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quarta-feira, 23 de abril de 2014

A gente colhe o que planta (2?)


     Você sabia que a EMPF (Escola Municipal Paulo Freire, onde tudo começou) já teve uma hortinha? (Esta foi uma das primeiras matérias publicadas no blog, há 7 anos, em 20/04/07). Foi no ano de 2004 (10 anos se passaram!), e ficava nos fundos do terreno do prédio, por isso pouca gente conheceu (este espaço-lugar não existe mais e ficava onde é hoje a UPA do Fonseca). Não foi nada fácil mantê-la, pois era preciso carregar água (em garrafas pet) até o local para a rega das plantas, em épocas de estiagem (pouca chuva). Muitas vezes foi preciso dar a volta pelo portão da escola, e uma viagem não era suficiente para regar todas as mudinhas (que trabalho que dava!). Mesmo assim, a natureza ajudou bastante naquele ano e a hortinha resistiu até o fim das aulas. Foram cultivados tomates e alguns temperos como manjericão, salsinha e cebolinha, distribuídos para alguns funcionários após a colheita (infelizmente não há registros). Na foto (acima, dos últimos cultivos, não) vemos o professor Filipe de História junto ao canteiro (veja a foto e a matéria original clicando aqui!).  
Um comentário (foi feito, vindo de lá da EMPF meses depois):
Anônimo disse... Você é um grande exemplo de colher o que planta né Rogério?
Quem mandou querer dar uma de soberano?
Agora está aí se roendo por dentro porque não está mais na EMPF.
Mas não ligue, de repente Vander e Edna irão te fazer companhia ano que vem
hahahahahahahahahaha
(só pra sentir o clima!)

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

"O lugar onde eu vivo" (6)

 

Como era meu bairro antigamente?

Esta é uma fotografia que nos mostra a subida da Ladeira do Quebra e também podemos ver a rua Dr. March, a padaria Ballon e etc. No Morro do Castro houve muitas modificações, as ruas eram de barro e agora tem asfalto. Antigamente quase não tinha iluminação e agora já tem na maioria dos lugares. Hoje também as casas são construídas com tijolos, e antigamente eram construídas de barro e pau a pique. E antigamente não tinha água encanada, a água era de poço. Muitas casas não tinham esgoto, o esgoto era uma vala que corria direto para a rua, aonde as crianças brincavam e até pisavam na água de esgoto, e depois ficavam com doenças nos pés, como frieira.
E as ruas do Morro do Castro eram caminho lá vai um. O ônibus parava no Tenente Jardim na antiga garagem antes de construírem a nova. A rua onde passa o ônibus hoje em dia foi estourada com dinamite. Não existia o campo Califórnia, ali era um chalé. Aonde fica o coleginho Djair Cabral era uma piscina. Não existia mercado, posto de saúde, padaria, escola, as únicas escolas que já existiam: Conselheiro Josino, Uchôa e Raul Fernandes, que eram distantes do Morro do Castro. A fazenda do pau-ferro era a antiga granja amarela. Depois do decorrer dos anos foi que vieram aparecendo as coisas, como por exemplo nesta foto, em que a escola ainda estava em obra.

Pessoas com quem conversei durante todo o trabalho: Nely, Josué e Dona Rosa.

Texto de Hermínia Oliveira, turma 7B. Fotos do arquivo de Nely.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O gigante deitado

Há muitos anos que ouvi falar pela primeira vez do gigante deitado, formado pelas montanhas do Rio de Janeiro para quem o vê do mar. Essa história estava adormecida quando no início deste ano ouvi a escritora Lúcia Fidalgo recontá-la, despertando novamente minha curiosidade. Alguns meses depois, no 3º Salão da Leitura de Niterói, descobri por acaso esse desenho folheando um livro chamado "O Brasil na rota da navegação francesa", de Julio Bandeira, que acabei comprando. O que me chamou a atenção na "parte da costa do Rio de Janeiro conhecida pelo nome de Gigante Deitado" foram as ilhas Pai e Mãe, que aparecem em primeiro plano na aquarela de Debret de 1816. Ou seja, o gigante é visto pelos navegantes que, vindo da direção de Cabo Frio, passam em frente à Itacoatiara, em Niterói. E provavelmente foi uma referência à entrada certa da baía já que muitos navegadores confundiam o Pão-de-açúcar com a Pedra do Elefante (que em alguns mapas aparece como o falso Pão-de-açúcar). Ora, assim que bateu o estalo fui olhar minhas fotos do Costão de Itacoatiara e qual não foi a minha surpresa quando vi que ele estava lá, sem que nunca tivessse percebido! O corpo nem tanto, mas a cabeça dá para ver bem, a Pedra da Gávea forma o nariz e o Pão-de-açúcar é o pé. Conclusão: o Costão de Itacoatiara é um dos melhores pontos do continente para se ver o gigante deitado formado pelas montanhas do Rio. Como ninguém nunca falou isso antes?  

