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quarta-feira, 23 de abril de 2014

A gente colhe o que planta (2?)


     Você sabia que a EMPF (Escola Municipal Paulo Freire, onde tudo começou) já teve uma hortinha? (Esta foi uma das primeiras matérias publicadas no blog, há 7 anos, em 20/04/07). Foi no ano de 2004 (10 anos se passaram!), e ficava nos fundos do terreno do prédio, por isso pouca gente conheceu (este espaço-lugar não existe mais e ficava onde é hoje a UPA do Fonseca). Não foi nada fácil mantê-la, pois era preciso carregar água (em garrafas pet) até o local para a rega das plantas, em épocas de estiagem (pouca chuva). Muitas vezes foi preciso dar a volta pelo portão da escola, e uma viagem não era suficiente para regar todas as mudinhas (que trabalho que dava!). Mesmo assim, a natureza ajudou bastante naquele ano e a hortinha resistiu até o fim das aulas. Foram cultivados tomates e alguns temperos como manjericão, salsinha e cebolinha, distribuídos para alguns funcionários após a colheita (infelizmente não há registros). Na foto (acima, dos últimos cultivos, não) vemos o professor Filipe de História junto ao canteiro (veja a foto e a matéria original clicando aqui!).  
Um comentário (foi feito, vindo de lá da EMPF meses depois):
Anônimo disse... Você é um grande exemplo de colher o que planta né Rogério?
Quem mandou querer dar uma de soberano?
Agora está aí se roendo por dentro porque não está mais na EMPF.
Mas não ligue, de repente Vander e Edna irão te fazer companhia ano que vem
hahahahahahahahahaha
(só pra sentir o clima!)

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pibid

O Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica, financiado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
O programa concede bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino.
Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola...

O Pibid será coordenado na EMJB pela Professora Amélia Cristina Bezerra, do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Um dos objetivos deste projeto é fortalecer a educação ambiental e desenvolver a agroecologia no currículo de Geografia da educação básica...

Leandro, Ludmilla e Elisa na apresentação da agenda acadêmica 2012 da UFF...

Os bolsistas do Pibid na EMJB: da esquerda para a direita, eu, Victor Alexandre, Elisa, Jéssica, Mônica, Ludmilla e Leandro. Os estudantes já participaram de atividades importantes na escola, como o plantio de árvores no campo do Gordo e o monitoramento da água do rio das Pedras. Foto: Lucas Emanuel (6C). Bem-vindos!


Obs: as fotos mais acima (as três primeiras) pertencem ao arquivo da Ludmilla.

domingo, 15 de julho de 2012

Agroecologia na EMJB 2012 (3)

3º dia (quinta-feira 12): o maior grupo, novas áreas exploradas no terreno da frente, limpeza das calhas e da caixa coletora de água da chuva (entulhadas de sedimentos!), aproveitamento desse material, expansão dos canteiros, demarcação com bambus e mais sementes espalhadas ("- Professor, o que é rúcula?"!!!). Registro coletivo: câmera digital rodando nas mãos dos alunos...

 


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As lições que salvam vidas



A eficácia de uma educação sobre riscos ambientais, voltada para a redução de catástrofes, foi demonstrada durante o tsunami de dezembro de 2004 na Ásia, quando uma menina de apenas 10 anos, a britânica Tilly Smith, salvou centenas de vidas graças ao que aprendeu em uma aula de geografia sobre tsunamis, antes de viajar de férias para a Tailândia com seus pais.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Educação e saúde

Nas fotos acima e abaixo, os agentes de saúde Rebeca e Bruno ensinam alunos do 3º ciclo a evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Este ano, os profissionais do posto de saúde - que fica em frente à EMJB - estiveram presentes na escola em diversos momentos, fortalecendo uma parceria importante e valiosa. Valeu!


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terça-feira, 2 de setembro de 2008

IDEB de Niterói

Despertada minha curiosidade com a propaganda do governo na televisão sobre o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), fui pesquisar o de Niterói no site do MEC (Ministério da Educação). Os números estão lá, mas eu queria na verdade saber a posição da cidade no ranking nacional. Afinal, no ano passado Niterói recebeu do governo federal o título de "cidade livre do analfabetismo", só concedido na ocasião a 64 municípios brasileiros. Não foi fácil achar essa lista, mas procurando na internet consegui uma de 2005, ano anterior aos últimos dados do IDEB, que são de 2007. Veja abaixo quais os melhores municípios em relação aos anos finais do ensino fundamental (2005):

1 - SP PORTO FERREIRA 5,9
2 - MG PIRAPETINGA 5,6
3 - SC AURORA 5,3
4 - SP ANGATUBA 5,3
5 - SP LAVRINHAS 5,3
6 - SP BARIRI 5,2
7 - RJ MIGUEL PEREIRA 5,1
8 - SP SOROCABA 5,1
9 - RS FLORES DA CUNHA 5,0
10 - SC MAFRA 5,0
11 - SP MARTINOPOLIS 5,0
12 - MG ITAUNA 4,9
13 - MG SAO BRAS DO SUACUI 4,9
14 - RS ARROIO DO MEIO 4,9
15 - RS CONSTANTINA 4,9
16 - RS FORTALEZA DOS VALOS 4,9
17 - RS LAJEADO 4,9
18 - RS NOVA RAMADA 4,9
19 - SC LUZERNA 4,9
20 - SP RIBEIRAO PIRES 4,9

Niterói está na posição 411, com 3,8 - índice que aparece a partir da posição 373, que pertence ao município de Boca do Acre (AM). Niterói obteve este resultado (3,8) tanto em 2005 quanto em 2007, ou seja, não houve melhora nesse período.

