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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Alunos da EMPF passam em concursos (2)

Há 9 meses, uma das primeiras matérias do blog foi sobre os alunos da E. M. Paulo Freire que passaram em concursos do Pedro II e da Faetec (veja o arquivo de abril de 2007). Dias depois daquela data, a aluna Christiane Mattos (foto acima), na época na turma 9B, deixou o seguinte comentário: "Quero vê o meu nome aí ano que vem tah professor!!! bjinhos!!!!!!!". O tempo passou... E poucos dias atrás chegou uma nova mensagem dela, desta vez no orkut: "Professor prepare a nova reportagem do blog! Passamos no Pedro II! Queremos nossa fotinhu lá né! Nathalia, eu, Jessica e Thais! Bjus!". Dito e feito! Como não poderia deixar de ser, esta matéria - com o mesmo título da outra - é uma homenagem aos alunos que passaram no concurso do colégio Pedro II este ano, que foram 4, todos da mesma turma. A felicidade é geral. Para um professor não há nada como o sucesso dos seus alunos, o que é motivo de muita alegria e orgulho. Chris, "taí o que você queria!" Jéssica Ramires, Thais Marins e Nathalia Rodrigues, também aprovadas, estão nas fotos abaixo. Todas foram alunas da EMPF desde o início da escola em 2004 e portanto são "crias da casa"! Parabéns meninas!!!




Depois que esta matéria foi publicada, recebi a notícia de que a aluna Lívia Antunes (da mesma turma) também passou em concurso - no da Faetec de Campos, cidade onde foi morar. Ela é irmã da ex-aluna da EMPF Juliana Antunes (que no ano passado foi para a Faetec do Barreto) e vai cursar administração na nova escola (João Barcelos). Lívia: Parabéns para você também!



segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Viajando no tempo...

... para conhecer a E.M. Paulo Freire...

Professora: Olá, boa tarde! Puxa, queria tanto saber um pouco mais sobre a história dessa escola... Será que esse local onde ela está hoje sempre foi assim? Gostaria muito de saber...

INTRODUZIR O FANTOCHE DE JOÃOZINHO

J: Pode deixar comigo, professora!

P: Ai, que susto! Mas, como assim “pode deixar comigo”?

J: É, professora, pode deixar que eu descubro a história da escola para a senhora...

P: Ah, já sei, você vai pesquisar na biblioteca e...

J: Não, professora, não vou para a biblioteca não...

P: Como não? E você vai fazer o quê então?

J: Ora, vou viajar na minha máquina do tempo...

P: Ah, bom... Máquina do tempo? Que negócio é esse de máquina do tempo?

J: É professora, eu inventei uma máquina do tempo que pode levar a gente para quando e onde a gente quiser...

P: Sei...

J: É rapidinho... É só ligar aqui este botão e pufff...

P: Joãozinho, Joãozinho, cadê você? Ué, gente, alguém viu o Joãozinho? Na certa se escondeu ou foi aprontar alguma... Bom, voltando ao que a gente tava conversando, eu queria muito saber a história desse local onde a escola Paulo Freira está, a história da escola...

J: Ufa! Voltei, professora!

P: Onde você estava?

J: Eu já falei, fui viajar no tempo para descobrir a história desse local aqui...

P: Ah, sei...

J: É, mas minha máquina teve um probleminha e quase que eu não volto...

P: Tudo isso aconteceu nos 30 segundos que você esteve fora?

J: A minha máquina é do tempo, lembra? Eu fiquei fora por muitas horas, viajando por muitos anos, mas para você durou só 30 segundos, foi rapidinho. Eu programei a máquina para voltar para o mesmo dia e hora que eu viajei...

P: Então, o que você descobriu?

J: Eu voltei para o período Colonial, que foi a época em que o Brasil ainda não era independente de Portugal.

P: Nossa, você foi longe, hein...

J: Pois é, professora, nessa época as terras onde hoje é a cidade de Niterói pertenciam à sesmaria do índio Martin Afonso de Souza...

P: O Araribóia...

J: Isso.

P: Mas o que o Araribóia tem a ver com a escola, Joãozinho?

J: Calma que eu já explico... Com o passar do tempo, as terras do Araribóia, que era a aldeia de São Lourenço dos Índios, foram sendo divididas e vendidas e no ano de 1656 a parte que hoje faz parte do bairro do Fonseca foi comprada pelo médico Francisco da Fonseca Diniz...

P: Ah, é por isso que o bairro aqui se chama FONSECA...

J: Isso mesmo! O tempo foi passando, o médico Fonseca morreu e seus descendentes ficaram com as terras. Um deles foi o Barão de São João de Caraí, ao qual pertenciam as terras onde hoje faz parte o Horto do Fonseca e também o antigo Colégio Brasil da Alameda...

P: Que interessante...

J: É, mas o Barão na década de 1880 vendeu parte de suas terras para o Comendador Bernardino Martins Ferreira de Faria. E adivinha onde se localizavam as terras?...

P: Aqui!!!

J: Exatamente, aqui. É por isso que a Travessa Bernardino, que fica aqui atrás, tem esse nome...

