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quarta-feira, 23 de abril de 2014

A gente colhe o que planta (2?)


     Você sabia que a EMPF (Escola Municipal Paulo Freire, onde tudo começou) já teve uma hortinha? (Esta foi uma das primeiras matérias publicadas no blog, há 7 anos, em 20/04/07). Foi no ano de 2004 (10 anos se passaram!), e ficava nos fundos do terreno do prédio, por isso pouca gente conheceu (este espaço-lugar não existe mais e ficava onde é hoje a UPA do Fonseca). Não foi nada fácil mantê-la, pois era preciso carregar água (em garrafas pet) até o local para a rega das plantas, em épocas de estiagem (pouca chuva). Muitas vezes foi preciso dar a volta pelo portão da escola, e uma viagem não era suficiente para regar todas as mudinhas (que trabalho que dava!). Mesmo assim, a natureza ajudou bastante naquele ano e a hortinha resistiu até o fim das aulas. Foram cultivados tomates e alguns temperos como manjericão, salsinha e cebolinha, distribuídos para alguns funcionários após a colheita (infelizmente não há registros). Na foto (acima, dos últimos cultivos, não) vemos o professor Filipe de História junto ao canteiro (veja a foto e a matéria original clicando aqui!).  
Um comentário (foi feito, vindo de lá da EMPF meses depois):
Anônimo disse... Você é um grande exemplo de colher o que planta né Rogério?
Quem mandou querer dar uma de soberano?
Agora está aí se roendo por dentro porque não está mais na EMPF.
Mas não ligue, de repente Vander e Edna irão te fazer companhia ano que vem
hahahahahahahahahaha
(só pra sentir o clima!)

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

"O lugar onde eu vivo" (6)

 

Como era meu bairro antigamente?

Esta é uma fotografia que nos mostra a subida da Ladeira do Quebra e também podemos ver a rua Dr. March, a padaria Ballon e etc. No Morro do Castro houve muitas modificações, as ruas eram de barro e agora tem asfalto. Antigamente quase não tinha iluminação e agora já tem na maioria dos lugares. Hoje também as casas são construídas com tijolos, e antigamente eram construídas de barro e pau a pique. E antigamente não tinha água encanada, a água era de poço. Muitas casas não tinham esgoto, o esgoto era uma vala que corria direto para a rua, aonde as crianças brincavam e até pisavam na água de esgoto, e depois ficavam com doenças nos pés, como frieira.
E as ruas do Morro do Castro eram caminho lá vai um. O ônibus parava no Tenente Jardim na antiga garagem antes de construírem a nova. A rua onde passa o ônibus hoje em dia foi estourada com dinamite. Não existia o campo Califórnia, ali era um chalé. Aonde fica o coleginho Djair Cabral era uma piscina. Não existia mercado, posto de saúde, padaria, escola, as únicas escolas que já existiam: Conselheiro Josino, Uchôa e Raul Fernandes, que eram distantes do Morro do Castro. A fazenda do pau-ferro era a antiga granja amarela. Depois do decorrer dos anos foi que vieram aparecendo as coisas, como por exemplo nesta foto, em que a escola ainda estava em obra.

Pessoas com quem conversei durante todo o trabalho: Nely, Josué e Dona Rosa.

Texto de Hermínia Oliveira, turma 7B. Fotos do arquivo de Nely.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Igreja de Santa Rita de Cássia (Morro do Castro)

Trecho do livro "Igrejas e Capelas Católicas de Niterói - Resenha Histórica" de Salvador Mata e Silva e Marcos Vinícius Macedo Varella, que curiosamente fala da igreja que fica em território gonçalense no Morro do Castro:

"Em 11 de novembro de 1971, iniciou-se a missão com a catequese no Clube Bom Retiro. Em 19 do mesmo mês, realizou-se a 1ª reunião com alguns membros do Apostolado da Oração e da comunidade. Aos 22 do mesmo mês, celebrou-se a 1ª missa no clube, continuada em todos os domingos.

