sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Monitoramento da água do rio das Pedras

Turma 7B mais Ludmila, Jéssica e Victor Alexandre (PIBID/UFF).
Data: 28/09/2012.
Local: Campo do Gordo.
Resultados (médias dos 4 grupos da turma):
Temperatura do ar: 27ºC.
Turbidez (medida de claridade relativa da água): entre 40 e 100 JTU (Unidade de Turvação de Jackson).
Temperatura da água: 20ºC.
OD (oxigênio dissolvido - importante para a preservação dos ecossistemas aquáticos): 4 PPM (partes por milhão) - percentagem de saturação: 44.
pH (potencial de hidrogênio - medida de acidez ou basicidade da água): 7,25       (a maioria da fauna aquática prefere uma faixa de 6,5 a 8).
Conclusão: o rio não está tão poluído quanto parece. Os alunos observaram que, na semana anterior (no dia do plantio de árvores), a água estava mais escura. Mas choveu esta semana mais que nos últimos dois meses (julho e agosto), o que provavelmente diminuiu a concentração de poluentes no valão.
Grupos: 1 - Ariana, Hermínia, Milena e Nathany; 2 - Arinna, Jayanne e Lucas; 3 - Bartez, Bruna, Leonardo, Luiz Brayan, Marlon e Michelle; 4 - Carina dos Santos, Euderle, Letícia, Maicon e Stephany.
 Fotos de Ana Carolina e Jéssica.

 Rio das Pedras.
  Agradecimentos especiais à Professora Rosa Santos que enviou de São José dos Campos (SP) o material do WWMD (World Water Monitoring Day) para a realização desta atividade. Valeu Rosa! É só o começo... 

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Trilhas da JB - Sereia e Monte

Trilha realizada no dia 22 de agosto com alunos das turmas 6A e 6B, o ex-aluno Baba, o Professor Raphael, eu e mais alguns alunos encontrados ao longo do caminho, que passa pelas ruas do Morro do Castro (SG). Destino: a Sereia - local onde fica a nascente do rio das Pedras - e o Monte da Oração - um mirante natural com uma bela vista da região da Baía de Guanabara. Os registros em vídeo não ficaram como gostaríamos pois a câmera digital, sem que percebêssemos, estava programada para filmar em baixa resolução (não dá para assisti-los em tela grande). Já as fotos de Yara Cristina (6A) ficaram ótimas!

Foto "oficial": Renan (7C)...

 Aula no campo...
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Neste primeiro vídeo, o ex-aluno Baba dá uma aula para os alunos na Sereia - local de uma das nascentes do rio das Pedras - sobre a história do abastecimento de água no Morro do Castro. A filmagem é da aluna Yara Cristina (6A), que captou também a água cristalina que sai de dentro da rocha (veja aos 2min45 do vídeo)...

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As filmagens aconteceram espontaneamente nos pontos de parada da trilha. Acima, Lilliane (6A) entrevista o Prof. Raphael (Ed. Física). Filmagem: Yara...

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Uma pequena aula de Geografia com vista para a Guanabara. Filmagem: Baba...

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Alunas entrevistam novamente o Professor Raphael. Filmagem: Rayanne (6B).

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia da árvore (ENO Tree Planting Day)