Um fenômeno curioso hoje: o encontro das águas no mar de Itacoatiara. Uma pluma de água azul escura avança sobre a água verde da praia, formando uma linha onde as águas parecem não se misturar. A subida com o Prof. Raphael foi para reconhecer a trilha e preparar a sala de aula do nosso trabalho de campo.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"O lugar onde eu vivo" (5)


"Aonde é a pracinha antes, bem antes, tinha uma piscina que eles tomavam banho"...

Como era meu bairro antigamente?

Eu moro na rua Alameda Estados Unidos nº 59 no Morro do Castro, São Gonçalo.
Minha vó, uma moradora muito antiga daqui - D. Vilma - diz que umas das primeiras casas a construir aqui foi na rua Alameda Brasil no campo do Boi, outra na rua Alameda Estados Unidos e uma outra no campo do Veterano. Ela também diz que não tinha luz elétrica, era lamparina, também não tinha água encanada, as pessoas tinham que fazer poço em casa, e também não tinha asfalto, era estrada de chão e barro.
Ela diz que aqui no quintal dela tem um pé de abiu desde o ano de 1949. E o bambuzal taquaruçu lá no morro, lá no final da rua dela, a rua Alameda Estados Unidos. Ela também diz que aqui no quintal dela aonde agora é valão antes era um riozinho que eles pescavam: "tinha siri, peixe, camarão". Ela também diz que ali aonde é a pracinha antes, bem antes, tinha uma piscina que eles tomavam banho, e depois virou um lugar que eles botavam lixo, e depois virou escola Djair Cabral. Ela diz que aqui agora é bem mais moderno do que antes.

Texto de Flaviane Gabriela, turma 7A.
Fotos de Yara Cristina, turma 6A.

  "Aonde agora é valão antes era um riozinho que eles pescavam (...) siri, peixe, camarão".

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"O lugar onde eu vivo" (4)

A fazenda do Doutor Raul vista do Loteamento Bento Pestana.

Como era meu bairro antigamente?

