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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Trilhas da JB - Monte: o mirante da Baía de Guanabara (3ª parte)

Das trilhas da JB, muitas oferecem uma bela visão da Baía de Guanabara. Não é à toa que o Morro do Castro já foi chamado de Parque Bela Vista, no início da sua urbanização, na época dos primeiros loteamentos, na segunda metade do século XX. A do Monte é uma delas: ele fica no divisor de águas da bacia do rio das Pedras, acima da nascente da Sereia (seguindo o caminho adiante) e é um mirante natural de onde se tem uma das mais belas vistas da baía, do tôpo de um morro. Devido à falta de sombra no percurso e às encostas íngremes, a caminhada não é recomendada em dias de sol forte, nem para os mais despreparados fisicamente, sendo ideal para as manhãs de outono e inverno, levando bastante água. No ponto final, à sombra de uma grande árvore (uma das poucas deste trecho), teve uma pequena aula de Geografia, filmada pelo Baba. Fotos de Euderle (8B), Débora (7C), Baba, Maria Eduarda (6C)...


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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Trilhas da JB - Sereia e Monte

Trilha realizada no dia 22 de agosto com alunos das turmas 6A e 6B, o ex-aluno Baba, o Professor Raphael, eu e mais alguns alunos encontrados ao longo do caminho, que passa pelas ruas do Morro do Castro (SG). Destino: a Sereia - local onde fica a nascente do rio das Pedras - e o Monte da Oração - um mirante natural com uma bela vista da região da Baía de Guanabara. Os registros em vídeo não ficaram como gostaríamos pois a câmera digital, sem que percebêssemos, estava programada para filmar em baixa resolução (não dá para assisti-los em tela grande). Já as fotos de Yara Cristina (6A) ficaram ótimas!

Foto "oficial": Renan (7C)...

 Aula no campo...
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Neste primeiro vídeo, o ex-aluno Baba dá uma aula para os alunos na Sereia - local de uma das nascentes do rio das Pedras - sobre a história do abastecimento de água no Morro do Castro. A filmagem é da aluna Yara Cristina (6A), que captou também a água cristalina que sai de dentro da rocha (veja aos 2min45 do vídeo)...

As filmagens aconteceram espontaneamente nos pontos de parada da trilha. Acima, Lilliane (6A) entrevista o Prof. Raphael (Ed. Física). Filmagem: Yara...

 
Uma pequena aula de Geografia com vista para a Guanabara. Filmagem: Baba...

Alunas entrevistam novamente o Professor Raphael. Filmagem: Rayanne (6B).

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Geografia, segundo Francisco Portugal Neves


"Em conversa de macuco, pardal não pode se meter", diz o velho ditado. E quando o macuco na história é o professor Portugal Neves, mais de seis décadas de vida e quase quatro de exercício do magistério, nenhum pardal atreve-se a chegar na periferia: "Esta Reforma que estão pretendendo fazer é uma coisa que fiz há 35 anos, todos os meus alunos lembram-se perfeitamente dos meus métodos".

Sua concepção de ensino chega a contrastar com sua personalidade: um pouco rude nas palavras e nos gestos, gosta do máximo de disciplina e mostra-se um "brasileiro fanático" ("sempre fiz questão de que todos os meus alunos escrevessem Brasil e Deus com letras maiúsculas"), mas fica dócil ao lembrarseus alunos no Mosteiro de Campos, primeira escola onde lecionou.

Seus métodos logo o fizeram ficar conhecido e respeitado como professor de Geografia. Para ele, "o estudo da Geografia não pode ser feito em sala-de-aula e sim na própria terra". Durante os primeiros 15 anos de profissão fez várias excursões com suas turmas, e batalhava junto às autoridades os meios de transporte (navio e avião) e até mesmo estadia: "Os colégios de hoje devem fazer o mesmo, há mais condições atualmente, falta apenas ânimo aos professores e diretores".

Uma de suas aulas mais importantes aconteceu na Ilha de Marajó, para estudantes fluminenses ("o Newton Freire fazia parte dessa turma" - lembra ele"). Conta que a ilha possui 33 quilômetros quadrados de largura, "a gente diz isso em aula, mas não acredita, o fato é que Marajó é maior que o Estado do Rio. E continua: "O rio Amazonas tem 6 mil ilhas e 1.000 afluentes. Olha, a gente pode ver nas Guianas a estrela polar, que guiou os fenícios, é uma coisa linda que pouca gente conhece".

O professor Portugal Neves diz que "não adianta falar muito, o negócio é levar os meninos até lá para verem de perto o que é esse monstro chamado Brasil". Confessa-se um "nacionalista radical" que, certa vez, rejeitou um convite para ir à Europa só porque ainda não conhecia os Estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso. E quando conheceu preparou-se para ir estudar os Incas, na Bolívia, "depois então é que dei chance aos europeus de pisar na terrinha deles". Quando fala do Brasil ele não tem medo de chegar ao exagero: "Já contei para estrangeiros que índio da Amazônia pesca com arpão feito do aço de Volta Redonda, o melhor aço do mundo". E foi para um estrangeiro que não acreditou na conversa, entre ele e um boiadeiro sobre a "bravura do brasileiro", que o professor Neves disse: "Num papo de macuco, pardal nunca se mete, chega pra lá..."

Recentemente ele recebeu um convite para dirigir o Ginásio de Casimiro de Abreu, mas sua saúde o impediu de aceitar a proposição. Daí em diante passou a observar os colégios atuais mais de perto e chegou a uma triste conclusão: "Se não houver dinâmica, a Reforma nunca vai existir; a aula principal de Geografia, por exemplo, é fora da classe, lá dentro é só conversa".

O Fluminense, 27/04/1973. Caderno Encontro, página 7.

"A aula principal de Geografia é fora da classe, lá dentro é só conversa".
Alunos da EMJB no Monte da Oração, Morro do Castro, São Gonçalo (RJ), hoje, 22/08/2012.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"O lugar onde eu vivo" (3)

A aluna Katharine Oliveira (6C), motivada por um concurso de fotografia também (veja matéria anterior e o trabalho "o lugar onde eu vivo"), foi até a Sereia - como é conhecido o local da nascente do rio das Pedras no Morro do Castro - fazer as suas fotos (segundo ela, é perto de sua casa). A montagem da sequência seguiu o roteiro feito pela aluna nesse dia, percebido através do horário registrado em cada fotografia tirada (acompanhe acima e abaixo). A que ela escolheu para concorrer fica para depois que sair o resultado do concurso. Valeu Katharine! Boa sorte!
 

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