O dia da árvore (ENO Tree Planting Day) foi comemorado na EMJB com o plantio de mudas diversas dentro e fora da escola. De manhã cedo, os alunos da turma 6D e a Pedagoga Yara plantaram 3 espécies de palmeiras (imperial, palmito e açaí) no canteiro lateral da quadra esportiva. E no fim da manhã, os alunos da turma 7B (com os estudantes de Geografia da UFF Ludmilla e Leandro) foram ao campo do Gordo e plantaram mais 8 espécies variadas - jamelão (4), ipê-roxo, pata-de-vaca, pau-ferro e chichá - na beira do campo, na faixa entre a cerca e o valão (rio das Pedras). Parte dessas mudas foi cultivada no viveiro da escola, enquanto outras sobraram do evento de maio. Além de incentivar a arborização da escola e a recuperação da mata ciliar do rio das Pedras, principalmente neste trecho do campo do Gordo (bastante erodido pela chuva de abril de 2010), essas práticas visam conscientizar os alunos da importância da preservação das áreas verdes do Morro do Castro, que vem diminuindo muito nos últimos anos devido ao acelerado processo de urbanização. Como disse o aluno Luiz Brayan da 7B hoje: "tá deixando de ser rural". O ENO Tree Planting Day é uma ação global que ocorre em escolas do mundo todo para promover o desenvolvimento sustentável através do plantio de milhões de árvores ao redor do planeta. As fotos são de Victor (6C), Breno (6D), Carina Motta (7B), Carina dos Santos (7B) e Ludmilla.


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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"O lugar onde eu vivo" (5)


"Aonde é a pracinha antes, bem antes, tinha uma piscina que eles tomavam banho"...

Como era meu bairro antigamente?

Eu moro na rua Alameda Estados Unidos nº 59 no Morro do Castro, São Gonçalo.
Minha vó, uma moradora muito antiga daqui - D. Vilma - diz que umas das primeiras casas a construir aqui foi na rua Alameda Brasil no campo do Boi, outra na rua Alameda Estados Unidos e uma outra no campo do Veterano. Ela também diz que não tinha luz elétrica, era lamparina, também não tinha água encanada, as pessoas tinham que fazer poço em casa, e também não tinha asfalto, era estrada de chão e barro.
Ela diz que aqui no quintal dela tem um pé de abiu desde o ano de 1949. E o bambuzal taquaruçu lá no morro, lá no final da rua dela, a rua Alameda Estados Unidos. Ela também diz que aqui no quintal dela aonde agora é valão antes era um riozinho que eles pescavam: "tinha siri, peixe, camarão". Ela também diz que ali aonde é a pracinha antes, bem antes, tinha uma piscina que eles tomavam banho, e depois virou um lugar que eles botavam lixo, e depois virou escola Djair Cabral. Ela diz que aqui agora é bem mais moderno do que antes.

Texto de Flaviane Gabriela, turma 7A.
Fotos de Yara Cristina, turma 6A.

  "Aonde agora é valão antes era um riozinho que eles pescavam (...) siri, peixe, camarão".

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"O lugar onde eu vivo" (4)

A fazenda do Doutor Raul vista do Loteamento Bento Pestana.

Como era meu bairro antigamente?

