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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Escolas sustentáveis x cultura do desperdício

   Um ensaio de edição com as filmagens de Leandro Serra (Pibid), feitas em um dia úmido, para mostrar o potencial de captação de água da chuva na EMJB.



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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Escolas sustentáveis

Curiosamente, este foi um tema ignorado nas últimas eleições municipais. Muitas unidades da rede municipal de Niterói são antigas, construídas na década de 70 - caso da EMJB - numa época em que conceitos como sustentabilidade e desenvolvimento sustentável nem existiam. Mesmo passando por reformas ao longo do tempo, essas construções hoje estão ultrapassadas e são exemplos de cultura do desperdício. Repare nesses casos: a escola com luzes ligadas em corredores vazios. Sem interruptores nas salas, elas ficam assim o dia inteiro...

Os sistemas de drenagem do telhado se tornaram obsoletos quando parte do pátio da escola foi cimentado, nos anos 90. No entanto, pequenas adaptações podem permitir o reaproveitamento da água da chuva, de grande utilidade. É preciso considerar também que muitas escolas ficam em morros - como a EMJB - onde não são raros os casos de falta d'água, o que implica em gastos extras com carros pipa e até a suspensão das aulas em situações críticas...

Quanto custa a água e a luz numa escola pública por ano? Clique na imagem acima para ampliar e observe os números: na EMJB, a conta média é de R$6.737,59 mensais (R$3.415,63 de luz e R$3.321,96 de água), ou seja, são gastos mais de 80 mil reais por ano só para manter a escola acesa e irrigada. Para se ter uma ideia desse custo, 13 escolas como essa consomem mais de 1 milhão de reais por ano (só de água e luz!) e a rede tem mais de 70 unidades...   

E a quantidade de lixo produzida? Não há tratamento dos resíduos sólidos, nem separação ou coleta seletiva. Enfim, não há uma política pública focada na eficiência do uso desses recursos naturais e energéticos. Mesmo que representem um valor simbólico na economia do município, tem agregado um imenso valor pedagógico e ambiental para as novas e futuras gerações. Royalties de petróleo não poderiam ser investidos em escolas sustentáveis?...

 
Este ano, a Rio+20 virou tema de aula - por curiosidade dos alunos - e a partir daí eles passaram a perceber o ritmo da produção de lixo na sala de aula. Estimulados, começaram a separar os papéis dos outros resíduos e, de lá para cá, já são 4 caixas de papelão cheias armazenadas na sala de Ciências. Nesse caso, os alunos assimilaram um hábito novo muito mais rápido que os adultos...

Desde o início do projeto "em cada canteiro um canteiro cultivado", as folhas secas são aproveitadas como recursos. Deixam de abarrotar as cestas de lixo e voltam para os canteiros onde permanecem em decomposição, adubando a terra, mantendo a umidade por mais tempo, formando uma capa protetora das fortes chuvas e atraindo uma microfauna importante para a aeração do solo... 

Ao longo dos últimos anos, os espaços com solo ociosos (duros e empobrecidos) foram ocupados. Através de plantios sistemáticos, a área verde aumentou e uma grande variedade de plantas forma atualmente a base da cadeia alimentar: é um privilégio ter biodiversidade dentro da própria escola...

O plantio de árvores ocorre todo semestre. Este ano ultrapassou os muros da escola e foi até as margens do rio das Pedras no Campo do Gordo. O último foi perto da quadra, com alunos das turmas 6C e 6D, onde foram plantadas três mudas: árvore do viajante, jambo vermelho e algodão. Foto: Wellington (8C)...

Nunca foi preciso comprar terra preta. Com a recuperação natural do solo, hoje é possível ter horta na escola com capacidade para produzir alimentos orgânicos suficientes para uma ou outra refeição eventual (são centenas de alunos!). Mas o mais importante: é um jardim didático, onde as crianças passam a conhecer os vegetais. Já tive alguns alunos que perguntaram: "Professor, o que é rúcula?"...

Frutos: coroas de abacaxi da merenda plantadas há menos de dois meses...

