Quem mandou querer dar uma de soberano?
Agora está aí se roendo por dentro porque não está mais na EMPF.
Mas não ligue, de repente Vander e Edna irão te fazer companhia ano que vem
hahahahahahahahahaha
(só pra sentir o clima!)
Projeto de educação ambiental permanente desenvolvido na Escola Municipal João Brazil - Niterói, RJ.
Já passaram quase 3 meses de aula (fevereiro, março e abril) e alguns projetos importantes para os alunos da E. M. João Brazil ainda nem começaram, como a banda marcial, a ginástica rítmica e o xadrez (fotos). Segundo uma pesquisa feita com alunos do 3º ciclo no início deste ano (gráfico abaixo), a maioria só recebe a formação básica da escola, não faz nenhum tipo de curso fora dela e fica ociosa à tarde. Portanto, esses projetos são fundamentais para complementar a formação, além de reforçarem o vínculo com a escola. Atualmente, só os treinos para os Jogos Escolares de Niterói estão acontecendo durante a semana, o que é pouco para a garotada do Morro do Castro sedenta de novas atividades. Com isso, perdem as crianças, a educação pública, a comunidade...
O lado bom: mais uma vez a E. M. João Brazil fez bonito e foi a única escola pública do município presente na abertura dos Jogos Escolares de Niterói 2009, dia 02/04, no ginásio do Clube Canto do Rio. Os alunos da EMJB representaram a Fundação Municipal de Educação (FME) e as outras quatro escolas da rede que vão participar da competição: Altivo César, Ayrton Senna, Rachid da Glória Salim Sacker e Santos Dumont. A aluna Carolina Ribeiro, do 4º ciclo, leu o juramento dos atletas e foi destaque até no site da prefeitura (veja aqui e no vídeo acima).
O lado ruim: uma das principais competições do Calendário Esportivo de 2009, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esportes, tem uma participação tão pequena de alunos da rede municipal. Esta possui mais de 30 escolas com ensino fundamental e mais de 16.000 alunos matriculados, segundo o site da FME, onde não há nenhuma referência ao evento.
As fotos escuras, tiradas em um ginásio com pouca luz, são o reflexo de uma triste realidade...
Em 22 de abril de 1500...
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Livro que pertence à sala de leitura da E. M. João Brazil e traz informações sobre a história do Morro do Castro, dentre outras histórias relacionadas à cidade e às escolas da rede municipal de Niterói. A publicação é produto de um curso realizado em 1996 pelas Professoras Mônica Lepri e Beatriz Vieira, do qual participaram Antonio Nunes Viana (membro do CEC) e o Professor Alessandro (apoio def. visual) pela E. M. João Brazil. As fotos abaixo aparecem no livro e referem-se à nascente da Sereia, à praça perto da escola (do lado de São Gonçalo) e ao terreno da fazendinha. A praça foi construída sobre uma piscina natural que existia próxima à nascente do rio das Pedras, rio hoje poluído e considerado um valão.


Por volta do ano 258 d.C., durante a perseguição aos cristãos por romanos pagãos, o imperador Valeriano mandou matar o Papa e ameaçou a Igreja a entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Lourenço, o guardião do tesouro, juntou os órfãos, cegos, coxos, viúvas e velhos, todos os que a Igreja socorria, e levou os pobres fiéis cristãos ao soberano, exclamando com bom humor que eles eram o patrimônio da Igreja. A ousadia custou-lhe a vida. O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo e sujeitou-o a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente. Conta a história que ele ainda encontrou forças para dizer, no auge do sofrimento na grelha: "Vira-me que já estou bem assado deste lado". Tornou-se assim um mártir católico, comemorado no dia 10 de Agosto.
Como era meu bairro antigamente?
Professora: Olá, boa tarde! Puxa, queria tanto saber um pouco mais sobre a história dessa escola... Será que esse local onde ela está hoje sempre foi assim? Gostaria muito de saber...
INTRODUZIR O FANTOCHE DE JOÃOZINHO
J: Pode deixar comigo, professora!
P: Ai, que susto! Mas, como assim “pode deixar comigo”?
J: É, professora, pode deixar que eu descubro a história da escola para a senhora...
P: Ah, já sei, você vai pesquisar na biblioteca e...
J: Não, professora, não vou para a biblioteca não...
P: Como não? E você vai fazer o quê então?
J: Ora, vou viajar na minha máquina do tempo...
P: Ah, bom... Máquina do tempo? Que negócio é esse de máquina do tempo?
J: É professora, eu inventei uma máquina do tempo que pode levar a gente para quando e onde a gente quiser...
P: Sei...
J: É rapidinho... É só ligar aqui este botão e pufff...
P: Joãozinho, Joãozinho, cadê você? Ué, gente, alguém viu o Joãozinho? Na certa se escondeu ou foi aprontar alguma...
J: Ufa! Voltei, professora!
P: Onde você estava?
J: Eu já falei, fui viajar no tempo para descobrir a história desse local aqui...
P: Ah, sei...
J: É, mas minha máquina teve um probleminha e quase que eu não volto...
P: Tudo isso aconteceu nos 30 segundos que você esteve fora?
