quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Abacaxis

23 de agosto de 2012, no canteiro lateral da quadra esportiva...

Alunos plantam coroas de abacaxi separadas pelas merendeiras...

Como colegas da escola fizeram há mais de 3 anos em outro local...

O espaço ocupado no passado pelos alunos hoje está dando frutos...

O abacaxi - do tupi ibá-cachi, fruta cheirosa - ou ananás (Ananas comosus) é uma planta da família das bromeliáceas, possui propriedades medicinais e é nativa do Brasil, o maior produtor mundial.

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domingo, 26 de agosto de 2012

As primeiras árvores plantadas fora da escola

Numa semana que envolveu uma série de atividades dentro e fora da EMJB - trilhas, plantios, jogos de inverno - alunos do 6º ano plantaram mudas de árvores pela primeira vez fora da escola, na quinta 23. O local previamente escolhido foi o Campo do Gordo (ou do Pimba), nas margens do rio das Pedras, bastante poluído neste trecho. O objetivo do plantio é iniciar a recuperação da mata ciliar do valão preferencialmente com espécies nativas da Mata Atlântica. Nesta ação pioneira foram plantadas mudas de aroeira (2), guapuruvu, ingá e pata-de-vaca.

Nesta última, o local depois da chuva de abril de 2010.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Geografia, segundo Francisco Portugal Neves


"Em conversa de macuco, pardal não pode se meter", diz o velho ditado. E quando o macuco na história é o professor Portugal Neves, mais de seis décadas de vida e quase quatro de exercício do magistério, nenhum pardal atreve-se a chegar na periferia: "Esta Reforma que estão pretendendo fazer é uma coisa que fiz há 35 anos, todos os meus alunos lembram-se perfeitamente dos meus métodos".

Sua concepção de ensino chega a contrastar com sua personalidade: um pouco rude nas palavras e nos gestos, gosta do máximo de disciplina e mostra-se um "brasileiro fanático" ("sempre fiz questão de que todos os meus alunos escrevessem Brasil e Deus com letras maiúsculas"), mas fica dócil ao lembrarseus alunos no Mosteiro de Campos, primeira escola onde lecionou.

Seus métodos logo o fizeram ficar conhecido e respeitado como professor de Geografia. Para ele, "o estudo da Geografia não pode ser feito em sala-de-aula e sim na própria terra". Durante os primeiros 15 anos de profissão fez várias excursões com suas turmas, e batalhava junto às autoridades os meios de transporte (navio e avião) e até mesmo estadia: "Os colégios de hoje devem fazer o mesmo, há mais condições atualmente, falta apenas ânimo aos professores e diretores".

Uma de suas aulas mais importantes aconteceu na Ilha de Marajó, para estudantes fluminenses ("o Newton Freire fazia parte dessa turma" - lembra ele"). Conta que a ilha possui 33 quilômetros quadrados de largura, "a gente diz isso em aula, mas não acredita, o fato é que Marajó é maior que o Estado do Rio. E continua: "O rio Amazonas tem 6 mil ilhas e 1.000 afluentes. Olha, a gente pode ver nas Guianas a estrela polar, que guiou os fenícios, é uma coisa linda que pouca gente conhece".

O professor Portugal Neves diz que "não adianta falar muito, o negócio é levar os meninos até lá para verem de perto o que é esse monstro chamado Brasil". Confessa-se um "nacionalista radical" que, certa vez, rejeitou um convite para ir à Europa só porque ainda não conhecia os Estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso. E quando conheceu preparou-se para ir estudar os Incas, na Bolívia, "depois então é que dei chance aos europeus de pisar na terrinha deles". Quando fala do Brasil ele não tem medo de chegar ao exagero: "Já contei para estrangeiros que índio da Amazônia pesca com arpão feito do aço de Volta Redonda, o melhor aço do mundo". E foi para um estrangeiro que não acreditou na conversa, entre ele e um boiadeiro sobre a "bravura do brasileiro", que o professor Neves disse: "Num papo de macuco, pardal nunca se mete, chega pra lá..."

Recentemente ele recebeu um convite para dirigir o Ginásio de Casimiro de Abreu, mas sua saúde o impediu de aceitar a proposição. Daí em diante passou a observar os colégios atuais mais de perto e chegou a uma triste conclusão: "Se não houver dinâmica, a Reforma nunca vai existir; a aula principal de Geografia, por exemplo, é fora da classe, lá dentro é só conversa".

O Fluminense, 27/04/1973. Caderno Encontro, página 7.