 
Economia criativa: a Professora Helen fabricou sabão na sala de Ciências com o óleo de cozinha usado recolhido na escola, uma experiência pioneira na EMJB.


quinta-feira, 12 de março de 2009

Cultura do desperdício (2)

Toda vez que a Clin vai na EMJB fico em estado de nervos. Vejo os caras levando embora grande parte dos recursos que utilizo para adubar os solos. Li que a decomposição da serrapilheira na floresta tropical dura em média 3, 4 meses, o que significa que não basta jogar as folhas secas uma vez nos canteiros e pronto. É preciso realimentá-los de tempos em tempos.

Repare que o terreno acima tem um declive suave. O suficiente para transportar sedimentos em chuvas muito fortes (as calhas ficam entulhadas). A serrapilheira protege o solo até mais do que a copa das árvores, evitando a erosão por salpico (o impacto direto da gota) e, consequentemente, a selagem e compactação do solo. Evita também a perda de sedimentos e nutrientes.

Esse recurso que protege e alimenta os solos (veja acima) é sempre deperdiçado, pois vai para o lixo quando poderia estar melhorando solos duros e pobres. Observando as fotos dá para ter noção da "limpa" que eles fazem. Lá, fica evidente a falta de cuidado e percepção do espaço, com plantas decepadas e canteiros agredidos. Pelo menos a parte mais antiga foi menos afetada (última foto).

Pensa que é fácil? Ainda viria pela frente um grande feriado de Carnaval com vários dias de sol escaldante, sem uma gota de chuva para regar as plantas e aliviar o calor implacável... Hortinha guerreira!

Saiba mais sobre a cultura do desperdício clicando aqui, aqui e aqui.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cultura do desperdício

Há 30 anos, quando a E. M. João Brazil foi construída, desenvolvimento sustentável era um termo desconhecido. Os telhados, por exemplo, foram feitos para espalhar a água da chuva, como se vê na foto acima. Mas basta uma chuva forte para perceber o quanto poderia ser reaproveitado hoje, em prol da economia e do meio ambiente.

Não é tão raro problemas com o abastecimento de água ao longo do ano letivo, que interferem nas aulas e demandam gastos extras com carros-pipa. Investir em tecnologias baratas de captura e armazenagem de água da chuva é um caminho para uma escola sustentável no futuro. E um temporal de poucos minutos é a prova disso - assista o vídeo!

Um outro exemplo de desperdício é jogar fora as folhas secas (hábito enraizado!), mesmo depois delas terem fertilizado o solo duro e empobrecido do terreno. Além de adicionar nutrientes com a decomposição da matéria orgânica, mantém a umidade no topo do solo por dias e atraem uma microfauna que ajuda na aeração da terra.

Um potencial tão grande que nem foi preciso usar os sacos de terra preta disponíveis, que passaram o ano inteiro empilhados em um canto. Eles serviram apenas para preencher algumas jardineiras vazias das salas. A serrapilheira que a escola produz é suficiente o bastante para abastecer seus próprios canteiros de hortas e jardins.



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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Cuidando do que é público (2)

Seqüência de um vídeo feito espontaneamente na E. M. João Brazil em março deste ano, sobre os ventiladores que ficavam ligados nas salas vazias depois das aulas do turno da manhã. A idéia é conscientizar toda a comunidade escolar, através desses vídeos no blog, de que pequenos atos podem criar hábitos fundamentais para evitar o desperdício e economizar energia elétrica. Veja como ficou agora!



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domingo, 14 de setembro de 2008

A história das coisas



"O que é História das Coisas ?

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas."

Na sexta-feira passada este vídeo encerrou o 1º reencontro de conservação de energia no auditório da FME. Foi apresentado para professores da rede municipal e técnicos de Furnas pelo Prof. Declev, conectado naquele momento na internet. "A história das coisas" já foi vista por mais de 3 milhões de pessoas no mundo e é uma crítica ao modelo de sociedade de consumo - o mais legal vídeo sobre desenvolvimento sustentável dos últimos tempos. Esta versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard, foi desenvolvida pela comunidade permacultura no orkut. Assista agora!


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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Cuidando do que é público


Vídeo feito espontaneamente na E. M. João Brazil há três semanas, sobre os ventiladores que ficam ligados nas salas vazias depois das aulas do turno da manhã. Quem assistir vai reparar que as luzes também ficam acesas, mas essas são mais difíceis de desligar pois os interruptores não ficam nas salas. A idéia é conscientizar toda a comunidade escolar que pequenos atos podem criar hábitos fundamentais para evitar o desperdício e economizar energia elétrica. A escola pública e o meio ambiente agradecem!


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