Eu moro na rua Bento Pestana nº 70 no Baldeador. Uma moradora muito antiga daqui - D. Helinda Raquel - me falou que chegou ao Morro do Castro com 6 anos de idade, no ano de 1977.
Diz ela que a família foi morar na casa de sua avó. A casa ficava no terreno da fazenda, do Doutor Raul.
Era longe, aliás tudo aqui era longe, as casas, o comércio, a escola - diz D. Helinda.
Aqui tinha muito mato, as casas a maioria era feita de pau a pique. Só tinha a igrejinha de Santa Rita de Cássia.
Hoje, onde tem a escola Djair Cabral e a praça, era um rio e piscina, onde as crianças brincavam nos dias quentes de verão.
Mas, aos poucos, foram aterrando a piscina com lixo e onde havia mato foram construindo casas e comércios.
As casas feitas de pau a pique deram lugar a casas de alvenaria e onde chamavam de roça, hoje é chamado de comunidade.
Mas para que o progresso acontecesse, o local teve que conviver com as modificações.
Ainda me lembro das casinhas humildes aonde o chão era de barro batido. E as senhoras cuidavam com muito cuidado - diz D. Helinda.
Não havia água, luz, nem saneamento básico.
Quando anoitecia, o que iluminava as casas eram as lamparinas.
O forte das vendas aqui era o querosene.
Nos anos 80 chegou a iluminação pública. A luz, até tinha em algumas casas, mas não era em todas.
Não tinha asfalto a estrada que divide os distritos: Niterói e São Gonçalo.
O 1º posto de saúde e escolas foram feitos do lado de Niterói.
Muitos anos depois é que foram construídas a escola e o posto de saúde em São Gonçalo e mesmo assim é um lugar esquecido pelos seus governantes.
A água chegou no final de 99 início de 2000.
A minha mãe nem pôde ver isso. Ela morreu no início do ano 2000 - diz D. Helinda.
Antes você carregava a água ou fazia cisternas e comprava pipas d'água.
Eu fiz os dois, carreguei água dos meus 10 aos 15 anos. Depois minha mãe fez uma cisterna na casa onde nós morávamos. E com isso passamos a comprar pipas d'água. - diz D. Helinda.
Aos meus 10 anos, em 1981, meus pais alugaram uma casa, em uma vila. A única vila que tinha aqui.
Ela ficava na rua Laura Miller. Mas depois que nós saímos de lá a vila ficou abandonada.
Até venderam a 1ª casa onde morei na vila. E lá construíram um sobrado, as outras casas foram se deteriorando aos poucos, só tem mato agora.
Mas não pensem que as casas eram aquela maravilha. Elas não tinham água encanada. Nós usávamos caneca para tomar banho, lavar louça e roupas eram lavadas em bacias e baldes - diz D. Helinda.
Em relação à condução, ela desde aquela época até hoje continua sendo o nosso tormento. Pouca coisa mudou: o ônibus vinha de Niterói e o ponto final era em Tenente Jardim, quem morava aqui no Morro do Castro tinha que subir a pé (isso foi até o ano de 81).
Depois ele subiu e ia até o armazém de Seu Almir (hoje padaria Ballon).
Pouco tempo depois eles passaram a fazer ponto final no Baldeador (conhecido também como Cova da Onça).
Quando digo que pouca coisa mudou, eu me refiro à qualidade e pontualidade dos ônibus, eles demoram muito e quando chega o fim de semana, aí mesmo é que fica uma loucura.

Texto e fotos de Lucas Monteiro Insuela, turma 7B.

Loteamento Bento Pestana visto da fazenda do Doutor Raul.

Lucas entre Arinna e Pedro (7B) no terreno da fazenda. Foto: Carina Motta.

"Onde chamavam de roça, hoje é chamado de comunidade."

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Abacaxis

23 de agosto de 2012, no canteiro lateral da quadra esportiva...

Alunos plantam coroas de abacaxi separadas pelas merendeiras...

Como colegas da escola fizeram há mais de 3 anos em outro local...

O espaço ocupado no passado pelos alunos hoje está dando frutos...

O abacaxi - do tupi ibá-cachi, fruta cheirosa - ou ananás (Ananas comosus) é uma planta da família das bromeliáceas, possui propriedades medicinais e é nativa do Brasil, o maior produtor mundial.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Geografia, segundo Francisco Portugal Neves


"Em conversa de macuco, pardal não pode se meter", diz o velho ditado. E quando o macuco na história é o professor Portugal Neves, mais de seis décadas de vida e quase quatro de exercício do magistério, nenhum pardal atreve-se a chegar na periferia: "Esta Reforma que estão pretendendo fazer é uma coisa que fiz há 35 anos, todos os meus alunos lembram-se perfeitamente dos meus métodos".

Sua concepção de ensino chega a contrastar com sua personalidade: um pouco rude nas palavras e nos gestos, gosta do máximo de disciplina e mostra-se um "brasileiro fanático" ("sempre fiz questão de que todos os meus alunos escrevessem Brasil e Deus com letras maiúsculas"), mas fica dócil ao lembrarseus alunos no Mosteiro de Campos, primeira escola onde lecionou.

Seus métodos logo o fizeram ficar conhecido e respeitado como professor de Geografia. Para ele, "o estudo da Geografia não pode ser feito em sala-de-aula e sim na própria terra". Durante os primeiros 15 anos de profissão fez várias excursões com suas turmas, e batalhava junto às autoridades os meios de transporte (navio e avião) e até mesmo estadia: "Os colégios de hoje devem fazer o mesmo, há mais condições atualmente, falta apenas ânimo aos professores e diretores".

