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sábado, 21 de setembro de 2013

Novos caminhos da escola

   No primeiro dia do projeto "Novos caminhos da escola", financiado pela Fundação Municipal de Educação (FME) através dos "Projetos Instituintes" (leia-se Tempo de Escola) garantimos a matéria orgânica (nutrientes) para os solos da EMJB até o final do ano, transferindo um monte de folhas secas acumuladas ao longo do inverno para espaços de compostagem na horta, onde os alunos se divertiram com a tinta do urucum. Também fizemos um mutirão de limpeza para recolher o lixo espalhado pelos canteiros em volta da quadra esportiva, onde os alunos curtiram a flora e o algodão. No fim, depois de uma rega geral, plantamos uma muda de acerola, presente da Valéria, cozinheira da escola e moradora local. As fotos são de Everaldo (7B), Paulo Cesar (7B), Eleyniane (6C) e Lucas Matias (8B). O projeto acontece toda quarta-feira à tarde e vai até o final do ano.



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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Escolas sustentáveis (2)

   Ainda é um desafio a separação e o tratamento dos resíduos produzidos pela própria escola, mas os alunos do 6º e do 7º ano deram neste 1º semestre um exemplo de boa vontade e mostraram que não é difícil separar o lixo de papel dos outros produzidos diariamente em sala de aula. Encheram duas caixas de papelão nesse período. Recentemente a escola adquiriu lixeiras coloridas, o que fortalece este trabalho pedagógico, mas é preciso também que haja políticas públicas para que o lixo separado nela não seja misturado novamente na coleta. Alguns tipos de resíduos podem ser reciclados na própria escola, como o lixo orgânico, principalmente o lixo verde - restos de folhas e galhos secos de árvores - rico em nutrientes para as plantas. Na EMJB isso já acontece há alguns anos, quando foi percebido o potencial da biomassa na adubação dos canteiros. Hoje, os funcionários da escola varrem as folhas secas do pátio cimentado para dentro deles. E os da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que periodicamente fazem uma faxina geral no terreno, deixam os sacos cheios lá mesmo para a compostagem. Uma grande vitória, já que o solo da escola vai ficando cada vez mais fértil, sem gasto nem desperdício. Já a campanha de recolhimento do óleo de cozinha usado, que também acontece há alguns anos na EMJB, ajuda a conscientizar as pessoas do potencial poluidor dos resíduos.



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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Separando os resíduos da sala de aula...

Pode ser que na primeira semana de aula os alunos, com cadernos novos, rasguem mais folhas de papel por causa de um capricho maior. Mas a quantidade foi o suficiente para encher uma pequena caixa de papelão com esses resíduos nesse curto tempo. E para isso não precisou de lixeiras coloridas - seria bom, se tivesse - nem de muita persuasão: bastou um objeto qualquer apropriado para acumular os papéis na sala de aula para a molecada facilmente começar a separar. Trabalhar numa sala fixa (a sala ambiente) também ajuda. Ano passado fizemos isso no 2º semestre e juntamos quatro grandes caixas de papelão levadas para reciclagem por um morador local. Isso mostra que os alunos também estão ligados nas questões ambientais. O lixo é um problema no entorno da EMJB - e reflete na escola - onde as ruas e os rios vivem poluídos.


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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Fechando 2012

 Foto da Professora Marcelle exposta num mural do corredor da escola...

Festinha da turma 7B, cujo trabalho rendeu bem este ano. Foto: Ludmilla...

 
  Alunos recolhendo óleo de cozinha usado na casa de uma moradora...

 Morador recolhendo os resíduos de papel separados pelos alunos...

Falta d'água numa época de chuvas: o caminhão e os canos do desperdício...

  Marcos (Secretaria), Kalvyn e Claudio (6B) plantam uma muda de abacateiro...


  Para resistirem ao calor nas férias, as mudas do viveiro foram transportadas para a sombra da amoreira, com a ajuda de Luiz Brayan e Felipe (7B), ...
 Colheita nos últimos dias com Marcos e Luiz: abacaxis e cajuzinho do cerrado...

 Parte da colheita virou sobremesa no almoço da escola...

"Sem-floresta": um gambá na sala flagrado por Flaviane Gabriela (7A)...

 Os alunos também avistaram um ninho de beija-flor durante uma aula. Repare!

Na horta da EMJB, um laboratório vivo... A vida segue se transformando...
Feliz Ano Novo!!!

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Escolas sustentáveis

Curiosamente, este foi um tema ignorado nas últimas eleições municipais. Muitas unidades da rede municipal de Niterói são antigas, construídas na década de 70 - caso da EMJB - numa época em que conceitos como sustentabilidade e desenvolvimento sustentável nem existiam. Mesmo passando por reformas ao longo do tempo, essas construções hoje estão ultrapassadas e são exemplos de cultura do desperdício. Repare nesses casos: a escola com luzes ligadas em corredores vazios. Sem interruptores nas salas, elas ficam assim o dia inteiro...