Agora veja a lista dos melhores municípios em relação aos anos iniciais do ensino fundamental:

1 - SP BARRA DO CHAPEU 6,8
2 - SP DOLCINOPOLIS 6,6
3 - SP ITAPOLIS 6,4
4 - SP DOIS CORREGOS 6,3
5 - SP SAO JOAO DAS DUAS PONTES 6,3
6 - SP LAVINIA 6,1
7 - SP VOTUPORANGA 6,1
8 - SP ORINDIUVA 6,0
9 - PR IVATUBA 6,0
10 - SP SUD MENNUCCI 6,0
11 - SP BARIRI 5,9
12 - SP SEBASTIANOPOLIS DO SUL 5,9
13 - RS HUMAITA 5,9
14 - SP BILAC 5,9
15 - MG SAO JOAO BATISTA DO GLORIA 5,8
16 - PR IBEMA 5,8
17 - PR TUPASSI 5,8
18 - SP SANTA RITA D'OESTE 5,8
19 - SP VALENTIM GENTIL 5,8
20 - MG SANTA RITA DE CALDAS 5,8

Niterói está na posição 1603, com 3,9 - índice que aparece a partir da posição 1536, que pertence a Córrego do Ouro (GO). Em 2007 Niterói melhorou para 4,4 - o que significa que, se todos os municípios mantessem as posições de 2005, Niterói pularia para alguma entre 781 (Catalão - GO) e 914 (Nazaré Paulista - SP), todas com 4,4.

Concluindo: falta muito para se comemorar alguma coisa. Afinal, a cidade pode ter erradicado o analfabetismo - será? - mas ainda é preciso melhorar muito a qualidade da educação, principalmente da alfabetização. O que se torna cada vez mais difícil com a aprovação automática sendo empurrada para as escolas municipais junto com o sistema de ciclos. Só quando os profissionais que trabalham nelas forem realmente ouvidos, e principalmente respeitados, será possível reverter esse retrocesso na educação pública da cidade. Por enquanto, tudo não passa de uma grande ilusão, com conseqüências trágicas para o futuro de Niterói...

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Proposta pedagógica - dois mundos

"Trabalhar com educação em uma perspectiva crítica e compreender o ser humano singularmente exige uma reflexão sobre que conceito utilizar para descrever o processo de constituição daquilo que o faz sujeito e não outro. A despeito de qualquer noção que se possa utilizar, é possível compreender que qualquer idéia de sujeito traz implícita ou explicitamente uma ontologia que a sustenta; ou seja, toda teoria aponta para uma concepção de ser, a qual traz a fundamentação e o desenvolvimento de uma concepção do que seja o sujeito e, por conseguinte, implica na forma com a qual as ações são desenvolvidas e as estratégias traçadas."

Este é o primeiro parágrafo que me chegou às mãos da proposta pedagógica da FME (página 74, capítulo(?) III - Espaço, tempo e cidadania). Dose! É um texto em "facultês", língüa falada em algumas ilhas mas pouco entendida e utilizada no continente firme. O "facultês" escrito chega a ser desagradável, com tantos floreios e clichês batidos que não dizem nada, mas querem confundir a mente dos menos versados. É uma pena, pois parece que ele está virando moda no mundo profissional - quem o estuda pode ganhar um pouco mais no salário - e prova disso é a proliferação de mestres e doutores inexperientes especialistas em "facultês". Mas há uma grande diferença entre o mestre e o "título".

Você já imaginou um médico se especializar em cirurgia e não operar mais ninguém? Ou um engenheiro arquiteto se especializar em edificações e não construir mais nada? Na educação da cidade educadora é assim. O "especialista" em educação, depois que vira um doutor, em geral vai exercer um cargo burocrático, administrativo e, se puder, nunca mais volta para a sala de aula. É curioso, mas o trabalho de professor das classes fundamentais, que entra em sala e interage com dezenas de jovens diariamente, é visto como uma tarefa de soldado raso, de peão. Pois ganha pouco e dá mais trabalho (professores de 1ª a 4ª então ganham menos, quando não deveriam). Assim, muitos que exercem essa função querem sair.

A educação popular é como a arte popular: intuitiva, se aprende na convivência, na observação, na experiência. Esses que fazem isso há anos é que são os verdadeiros mestres. Nunca vi um "especialista" em educação dando aula numa escola pública. Nunca os vi encarando diariamente essa realidade, sentindo a energia dos jovens em formação básica interagindo dentro de uma pequena sala. Quanto mais títulos, mais se afastam, mais raros se tornam lá e mais distantes ficam deles. Mas querem agora explicar essa realidade para nós, e o pior, nessa língüa estranha. Percebo que são dois mundos diferentes, e um problema de comunicação: cada um desenvolve a sua própria lingüagem. Se é assim, entre a utopia deles e a nossa, fico com a última.

Lembrei depois do primeiro jornalzinho que fizemos na faculdade, que trazia esta pérola sobre o "facultês" (clique para ampliar):


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