Uma de suas aulas mais importantes aconteceu na Ilha de Marajó, para estudantes fluminenses ("o Newton Freire fazia parte dessa turma" - lembra ele"). Conta que a ilha possui 33 quilômetros quadrados de largura, "a gente diz isso em aula, mas não acredita, o fato é que Marajó é maior que o Estado do Rio. E continua: "O rio Amazonas tem 6 mil ilhas e 1.000 afluentes. Olha, a gente pode ver nas Guianas a estrela polar, que guiou os fenícios, é uma coisa linda que pouca gente conhece".

O professor Portugal Neves diz que "não adianta falar muito, o negócio é levar os meninos até lá para verem de perto o que é esse monstro chamado Brasil". Confessa-se um "nacionalista radical" que, certa vez, rejeitou um convite para ir à Europa só porque ainda não conhecia os Estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso. E quando conheceu preparou-se para ir estudar os Incas, na Bolívia, "depois então é que dei chance aos europeus de pisar na terrinha deles". Quando fala do Brasil ele não tem medo de chegar ao exagero: "Já contei para estrangeiros que índio da Amazônia pesca com arpão feito do aço de Volta Redonda, o melhor aço do mundo". E foi para um estrangeiro que não acreditou na conversa, entre ele e um boiadeiro sobre a "bravura do brasileiro", que o professor Neves disse: "Num papo de macuco, pardal nunca se mete, chega pra lá..."

Recentemente ele recebeu um convite para dirigir o Ginásio de Casimiro de Abreu, mas sua saúde o impediu de aceitar a proposição. Daí em diante passou a observar os colégios atuais mais de perto e chegou a uma triste conclusão: "Se não houver dinâmica, a Reforma nunca vai existir; a aula principal de Geografia, por exemplo, é fora da classe, lá dentro é só conversa".

O Fluminense, 27/04/1973. Caderno Encontro, página 7.

"A aula principal de Geografia é fora da classe, lá dentro é só conversa".
Alunos da EMJB no Monte da Oração, Morro do Castro, São Gonçalo (RJ), hoje, 22/08/2012.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Igreja de Santa Rita de Cássia (Morro do Castro)

Trecho do livro "Igrejas e Capelas Católicas de Niterói - Resenha Histórica" de Salvador Mata e Silva e Marcos Vinícius Macedo Varella, que curiosamente fala da igreja que fica em território gonçalense no Morro do Castro:

"Em 11 de novembro de 1971, iniciou-se a missão com a catequese no Clube Bom Retiro. Em 19 do mesmo mês, realizou-se a 1ª reunião com alguns membros do Apostolado da Oração e da comunidade. Aos 22 do mesmo mês, celebrou-se a 1ª missa no clube, continuada em todos os domingos.

Aos 10 de fevereiro de 1973, surgiu a venda de uma casa de comércio com um bom terreno, em excelente local, para ser a futura igreja. Com a ajuda parcial de uma pessoa amiga, conseguiu-se a entrada para aquisição da casa e a comunidade assumiu as prestações. No dia 12 do mesmo mês, foi fundada oficialmente a Irmandade de Santa Rita. A seguir fizeram a limpeza do terreno e prepararam a pequena casa, onde, no dia 18 do mesmo mês, foi abençoada e entronizada a pequena imagem de Santa Rita, levada pelo Padre Elidio que subiu o morro a pé, levando-a em suas mãos, e que hoje ainda está guardada como um precioso tesouro histórico da capela. Aí passou-se a celebrar a Missa Dominical, organizou-se a catequese, implantou-se o Apostolado da Oração e Equipe de Liturgia. As obras da capela tiveram início em outubro de 1975, tendo a frente Geraldo Bolzan, alto funcionário da Prefeitura de Niterói, auxiliado pelo Sr. Adílio Cândido dos Santos.