Os sistemas de drenagem do telhado se tornaram obsoletos quando parte do pátio da escola foi cimentado, nos anos 90. No entanto, pequenas adaptações podem permitir o reaproveitamento da água da chuva, de grande utilidade. É preciso considerar também que muitas escolas ficam em morros - como a EMJB - onde não são raros os casos de falta d'água, o que implica em gastos extras com carros pipa e até a suspensão das aulas em situações críticas...

Quanto custa a água e a luz numa escola pública por ano? Clique na imagem acima para ampliar e observe os números: na EMJB, a conta média é de R$6.737,59 mensais (R$3.415,63 de luz e R$3.321,96 de água), ou seja, são gastos mais de 80 mil reais por ano só para manter a escola acesa e irrigada. Para se ter uma ideia desse custo, 13 escolas como essa consomem mais de 1 milhão de reais por ano (só de água e luz!) e a rede tem mais de 70 unidades...   

E a quantidade de lixo produzida? Não há tratamento dos resíduos sólidos, nem separação ou coleta seletiva. Enfim, não há uma política pública focada na eficiência do uso desses recursos naturais e energéticos. Mesmo que representem um valor simbólico na economia do município, tem agregado um imenso valor pedagógico e ambiental para as novas e futuras gerações. Royalties de petróleo não poderiam ser investidos em escolas sustentáveis?...

 
Este ano, a Rio+20 virou tema de aula - por curiosidade dos alunos - e a partir daí eles passaram a perceber o ritmo da produção de lixo na sala de aula. Estimulados, começaram a separar os papéis dos outros resíduos e, de lá para cá, já são 4 caixas de papelão cheias armazenadas na sala de Ciências. Nesse caso, os alunos assimilaram um hábito novo muito mais rápido que os adultos...

Desde o início do projeto "em cada canteiro um canteiro cultivado", as folhas secas são aproveitadas como recursos. Deixam de abarrotar as cestas de lixo e voltam para os canteiros onde permanecem em decomposição, adubando a terra, mantendo a umidade por mais tempo, formando uma capa protetora das fortes chuvas e atraindo uma microfauna importante para a aeração do solo... 

Ao longo dos últimos anos, os espaços com solo ociosos (duros e empobrecidos) foram ocupados. Através de plantios sistemáticos, a área verde aumentou e uma grande variedade de plantas forma atualmente a base da cadeia alimentar: é um privilégio ter biodiversidade dentro da própria escola...

O plantio de árvores ocorre todo semestre. Este ano ultrapassou os muros da escola e foi até as margens do rio das Pedras no Campo do Gordo. O último foi perto da quadra, com alunos das turmas 6C e 6D, onde foram plantadas três mudas: árvore do viajante, jambo vermelho e algodão. Foto: Wellington (8C)...

Nunca foi preciso comprar terra preta. Com a recuperação natural do solo, hoje é possível ter horta na escola com capacidade para produzir alimentos orgânicos suficientes para uma ou outra refeição eventual (são centenas de alunos!). Mas o mais importante: é um jardim didático, onde as crianças passam a conhecer os vegetais. Já tive alguns alunos que perguntaram: "Professor, o que é rúcula?"...

Frutos: coroas de abacaxi da merenda plantadas há menos de dois meses...

 
Economia criativa: a Professora Helen fabricou sabão na sala de Ciências com o óleo de cozinha usado recolhido na escola, uma experiência pioneira na EMJB.


domingo, 19 de agosto de 2012

Economia do óleo


Durante a semana, na aula de Geografia, a aluna Katharine Oliveira (6C) quis saber mais sobre o óleo de cozinha usado recolhido na escola: o que é feito com ele, se faz sabonete, troca pelo quê, etc. Na sexta, com a vinda do Marcelo para recolher o resíduo na EMJB, estimulei a curiosidade dela e dei-lhe a câmera digital. A entrevista feita em vídeo foi rápida e nem precisou ser editada, apenas o som ficou com ruídos, pois foi feita no pátio perto de alunos que jogavam tamancobol.

50 litros de óleo de cozinha usado valem aproximadamente 20 litros de cloro e desinfetante (material de limpeza): economia simbólica para a escola, agregada ao valor ambiental (menos poluição local) e pedagógico (novos hábitos na comunidade escolar, mais sustentáveis). Fotos de Katharine.


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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

2012.2

O 2º semestre começou com um upgrade no cantinho da leitura da sala de Geografia, com mais gibis doados pela Profª Grazielle...

Revistinhas avariadas foram recuperadas pelos próprios alunos...

Aumenta aos poucos o interesse por um outro tipo de leitura...

 
Os resultados do 1º trimestre foram expostos na porta da sala. Ainda falta muito para atingir um nível satisfatório (todas as barras azuis)...

Os alunos podem visualizar o desempenho próprio e o das turmas...

A primeira cena ao entrar na escola depois das férias... 

Os papéis agora são separados do lixo. Houve grande envolvimento dos alunos...

  "Tá dando certo, né, professor?" disse um deles. A sugestão foi da Professora Helen, que disponibilizou espaços no Laboratório de Ciências para guardá-los...

3º galão do ano: 150 litros de óleo de cozinha recolhidos...

Resíduo de frituras separado por uma moradora próxima da EMJB...

 
O tempo seco tem exigido regas diárias no terreno (repare no solo à direita). Foto: Jefferson Luiz (6A).
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