Eu moro na rua Bento Pestana nº 70 no Baldeador. Uma moradora muito antiga daqui - D. Helinda Raquel - me falou que chegou ao Morro do Castro com 6 anos de idade, no ano de 1977.
Diz ela que a família foi morar na casa de sua avó. A casa ficava no terreno da fazenda, do Doutor Raul.
Era longe, aliás tudo aqui era longe, as casas, o comércio, a escola - diz D. Helinda.
Aqui tinha muito mato, as casas a maioria era feita de pau a pique. Só tinha a igrejinha de Santa Rita de Cássia.
Hoje, onde tem a escola Djair Cabral e a praça, era um rio e piscina, onde as crianças brincavam nos dias quentes de verão.
Mas, aos poucos, foram aterrando a piscina com lixo e onde havia mato foram construindo casas e comércios.
As casas feitas de pau a pique deram lugar a casas de alvenaria e onde chamavam de roça, hoje é chamado de comunidade.
Mas para que o progresso acontecesse, o local teve que conviver com as modificações.
Ainda me lembro das casinhas humildes aonde o chão era de barro batido. E as senhoras cuidavam com muito cuidado - diz D. Helinda.
Não havia água, luz, nem saneamento básico.
Quando anoitecia, o que iluminava as casas eram as lamparinas.
O forte das vendas aqui era o querosene.
Nos anos 80 chegou a iluminação pública. A luz, até tinha em algumas casas, mas não era em todas.
Não tinha asfalto a estrada que divide os distritos: Niterói e São Gonçalo.
O 1º posto de saúde e escolas foram feitos do lado de Niterói.
Muitos anos depois é que foram construídas a escola e o posto de saúde em São Gonçalo e mesmo assim é um lugar esquecido pelos seus governantes.
A água chegou no final de 99 início de 2000.
A minha mãe nem pôde ver isso. Ela morreu no início do ano 2000 - diz D. Helinda.
Antes você carregava a água ou fazia cisternas e comprava pipas d'água.
Eu fiz os dois, carreguei água dos meus 10 aos 15 anos. Depois minha mãe fez uma cisterna na casa onde nós morávamos. E com isso passamos a comprar pipas d'água. - diz D. Helinda.
Aos meus 10 anos, em 1981, meus pais alugaram uma casa, em uma vila. A única vila que tinha aqui.
Ela ficava na rua Laura Miller. Mas depois que nós saímos de lá a vila ficou abandonada.
Até venderam a 1ª casa onde morei na vila. E lá construíram um sobrado, as outras casas foram se deteriorando aos poucos, só tem mato agora.
Mas não pensem que as casas eram aquela maravilha. Elas não tinham água encanada. Nós usávamos caneca para tomar banho, lavar louça e roupas eram lavadas em bacias e baldes - diz D. Helinda.
Em relação à condução, ela desde aquela época até hoje continua sendo o nosso tormento. Pouca coisa mudou: o ônibus vinha de Niterói e o ponto final era em Tenente Jardim, quem morava aqui no Morro do Castro tinha que subir a pé (isso foi até o ano de 81).
Depois ele subiu e ia até o armazém de Seu Almir (hoje padaria Ballon).
Pouco tempo depois eles passaram a fazer ponto final no Baldeador (conhecido também como Cova da Onça).
Quando digo que pouca coisa mudou, eu me refiro à qualidade e pontualidade dos ônibus, eles demoram muito e quando chega o fim de semana, aí mesmo é que fica uma loucura.

Texto e fotos de Lucas Monteiro Insuela, turma 7B.

Loteamento Bento Pestana visto da fazenda do Doutor Raul.

Lucas entre Arinna e Pedro (7B) no terreno da fazenda. Foto: Carina Motta.

"Onde chamavam de roça, hoje é chamado de comunidade."

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Inverno seco

A EMJB enfrenta um dos invernos mais secos dos últimos anos e, por causa disso, tem sido necessário um esforço semanal para garantir a rega dos canteiros e a sobrevivência das plantas - principalmente as da horta e do viveiro. Felizmente ainda não faltou água no morro e os alunos têm dado conta bem dessa tarefa (como aparecem nos registros feitos por eles) percebendo, no uso constante desse recurso, a sua importância para a escola e a localidade.


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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Próxima ação global de plantio de árvores

Dia mundial de plantio de árvores em Niterói

O próximo evento ENO Tree Planting Day ocorrerá globalmente em escolas de mais de 150 países em 21 de Setembro de 2012.
É um momento de reflexão sobre nossas ações para proteger a biodiversidade do planeta e focar na urgência de novos desafios para o futuro.
As primeiras árvores serão plantadas na Oceania e, seguindo o sol, novas árvores serão plantadas na Ásia, Europa e África. Finalmente, a corrente alcançará as Américas. A Terra gira e em cada lugar novas árvores terão encontrado seu chão.
Para participar é necessário registrar sua escola/grupo no site:http://www.enotreeday.net/
No Brasil muitas escolas e grupo de jovens já confirmaram a participação no ENO Tree Planting Day, promovendo o plantio de árvores e realizando atividades educativas ambientais.
 

Rosa M. S. Santos - Coordenadora ENO no Brasil
rosa.sousant@enoprogramme.org
 Convite do evento no MEC.


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