Toda a comunidade se empenhou nesta missão com muita generosidade, de tal forma que, no princípio de 1978, a obra da capela já estava quase concluída. Diga-se de passagem que havia na praça um terreno baldio, sem proprietário, que o Padre Elidio pretendeu adquirir, tramitando com a Prefeitura de São Gonçalo para a sede da grande matriz de Santa Rita. Com sua trasferência para outra missão, perdeu-se a valiosa propriedade.

O grande realizador desta obra foi Geraldo Bolzan, residente no local, que não mediu esforços para concretizá-la. E foi, graças a sua fé e liderança que, em parceria com Padre Elidio, hoje a Igreja de Santa Rita se ergue como um marco histórico do Morro do Castro."
 
A festa de Santa Rita virou tradição na comunidade e dura um fim de semana inteiro, sempre o seguinte ao dia 23 de maio, que este ano cai numa segunda-feira. Uma história que já vai completar 40 anos...

 

Fotos de Débora Kopke (turma 6A).

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

3 anos

Em 20 de abril de 2007...




Estamos nos preparando para entrar no mundo virtual...








Em 28 de abril de 2008...


Já passaram quase 3 meses de aula (fevereiro, março e abril) e alguns projetos importantes para os alunos da E. M. João Brazil ainda nem começaram, como a banda marcial, a ginástica rítmica e o xadrez (fotos). Segundo uma pesquisa feita com alunos do 3º ciclo no início deste ano (gráfico abaixo), a maioria só recebe a formação básica da escola, não faz nenhum tipo de curso fora dela e fica ociosa à tarde. Portanto, esses projetos são fundamentais para complementar a formação, além de reforçarem o vínculo com a escola. Atualmente, só os treinos para os Jogos Escolares de Niterói estão acontecendo durante a semana, o que é pouco para a garotada do Morro do Castro sedenta de novas atividades. Com isso, perdem as crianças, a educação pública, a comunidade...




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Em 24 de abril de 2009...








O lado bom: mais uma vez a E. M. João Brazil fez bonito e foi a única escola pública do município presente na abertura dos Jogos Escolares de Niterói 2009, dia 02/04, no ginásio do Clube Canto do Rio. Os alunos da EMJB representaram a Fundação Municipal de Educação (FME) e as outras quatro escolas da rede que vão participar da competição: Altivo César, Ayrton Senna, Rachid da Glória Salim Sacker e Santos Dumont. A aluna Carolina Ribeiro, do 4º ciclo, leu o juramento dos atletas e foi destaque até no site da prefeitura (veja aqui e no vídeo acima).

O lado ruim: uma das principais competições do Calendário Esportivo de 2009, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esportes, tem uma participação tão pequena de alunos da rede municipal. Esta possui mais de 30 escolas com ensino fundamental e mais de 16.000 alunos matriculados, segundo o site da FME, onde não há nenhuma referência ao evento.

As fotos escuras, tiradas em um ginásio com pouca luz, são o reflexo de uma triste realidade...



Em 22 de abril de 1500...
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Memórias do morro

Entrevistas com moradores antigos do Morro do Castro (São Gonçalo, RJ) feitas por alunas da turma GR4D, que também são do grêmio da escola. O objetivo é resgatar a memória local, conhecer a história do lugar e identificar os principais problemas da comunidade. O último vídeo mostra a apresentação deste trabalho na semana do idoso na EMJB.





















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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Histórias do morro

Livro que pertence à sala de leitura da E. M. João Brazil e traz informações sobre a história do Morro do Castro, dentre outras histórias relacionadas à cidade e às escolas da rede municipal de Niterói. A publicação é produto de um curso realizado em 1996 pelas Professoras Mônica Lepri e Beatriz Vieira, do qual participaram Antonio Nunes Viana (membro do CEC) e o Professor Alessandro (apoio def. visual) pela E. M. João Brazil. As fotos abaixo aparecem no livro e referem-se à nascente da Sereia, à praça perto da escola (do lado de São Gonçalo) e ao terreno da fazendinha. A praça foi construída sobre uma piscina natural que existia próxima à nascente do rio das Pedras, rio hoje poluído e considerado um valão.