"A aula principal de Geografia é fora da classe, lá dentro é só conversa".
Alunos da EMJB no Monte da Oração, Morro do Castro, São Gonçalo (RJ), hoje, 22/08/2012.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Economia do óleo

video

Durante a semana, na aula de Geografia, a aluna Katharine Oliveira (6C) quis saber mais sobre o óleo de cozinha usado recolhido na escola: o que é feito com ele, se faz sabonete, troca pelo quê, etc. Na sexta, com a vinda do Marcelo para recolher o resíduo na EMJB, estimulei a curiosidade dela e dei-lhe a câmera digital. A entrevista feita em vídeo foi rápida e nem precisou ser editada, apenas o som ficou com ruídos, pois foi feita no pátio perto de alunos que jogavam tamancobol.

50 litros de óleo de cozinha usado valem aproximadamente 20 litros de cloro e desinfetante (material de limpeza): economia simbólica para a escola, agregada ao valor ambiental (menos poluição local) e pedagógico (novos hábitos na comunidade escolar, mais sustentáveis). Fotos de Katharine.


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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

2012.2

O 2º semestre começou com um upgrade no cantinho da leitura da sala de Geografia, com mais gibis doados pela Profª Grazielle...

Revistinhas avariadas foram recuperadas pelos próprios alunos...

Aumenta aos poucos o interesse por um outro tipo de leitura...

 
Os resultados do 1º trimestre foram expostos na porta da sala. Ainda falta muito para atingir um nível satisfatório (todas as barras azuis)...

Os alunos podem visualizar o desempenho próprio e o das turmas...

A primeira cena ao entrar na escola depois das férias... 

Os papéis agora são separados do lixo. Houve grande envolvimento dos alunos...

  "Tá dando certo, né, professor?" disse um deles. A sugestão foi da Professora Helen, que disponibilizou espaços no Laboratório de Ciências para guardá-los...

3º galão do ano: 150 litros de óleo de cozinha recolhidos...

Resíduo de frituras separado por uma moradora próxima da EMJB...

 
O tempo seco tem exigido regas diárias no terreno (repare no solo à direita). Foto: Jefferson Luiz (6A).
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"O lugar onde eu vivo" (3)

A aluna Katharine Oliveira (6C), motivada por um concurso de fotografia também (veja matéria anterior e o trabalho "o lugar onde eu vivo"), foi até a Sereia - como é conhecido o local da nascente do rio das Pedras no Morro do Castro - fazer as suas fotos (segundo ela, é perto de sua casa). A montagem da sequência seguiu o roteiro feito pela aluna nesse dia, percebido através do horário registrado em cada fotografia tirada (acompanhe acima e abaixo). A que ela escolheu para concorrer fica para depois que sair o resultado do concurso. Valeu Katharine! Boa sorte!
 

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

"O lugar onde eu vivo" (2)

Motivada por um concurso de fotografia, cujo tema é "a educação ambiental na foto" e o prêmio uma câmera digital, a aluna Débora Kopke (7A) foi à campo fotografando paisagens do lugar onde vive, no Morro do Castro. Um trabalho semelhante ao passado no 1º trimestre desse ano para o 7º ano (turmas A e B): "o lugar onde eu vivo". As 4 primeiras fotos parecem formar uma sequência 360º. A que ela escolheu para concorrer fica para depois que sair o resultado do concurso. Valeu Débora! Boa sorte!

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Arquivos 2012 - 3º Salão da Leitura

   Alunos, professores e pedagogas da EMJB marcando presença no evento...

Mesa redonda com os Professores Marcelo Vieira, Raphael Awata, eu (todos da EMJB) e Carlos Gustavo (Coordenador de Ciências), com mediação da Profª Cristina Campos (Coordenadora de 3º e 4º ciclos). Foto de Rosângela Morais...

Apresentando um pouco do trabalho na escola do Morro do Castro. Foto RM...

Participação do público presente. Foto RM...

 
  O Professor André Campbell (Ciências Agrícolas/CEN) numa interessante palestra sobre agroecologia, com direito a várias amostras de plantas...

 
Professoras e pedagogas da FME na abertura do 3º Salão da Leitura.

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sábado, 4 de agosto de 2012

Arquivos 2012 - 1º semestre

Professores da EMJB fizeram no início do ano uma encenação numa sala de aula representando uma turma de alunos. Foto: Andreza Mota (9B)...

Material produzido para uso pedagógico na própria escola. Foto: AM...

 Apresentei a monografia da pós numa das reuniões pedagógicas. Foto: Tânia...

Os Professores Carlos Henrique e Marcelo Vieira diante dos tabuleiros...

Dos jogos matemáticos...

Pintados no pátio pelos alunos, peças do jogo. Foto: Carina Motta (7B)...

 
  Evento importante que acontece todo ano na EMJB: eleição do grêmio...

   
 Exercício político. Comissão eleitoral com o ex-aluno Fernando Baba...

2 galões de 50 litros trocados por material de limpeza...

Tudo isso na escola municipal localizada no alto vale do rio Bomba.

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