P: Que legal! Mas quem era esse Comendador Bernardino?

J: Ah, ele foi um homem muito importante. Na época ele era considerado um dos moradores mais antigos de Niterói. Começou a vida trabalhando como tropeiro.

P: Sei... levando gado de um lado para outro em grandes tropas...

J: Isso, e depois tornou-se um importante comerciante, acumulando grande fortuna!

P: Uau!

J: Então essas terras que foram compradas pelo Comendador Bernardino se tornaram uma chácara (sítio). Eu fui viajando no tempo e via que a cidade de Niterói foi crescendo e se modificando. Assim aconteceu no bairro do Fonseca e nessas terras aqui também. Casas e prédios foram sendo construídos...

P: E desse prédio aqui, você descobriu alguma coisa?

J: Descobri sim...

P: Então conta que eu já estou curiosa...

J: No século passado, no ano de 1970, começou a funcionar aqui o “Centro Educacional Industrial e Comercial – CEINCO.

P: Ah, então esse prédio funciona como escola desde os anos 1970?

J: Isso mesmo. Mas no ano de 1985 o CEINCO mudou de nome. Passou a ser “Centro Educacional Mac Laren”, porque era ligado ao estaleiro Mac Laren que funciona até hoje na Ponta da Areia.

P: Que interessante.

J: Depois, em 1991, a escola virou Colégio Brasil, ou melhor, “Sociedade Educacional Colégio Brasil”.

P: Esse é o Colégio Brasil que tanto falam?

J: Não exatamente. O Colégio Brasil que é muito conhecido é o que ficava na Alameda São Boaventura e que foi extinto em 1986. O que funcionou nesse prédio foi outro Colégio Brasil. Dizem que ele recebeu esse nome porque o dono daqui foi um professor que trabalhava lá no Colégio Brasil da Alameda e que queria resgatar o nome...

P: Ah, bom, e o que tinha aqui?

J: Aqui tinham vários cursos para formação profissional dos alunos: formação para professores de 1ª a 4ª séries e educação infantil, técnico em contabilidade, habilitação básica em comércio, em eletricidade, técnico em mecânica e em estruturas navais, técnico em eletrônica... Fizeram até um supletivo de 1º e 2º graus...

P: Para as pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar quando crianças...

J: Isso mesmo. O objetivo era que aqui funcionasse uma faculdade. Eu até trouxe uma planta da escola daquela época, querem ver?

EXPLORAR A PLANTA COM OS ALUNOS

J: No final dos anos 1990 o Colégio Brasil foi fechado...

P: Ah, e a partir de 2004 foi reformado o prédio e hoje é essa escola que se chama Paulo Freire.

J: É, o prédio foi comprado pela Prefeitura de Niterói no final de 2003 e a nossa escola começou a funcionar em 2004.

P: Puxa, que legal! Obrigada por ter viajado no tempo para nos contar essa história, Joãozinho, que é a nossa história também!

J: Não tem de quê, professora, mas agora eu tenho que ir pois vou consertar a minha máquina do tempo que ficou um pouco desgastada na viagem. Quero ver se consigo encontrar algum dinossauro mais tarde... Fui!!!!

P: Tchau, Joãozinho... Que história incrível, né? Vocês sabiam disso? Bom, agora que a gente já sabe o que a escola era antes, vamos tentar imaginar o que aconteceu aqui...



Texto enviado pela Professora Laryssa Barduzi.


Fotos do dia da inauguração oficial da escola, em junho de 2004, e do museu do mamulengo, em Olinda (PE).


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Duas escolas

Diz a placa: "João Pereira da Silva, o João Brazil, nasceu em Nova Friburgo/RJ, em 12 de fevereiro de 1874. Começou a lecionar aos 15 anos e foi fundador e diretor do Colégio Brasil..." - a primeira coisa que pensei foi na EMPF, que já foi um colégio com esse nome, mas parece que o colégio era outro, embora também no Fonseca. "Empresário, poeta e benemérito de várias instituições, faleceu em Niterói, em 6 de maio de 1940". Termina citando uma frase do próprio: "A Educação tem que oferecer o braço sempre à instrução". João Brazil é hoje o nome da Escola Municipal de Niterói que fica no Morro do Castro (tem uma avenida com esse nome também na cidade) - é a nova escola em que vou trabalhar.

A saída da EMPF foi surreal (saiba mais - tem que ter orkut - clicando em http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1615372&tid=2557049212508045365&start=1. Ainda não escrevi sobre isso aqui, embora a grande maioria dos navegantes do blog, que é da comunidade escolar da EMPF, já saiba. Uma tristeza amenizada apenas pelo apoio dos amigos e pelas manifestações de carinho dos alunos. Oh Niterói, por que tanto maltrato?! Vários projetos ficaram pelo caminho, mais uma vez: a horta, a estação meteorológica, o jornal, o cavalo-marinho. A princípio não sabia o que fazer com o blog (o nome atual só manteve a sigla), mas sabia que este não iria acabar: isso só vai ocorrer quando eu deixar de ser professor. Porque a câmera digital já faz parte da minha prática escolar, e a internet da minha vida.