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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

São Lourenço

Por volta do ano 258 d.C., durante a perseguição aos cristãos por romanos pagãos, o imperador Valeriano mandou matar o Papa e ameaçou a Igreja a entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Lourenço, o guardião do tesouro, juntou os órfãos, cegos, coxos, viúvas e velhos, todos os que a Igreja socorria, e levou os pobres fiéis cristãos ao soberano, exclamando com bom humor que eles eram o patrimônio da Igreja. A ousadia custou-lhe a vida. O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo e sujeitou-o a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente. Conta a história que ele ainda encontrou forças para dizer, no auge do sofrimento na grelha: "Vira-me que já estou bem assado deste lado". Tornou-se assim um mártir católico, comemorado no dia 10 de Agosto.

Niterói possui duas igrejas em homenagem ao santo e uma delas - a de São Lourenço dos Índios - é o mais importante marco de fundação da cidade, que foi batizada com esse nome. Apesar disso, São Lourenço não é considerado o padroeiro de Niterói.

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domingo, 29 de junho de 2008

Há 50 anos



Trailer...



Os dias que antecederam a data histórica (em francês - descubra quem é o Apolê!)...



No segundo jogo o Brasil empatou com a Inglaterra, sem gols. Depois...







Veja vídeos de todas as Copas do Mundo em http://www.youtube.com/user/guancavilca

Notícia de hoje: http://msn.techguru.com.br/Brasil-ja-tem-mais-40-milhoes-internautas.htm

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terça-feira, 17 de junho de 2008

Cova da onça

Como era meu bairro antigamente?

Eu moro na estrada Bento Pestana nº 300, na Cova da Onça.
Uma moradora muito antiga daqui - D. Lizinha - sempre diz que aqui só tinha mato. Aqui tem uma jaqueira que ela diz que é centenária. Ela conta que a casa dela foi a primeira casa construída aqui e era de pau-a-pique, teve que abrir uma clareira no mato para fazer a casa. Ela disse que tinha bicho de tudo quanto era jeito, só nunca viu onça. Tinha muita cobra grande, hoje ainda tem, mas é pouca, e eu nunca vi. Tinha mico, aí depois eles sumiram por vários anos e agora voltaram a aparecer muitos, dá até para alimentá-los na mão. Quando minha mãe veio morar aqui, uns 25 anos atrás, a estrada principal era de chão de terra, o ônibus só ia até o Morro do Castro e tinha que vir andando até aqui. Não tinha luz, água, e tinha que carregar água de uma nascente na fazenda que tem até hoje ou comprar carro pipa. Ela conta também que tinha onça antes dela vir morar aqui mas ela nunca viu. Graças a Deus que quando eu nasci a Cova da Onça já era bem mais moderna e não tinha mais onça.

Texto de Matheus França de Oliveira - GR3H (E. M. João Brazil)


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terça-feira, 3 de junho de 2008

São Domingos



Vídeo produzido pela UFF sobre o bairro de São Domingos, que eu encontrei no site www.webnit.com.br. Lá tem também textos interessantes sobre educação (na seção colunas do prof. Feitosa). Vale conferir.


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segunda-feira, 10 de março de 2008

Solar do Jambeiro


Solar: herdade, morada de família nobre e antiga; qualquer palácio ou casa nobre. Jambeiro: gênero de árvores da família das mirtáceas, como o jambo-rosa e o jambo-vermelho.
O Solar do Jambeiro foi construído por um rico comerciante português por volta de 1872, num grande terreno no bairro de São Domingos. O proprietário não chegou a usufruí-lo, desgostoso da morte de sua esposa durante a obra da casa. Vendeu-a a um dinamarquês, que aparecia de vez em quando, e o tempo passou até 1974, quando o conjunto arquitetônico e paisagístico do Solar foi tombado pelo IPHAN. Ao contrário da maioria dos casarões do bairro, desgastados pela idade, este foi cuidadosamente restaurado e recuperado, e a partir de 2001 aberto ao público pela Prefeitura. Destaque para a azulejaria portuguesa e os jambos centenários, formando o tapete rosa. Mais informações em www.solardojambeiro.com.br


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domingo, 2 de março de 2008

Para aulas na sala de informática

Muito interessantes estas animações em flash do site maps of war ( http://www.mapsofwar.com/index.html). Um ótimo material para aulas de Geografia e História (apesar de ser em inglês), se os vídeos rodarem bem nos computadores das salas de informática...









