-lumes passaram rapidamente por nós e um maçarico solitário emitiu seu canto queixoso ao levantar vôo. O bramido distante e taciturno do mar que combinava com os nossos sentimentos mal quebrou o silêncio da noite. Chegamos afinal à venda e tivemos grande prazer de nos deitar nos colchões de palha."
 
 
Texto: Diário de Charles Darwin (8 de abril de 1832).
Fonte: http://www.casadaciencia.ufrj.br/caminhosdedarwin/.
Fotos da caminhada promovida anualmente pela FME (22 de outubro de 2011), uma parceria do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) com a Profª Kátia Mansur (UFRJ).

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A vulnerabilidade das áreas verdes

Enquanto no interior da EMJB as áreas verdes aumentam com o plantio constante de árvores pelos alunos, do lado de fora a situação é inversa: as áreas verdes vão diminuindo ao redor da escola. O posto de saúde em frente, por exemplo, fez uma póda excessiva nas árvores e acabou com as copas. Uma economia de serviço (de não precisar tão cedo cortar de novo) que pode se transformar em mais consumo de energia elétrica no próximo verão, com ventiladores e ar condicionados ligados. Afinal, qual a probabilidade de aumentar o calor no local agora sem nenhuma sombra de árvore?

Seguindo a rua, mais à frente, uma área está sendo desmatada para a construção de casas (ou apartamentos) para os desabrigados da chuva de abril, segundo relatos de moradores. Um empreendimento visto com bons olhos pela população carente de boa habitação e de investimento do governo. E um exemplo de como a cidade cresce e consome espaço. Na região dos morros ocupados, o aumento da densidade populacional e a consequente urbanização, mesmo controlada, pressionam os fragmentos de florestas que ainda restam, deixando-os cada vez menores.

Veja como era essa área em agosto de 2009 na imagem do Google Earth e compare com a foto. Os telhados cinzas na direção nordeste da mata formam a EMJB. O posto de saúde fica do outro lado da rua, onde aparece um verdinho de mato junto a um muro - as árvores ficam logo acima e dá para ver as copas na imagem. Hoje já não é mais assim!

Este é mais um motivo para se plantar mais árvores pela cidade. Participe do ENO TREE PLANTING DAY no dia da árvore em 21 de setembro e plante conectado com uma galera global!

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sábado, 8 de agosto de 2009

Em volta da EMJB*

O trecho da carta topográfica Baía de Guanabara (1:50.000) mostra a localização exata da Escola Municipal João Brazil (ponto verde). A área rosa representa o espaço urbanizado, enquanto as áreas brancas (onde aparecem as curvas de nível) representam os morros. As manchas verdes claras são os fragmentos de vegetação. As fotos abaixo foram tiradas no caminho das torres que, no mapa, fica onde está escrito Morro do Castro.

Acima, a visão para sudoeste: em primeiro plano o bairro do Fonseca, ao fundo o pico da Tijuca - o mais alto da região metropolitana (1.021 metros) - e no meio o mar da baía separando os centros das cidades de Niterói e Rio de Janeiro. Observando com atenção (e ampliando a imagem) é possível perceber à direita a torre branca da igreja de São Lourenço da Várzea e ao centro o Teatro Popular de Niterói às margens da Guanabara.

Ao sul, do outro lado da estrada RJ 104 (a linha vermelha grossa no mapa) está o Morro do Céu, onde fica o lixão da cidade de Niterói, área extremamente degradada. Ao fundo, observando com atenção, é possível ver o esqueleto do prédio que fica embaixo do Parque da Cidade, no Morro da Viração (ampliando a imagem, dá para ver as torres do parque).

Para o leste/sudeste, a cidade avançando sobre a floresta.

Na direção nordeste, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Engenho Pequeno, último fragmento de Mata Atlântica do município de São Gonçalo. Uma área verde que resiste à enorme pressão urbana pelo relevo acidentado e cuja preservação é constantemente ameaçada.

Na visão para o norte/noroeste, o fundo da Baía de Guanabara e a muralha da Serra do Mar. Em segundo plano, atrás da folhagem, as casinhas (pontinhos brancos) subindo as encostas dos morros nos limites das cidades de Niterói e São Gonçalo.


* da série "a importância do trabalho ambiental em uma escola municipal"..
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