Aos 10 de fevereiro de 1973, surgiu a venda de uma casa de comércio com um bom terreno, em excelente local, para ser a futura igreja. Com a ajuda parcial de uma pessoa amiga, conseguiu-se a entrada para aquisição da casa e a comunidade assumiu as prestações. No dia 12 do mesmo mês, foi fundada oficialmente a Irmandade de Santa Rita. A seguir fizeram a limpeza do terreno e prepararam a pequena casa, onde, no dia 18 do mesmo mês, foi abençoada e entronizada a pequena imagem de Santa Rita, levada pelo Padre Elidio que subiu o morro a pé, levando-a em suas mãos, e que hoje ainda está guardada como um precioso tesouro histórico da capela. Aí passou-se a celebrar a Missa Dominical, organizou-se a catequese, implantou-se o Apostolado da Oração e Equipe de Liturgia. As obras da capela tiveram início em outubro de 1975, tendo a frente Geraldo Bolzan, alto funcionário da Prefeitura de Niterói, auxiliado pelo Sr. Adílio Cândido dos Santos.

Toda a comunidade se empenhou nesta missão com muita generosidade, de tal forma que, no princípio de 1978, a obra da capela já estava quase concluída. Diga-se de passagem que havia na praça um terreno baldio, sem proprietário, que o Padre Elidio pretendeu adquirir, tramitando com a Prefeitura de São Gonçalo para a sede da grande matriz de Santa Rita. Com sua trasferência para outra missão, perdeu-se a valiosa propriedade.

O grande realizador desta obra foi Geraldo Bolzan, residente no local, que não mediu esforços para concretizá-la. E foi, graças a sua fé e liderança que, em parceria com Padre Elidio, hoje a Igreja de Santa Rita se ergue como um marco histórico do Morro do Castro."
 
A festa de Santa Rita virou tradição na comunidade e dura um fim de semana inteiro, sempre o seguinte ao dia 23 de maio, que este ano cai numa segunda-feira. Uma história que já vai completar 40 anos...

 

Fotos de Débora Kopke (turma 6A).

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Depois da grande chuva


Um dia triste

Parecia uma noite comum, mas eu não sabia que seria diferente, começa a chover e pensamos que era uma chuva como todas as outras, mas não, foi muita chuva para uma noite só. Não dormimos a noite toda, porque atrás da minha casa tem uma barreira e eu e toda a minha família ficamos muito preocupados e realmente aconteceu o que iria acontecer, caiu muito barro atrás da minha casa. Mas o pior tinha acontecido muito perto de nós, muitas pessoas mortas que conhecíamos e nada pudemos fazer, ficamos tristes, choramos, dormimos na noite seguinte na casa de parentes e desse dia para cá, não vivemos mais tranquilos, pois a todo momento pensamos que tudo pode acontecer de novo. Não com eles, pois já se foram, mas com nós que ficamos, pois a vida continua e os riscos também. Peço a Deus para abençoar todos que vivem como nós em áreas de risco."



Redação de Douglas Constantino, turma 6C.


Foto: Cova da Onça, um dia depois (07/04/10). Em primeiro plano, alunos da EMJB..

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Memórias do morro

Entrevistas com moradores antigos do Morro do Castro (São Gonçalo, RJ) feitas por alunas da turma GR4D, que também são do grêmio da escola. O objetivo é resgatar a memória local, conhecer a história do lugar e identificar os principais problemas da comunidade. O último vídeo mostra a apresentação deste trabalho na semana do idoso na EMJB.





















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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Histórias do morro

Livro que pertence à sala de leitura da E. M. João Brazil e traz informações sobre a história do Morro do Castro, dentre outras histórias relacionadas à cidade e às escolas da rede municipal de Niterói. A publicação é produto de um curso realizado em 1996 pelas Professoras Mônica Lepri e Beatriz Vieira, do qual participaram Antonio Nunes Viana (membro do CEC) e o Professor Alessandro (apoio def. visual) pela E. M. João Brazil. As fotos abaixo aparecem no livro e referem-se à nascente da Sereia, à praça perto da escola (do lado de São Gonçalo) e ao terreno da fazendinha. A praça foi construída sobre uma piscina natural que existia próxima à nascente do rio das Pedras, rio hoje poluído e considerado um valão.




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