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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Viajando no tempo...

... para conhecer a E.M. Paulo Freire...

Professora: Olá, boa tarde! Puxa, queria tanto saber um pouco mais sobre a história dessa escola... Será que esse local onde ela está hoje sempre foi assim? Gostaria muito de saber...

INTRODUZIR O FANTOCHE DE JOÃOZINHO

J: Pode deixar comigo, professora!

P: Ai, que susto! Mas, como assim “pode deixar comigo”?

J: É, professora, pode deixar que eu descubro a história da escola para a senhora...

P: Ah, já sei, você vai pesquisar na biblioteca e...

J: Não, professora, não vou para a biblioteca não...

P: Como não? E você vai fazer o quê então?

J: Ora, vou viajar na minha máquina do tempo...

P: Ah, bom... Máquina do tempo? Que negócio é esse de máquina do tempo?

J: É professora, eu inventei uma máquina do tempo que pode levar a gente para quando e onde a gente quiser...

P: Sei...

J: É rapidinho... É só ligar aqui este botão e pufff...

P: Joãozinho, Joãozinho, cadê você? Ué, gente, alguém viu o Joãozinho? Na certa se escondeu ou foi aprontar alguma... Bom, voltando ao que a gente tava conversando, eu queria muito saber a história desse local onde a escola Paulo Freira está, a história da escola...

J: Ufa! Voltei, professora!

P: Onde você estava?

J: Eu já falei, fui viajar no tempo para descobrir a história desse local aqui...

P: Ah, sei...

J: É, mas minha máquina teve um probleminha e quase que eu não volto...

P: Tudo isso aconteceu nos 30 segundos que você esteve fora?

J: A minha máquina é do tempo, lembra? Eu fiquei fora por muitas horas, viajando por muitos anos, mas para você durou só 30 segundos, foi rapidinho. Eu programei a máquina para voltar para o mesmo dia e hora que eu viajei...

P: Então, o que você descobriu?

J: Eu voltei para o período Colonial, que foi a época em que o Brasil ainda não era independente de Portugal.

P: Nossa, você foi longe, hein...

J: Pois é, professora, nessa época as terras onde hoje é a cidade de Niterói pertenciam à sesmaria do índio Martin Afonso de Souza...

P: O Araribóia...

J: Isso.

P: Mas o que o Araribóia tem a ver com a escola, Joãozinho?

J: Calma que eu já explico... Com o passar do tempo, as terras do Araribóia, que era a aldeia de São Lourenço dos Índios, foram sendo divididas e vendidas e no ano de 1656 a parte que hoje faz parte do bairro do Fonseca foi comprada pelo médico Francisco da Fonseca Diniz...

P: Ah, é por isso que o bairro aqui se chama FONSECA...

J: Isso mesmo! O tempo foi passando, o médico Fonseca morreu e seus descendentes ficaram com as terras. Um deles foi o Barão de São João de Caraí, ao qual pertenciam as terras onde hoje faz parte o Horto do Fonseca e também o antigo Colégio Brasil da Alameda...

P: Que interessante...

J: É, mas o Barão na década de 1880 vendeu parte de suas terras para o Comendador Bernardino Martins Ferreira de Faria. E adivinha onde se localizavam as terras?...

P: Aqui!!!

J: Exatamente, aqui. É por isso que a Travessa Bernardino, que fica aqui atrás, tem esse nome...

P: Que legal! Mas quem era esse Comendador Bernardino?

J: Ah, ele foi um homem muito importante. Na época ele era considerado um dos moradores mais antigos de Niterói. Começou a vida trabalhando como tropeiro.

P: Sei... levando gado de um lado para outro em grandes tropas...

J: Isso, e depois tornou-se um importante comerciante, acumulando grande fortuna!

P: Uau!

J: Então essas terras que foram compradas pelo Comendador Bernardino se tornaram uma chácara (sítio). Eu fui viajando no tempo e via que a cidade de Niterói foi crescendo e se modificando. Assim aconteceu no bairro do Fonseca e nessas terras aqui também. Casas e prédios foram sendo construídos...