A Paulo Freire e a João Brazil são escolas bem diferentes: esta última é menor que a primeira, mais afastada do centro urbano, é horizontal, tem parquinho para a educação infantil, quadra coberta, banda escolar, bancos no pátio (foto acima). Até as tão sonhadas lixeiras coloridas, que pedimos há anos lá na EMPF, tem também (quem sabe agora, em tempo de eleição, elas ainda não aparecem no Fonseca!). O blog quem tem é a Paulo Freire, mas como fui para o Morro do Castro, este trabalho foi prejudicado como os outros. O que não significa que acaba, porque no mundo virtual existe até educação à distância. Como a internet é um mundo de possibilidades, quem sabe agora ele não se torna um elo entre as duas escolas?

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Fonseca pelos alunos

Esta matéria foi produzida pelo grupo formado por Ana Vanessa, Jefferson, Jéssica, Thais e Walkíria, numa atividade passada para os alunos da turma F9B na aula de Geografia (leia matéria abaixo da ANDEF). Ficou show! Parabéns!!

Introdução:

Este trabalho traz entrevistas com moradores do Fonseca, com opiniões sobre a reforma da Alameda e informações sobre a nossa escola. Uma entrevista com Sr. Sérgio da Rocha, morador antigo da Riodades, outra com uma ex-aluna do Ceimpro (atual EMPF) e a última com a dona da pastelaria mais "badalada" pelos nossos alunos, apelidada de "China".

Alameda São Boaventura em 1909 e 2007, Sérgio e Ana Vanessa (no alto), Fátima Denise (no meio e à direita com o uniforme do Ceimpro) e a dona da pastelaria (abaixo) - clique na montagem de fotos para ampliar.

Entrevista com Sérgio (pai de Ana Vanessa):

1- Como era a Alameda antigamente?

Na Alameda São Boaventura, antes de sua criação, corria por toda a sua extensão o rio Vicência que desaguava na Baía de Guanabara. A Alameda teve sua origem na fazenda que tinha o mesmo nome nos idos de 1800 a 1900.

A ligação rodoviária - entre o Rio de Janeiro e Niterói e a Região dos Lagos e outros municípios do Litoral Fluminense - obrigou o Estado do Rio de Janeiro a construir no bairro do Fonseca uma via de ligação de grande porte para escoamento dos veículos da capital; o Estado cujo governador era o Dr. Nilo Peçanha em 1907 construiu a Alameda São Boaventura, utilizando em seu calçamento paralelepípedo em duas vias de acesso independente e arborizando o canal central. Essas obras ocasionaram a vinda para Niterói (principalmente no bairro do Fonseca), de importantes famílias que moravam no RJ, construindo em toda extensão da Alameda belas casas, servindo de repousos para viajantes que depois partiriam para o Norte Fluminense, Região do Lagos, etc.

2- Existiam mais árvores que atualmente?

Sim, havia o dobro de árvores na Alameda, abatidas na primeira grande reforma em 1970 pela prefeitura de Niterói, para permitir que a nova iluminação instalada iluminasse melhor; nessa época se deu também a retirada da linha férrea (os bondes), para facilitação do trânsito.

3- Era muito freqüentada por automóveis como hoje?

A proporção de veículos da época da década de 50 para os dias atuais foi de mais de 1000%, em face da importância dessa via rodoviária.

4- O senhor mora aqui há quantos anos?

53 anos.

5- O que mais mudou?

O Fonseca perdeu muito em qualidade de vida em relação aos anos 50, a poluição sonora e visual está excedendo os limites para as pessoas que habitam o bairro, os bons estabelecimentos de ensino (talvez os melhores de Niterói), sucumbiram. Hoje a Alameda é apenas uma via de ligação entre cidades.

6- Como o senhor gostaria que fosse de fato o Fonseca?

Gostaria apenas que fosse um elegante bairro residencial.

7- O que você acha da obra que farão na Alameda?

Eu não posso ser contra o progresso, mas em nome dele sacrificar árvores centenárias para o escoamento do trânsito, sou totalmente contra. Não esqueçamos que a palavra Alameda significa um corredor de árvores, que muito embelezou o bairro.


Entrevista com Fátima Denise:

1- Há quantos anos você mora no Fonseca?
Desde que nasci.

2- Como era a escola antigamente?
A construção continua a mesma, só a secretaria que mudou, não tinha quadra na frente da escola e eram usadas apenas as quadras de trás.

3- Quantas e quais escolas já foram ali?
Três, quatro com a Paulo Freire. Os outros foram: Ma-Larem (que possuia um convênio com um estaleiro cujo nome era o mesmo), Ceimpro e Colégio Brasil.


Entrevista com a dona da pastelaria apelidada de "China":

1- A pastelaria é muito freqüentada pelos alunos da EMPF?
Sim.
2- Quando foi inaugurada esta pastelaria?
Há 5 anos.
3- A Alameda é um bom ponto para o comércio?
Sim.
4 - O que você acha da reforma da Alameda?
Acho bom.

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