J: A minha máquina é do tempo, lembra? Eu fiquei fora por muitas horas, viajando por muitos anos, mas para você durou só 30 segundos, foi rapidinho. Eu programei a máquina para voltar para o mesmo dia e hora que eu viajei...
P: Então, o que você descobriu?
J: Eu voltei para o período Colonial, que foi a época em que o Brasil ainda não era independente de Portugal.
P: Nossa, você foi longe, hein...
J: Pois é, professora, nessa época as terras onde hoje é a cidade de Niterói pertenciam à sesmaria do índio Martin Afonso de Souza...
P: O Araribóia...
J: Isso.
P: Mas o que o Araribóia tem a ver com a escola, Joãozinho?
J: Calma que eu já explico... Com o passar do tempo, as terras do Araribóia, que era a aldeia de São Lourenço dos Índios, foram sendo divididas e vendidas e no ano de 1656 a parte que hoje faz parte do bairro do Fonseca foi comprada pelo médico Francisco da Fonseca Diniz...
P: Ah, é por isso que o bairro aqui se chama FONSECA...
J: Isso mesmo! O tempo foi passando, o médico Fonseca morreu e seus descendentes ficaram com as terras. Um deles foi o Barão de São João de Caraí, ao qual pertenciam as terras onde hoje faz parte o Horto do Fonseca e também o antigo Colégio Brasil da Alameda...
P: Que interessante...
J: É, mas o Barão na década de 1880 vendeu parte de suas terras para o Comendador Bernardino Martins Ferreira de Faria. E adivinha onde se localizavam as terras?...
P: Aqui!!!
J: Exatamente, aqui. É por isso que a Travessa Bernardino, que fica aqui atrás, tem esse nome...
P: Que legal! Mas quem era esse Comendador Bernardino?
J: Ah, ele foi um homem muito importante. Na época ele era considerado um dos moradores mais antigos de Niterói. Começou a vida trabalhando como tropeiro.
P: Sei... levando gado de um lado para outro em grandes tropas...
J: Isso, e depois tornou-se um importante comerciante, acumulando grande fortuna!
P: Uau!
J: Então essas terras que foram compradas pelo Comendador Bernardino se tornaram uma chácara (sítio). Eu fui viajando no tempo e via que a cidade de Niterói foi crescendo e se modificando. Assim aconteceu no bairro do Fonseca e nessas terras aqui também. Casas e prédios foram sendo construídos...
P: E desse prédio aqui, você descobriu alguma coisa?
J: Descobri sim...
P: Então conta que eu já estou curiosa...
J: No século passado, no ano de 1970, começou a funcionar aqui o “Centro Educacional Industrial e Comercial – CEINCO.
P: Ah, então esse prédio funciona como escola desde os anos 1970?
J: Isso mesmo. Mas no ano de 1985 o CEINCO mudou de nome. Passou a ser “Centro Educacional Mac Laren”, porque era ligado ao estaleiro Mac Laren que funciona até hoje na Ponta da Areia.
P: Que interessante.
J: Depois, em 1991, a escola virou Colégio Brasil, ou melhor, “Sociedade Educacional Colégio Brasil”.
P: Esse é o Colégio Brasil que tanto falam?
J: Não exatamente. O Colégio Brasil que é muito conhecido é o que ficava na Alameda São Boaventura e que foi extinto em 1986. O que funcionou nesse prédio foi outro Colégio Brasil. Dizem que ele recebeu esse nome porque o dono daqui foi um professor que trabalhava lá no Colégio Brasil da Alameda e que queria resgatar o nome...
P: Ah, bom, e o que tinha aqui?
J: Aqui tinham vários cursos para formação profissional dos alunos: formação para professores de 1ª a 4ª séries e educação infantil, técnico em contabilidade, habilitação básica em comércio, em eletricidade, técnico em mecânica e em estruturas navais, técnico em eletrônica... Fizeram até um supletivo de 1º e 2º graus...
P: Para as pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar quando crianças...
J: Isso mesmo. O objetivo era que aqui funcionasse uma faculdade. Eu até trouxe uma planta da escola daquela época, querem ver?
EXPLORAR A PLANTA COM OS ALUNOS
J: No final dos anos 1990 o Colégio Brasil foi fechado...
P: Ah, e a partir de 2004 foi reformado o prédio e hoje é essa escola que se chama Paulo Freire.
J: É, o prédio foi comprado pela Prefeitura de Niterói no final de 2003 e a nossa escola começou a funcionar em 2004.
P: Puxa, que legal! Obrigada por ter viajado no tempo para nos contar essa história, Joãozinho, que é a nossa história também!
J: Não tem de quê, professora, mas agora eu tenho que ir pois vou consertar a minha máquina do tempo que ficou um pouco desgastada na viagem. Quero ver se consigo encontrar algum dinossauro mais tarde... Fui!!!!
P: Tchau, Joãozinho... Que história incrível, né? Vocês sabiam disso? Bom, agora que a gente já sabe o que a escola era antes, vamos tentar imaginar o que aconteceu aqui...
Texto enviado pela Professora Laryssa Barduzi.
Fotos do dia da inauguração oficial da escola, em junho de 2004, e do museu do mamulengo, em Olinda (PE).