P: E desse prédio aqui, você descobriu alguma coisa?

J: Descobri sim...

P: Então conta que eu já estou curiosa...

J: No século passado, no ano de 1970, começou a funcionar aqui o “Centro Educacional Industrial e Comercial – CEINCO.

P: Ah, então esse prédio funciona como escola desde os anos 1970?

J: Isso mesmo. Mas no ano de 1985 o CEINCO mudou de nome. Passou a ser “Centro Educacional Mac Laren”, porque era ligado ao estaleiro Mac Laren que funciona até hoje na Ponta da Areia.

P: Que interessante.

J: Depois, em 1991, a escola virou Colégio Brasil, ou melhor, “Sociedade Educacional Colégio Brasil”.

P: Esse é o Colégio Brasil que tanto falam?

J: Não exatamente. O Colégio Brasil que é muito conhecido é o que ficava na Alameda São Boaventura e que foi extinto em 1986. O que funcionou nesse prédio foi outro Colégio Brasil. Dizem que ele recebeu esse nome porque o dono daqui foi um professor que trabalhava lá no Colégio Brasil da Alameda e que queria resgatar o nome...

P: Ah, bom, e o que tinha aqui?

J: Aqui tinham vários cursos para formação profissional dos alunos: formação para professores de 1ª a 4ª séries e educação infantil, técnico em contabilidade, habilitação básica em comércio, em eletricidade, técnico em mecânica e em estruturas navais, técnico em eletrônica... Fizeram até um supletivo de 1º e 2º graus...

P: Para as pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar quando crianças...

J: Isso mesmo. O objetivo era que aqui funcionasse uma faculdade. Eu até trouxe uma planta da escola daquela época, querem ver?

EXPLORAR A PLANTA COM OS ALUNOS

J: No final dos anos 1990 o Colégio Brasil foi fechado...

P: Ah, e a partir de 2004 foi reformado o prédio e hoje é essa escola que se chama Paulo Freire.

J: É, o prédio foi comprado pela Prefeitura de Niterói no final de 2003 e a nossa escola começou a funcionar em 2004.

P: Puxa, que legal! Obrigada por ter viajado no tempo para nos contar essa história, Joãozinho, que é a nossa história também!

J: Não tem de quê, professora, mas agora eu tenho que ir pois vou consertar a minha máquina do tempo que ficou um pouco desgastada na viagem. Quero ver se consigo encontrar algum dinossauro mais tarde... Fui!!!!

P: Tchau, Joãozinho... Que história incrível, né? Vocês sabiam disso? Bom, agora que a gente já sabe o que a escola era antes, vamos tentar imaginar o que aconteceu aqui...



Texto enviado pela Professora Laryssa Barduzi.


Fotos do dia da inauguração oficial da escola, em junho de 2004, e do museu do mamulengo, em Olinda (PE).


segunda-feira, 4 de junho de 2007

Produção de texto na aula de História

O conteúdo de História aplicado para as turmas do 7º ano em 2007 iniciou-se com uma revisão do Império Romano. A professora Margarida Macedo viu nisso uma boa oportunidade de estudar História através da literatura. O livro escolhido foi: "História do mundo para as crianças", de Monteiro Lobato, e os capítulos selecionados os seguintes: um novo campeão; o pontapé da bota; o novo campeão; César e Brutus; o imperador divinizado; os bárbaros e os bárbaros amarelos. Após a reprodução e a leitura silenciosa em sala pelos alunos, estabeleceu-se um diálogo entre eles e a professora, que foi complementado com algumas questões de interpretação de cada capítulo lido. E assim foi recontada a história da formação do império Romano - seu crescimento e fim - com as invasões e a formação dos reinos bárbaros. Para concluir, foi proposta às turmas F7D e F7E uma viagem no túnel do tempo até a Roma Antiga. Cada aluno produziu um texto, no qual eles descreveram a sua chegada, o que puderam observar lá e como voltaram. Isto possibilitou aos alunos exercitarem a imaginação e fazerem uso das normas de escrita da língua portuguesa. Leia os textos selecionados nos comentários desta matéria. Abaixo, alguns autores das turmas 7D e 7E.
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