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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Trilha no rio das Pedras


   Vídeo feito no dia 18 de setembro, durante uma trilha no rio das Pedras, no caminho das ruínas do casarão, que passa pela mata atlântica da A.P.A. (Área de Proteção Ambiental) do Engenho Pequeno. Uma antiga barragem da fazenda forma uma pequena cachoeira artificial num afloramento rochoso, e a partir daí o rio corre encaixado nas fendas da rocha formando várias piscininhas naturais (entre os morros da fazenda e do Castro). No passado esse local deve ter proporcionado inúmeros banhos de rio, quando a água era limpa e a antiga estrada do rio das Pedras, que seguia a direção do vale, era uma estrada ativa. Atualmente todo esse trecho, mesmo no interior de uma floresta secundária, encontra-se em avançado estado de degradação, pelo acúmulo de lixo no leito e nas margens do rio e pela falta de saneamento básico no Morro do Castro, que deixa a água escura, espumosa e fedorenta. As filmagens foram feitas por Everaldo Cruz (7B) e pelo Professor Raphael Awata (Educação Física), que explorou a percepção dos alunos no fim das atividades desse dia (monitoramento da água e trilha na mata pelo curso do rio). Confira!

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Monitoramento do rio das Pedras na cachoeira da Fazendinha

   Na quarta-feira dia 18 de setembro, fizemos à tarde (no horário do projeto "Novos caminhos da escola") - eu, Prof. Raphael e 11 alunos - uma pequena trilha até a cachoeira da Fazendinha (no início da trilha das ruínas do casarão), um trecho da antiga estrada do rio das Pedras que atravessa um fragmento de Mata Atlântica da A. P. A. (Área de Proteção Ambiental) do Engenho Pequeno. Neste local, uma antiga barragem forma uma pequena queda d'água num afloramento de rochas, e o rio corre um pequeno trecho encaixado entre elas formando pequeninas piscinas naturais, entre os morros da fazendinha (Niterói) e do Castro (São Gonçalo) - o rio faz a divisa dos municípios. Mesmo situado no meio da floresta, este local encontra-se atualmente bastante degradado, com muito lixo depositado no leito do rio e em suas margens, trazido pela correnteza nas chuvas mais fortes. Apesar da poluição, o monitoramento da água com o kit-teste do WWMC (World Water Monitoring Challenge) - programa educacional mundial que promove a conscientização do uso da água do planeta - demonstrou que a sua qualidade não é tão ruim quanto aparenta:
- Temperatura do ar: 25ºC.
- Turbidez (medida de claridade relativa da água): entre 40 e 100 JTU (Unidade de Turvação de Jackson).
- Temperatura da água: 22ºC.
- OD (oxigênio dissolvido - importante para a preservação dos ecossistemas aquáticos): 4 PPM (partes por milhão) - percentagem de saturação: 46.
- pH (potencial de hidrogênio - medida de acidez ou basicidade da água): 7 (a maioria da fauna aquática prefere uma faixa de 6,5 a 8).
   No entanto, enquanto não houver saneamento básico (rede de esgoto) no Morro do Castro, fica difícil recuperar o rio e impossível o banho de cachoeira.
   As fotos abaixo são de Everaldo Cruz (7B).


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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Escolas sustentáveis (2)

   Ainda é um desafio a separação e o tratamento dos resíduos produzidos pela própria escola, mas os alunos do 6º e do 7º ano deram neste 1º semestre um exemplo de boa vontade e mostraram que não é difícil separar o lixo de papel dos outros produzidos diariamente em sala de aula. Encheram duas caixas de papelão nesse período. Recentemente a escola adquiriu lixeiras coloridas, o que fortalece este trabalho pedagógico, mas é preciso também que haja políticas públicas para que o lixo separado nela não seja misturado novamente na coleta. Alguns tipos de resíduos podem ser reciclados na própria escola, como o lixo orgânico, principalmente o lixo verde - restos de folhas e galhos secos de árvores - rico em nutrientes para as plantas. Na EMJB isso já acontece há alguns anos, quando foi percebido o potencial da biomassa na adubação dos canteiros. Hoje, os funcionários da escola varrem as folhas secas do pátio cimentado para dentro deles. E os da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que periodicamente fazem uma faxina geral no terreno, deixam os sacos cheios lá mesmo para a compostagem. Uma grande vitória, já que o solo da escola vai ficando cada vez mais fértil, sem gasto nem desperdício. Já a campanha de recolhimento do óleo de cozinha usado, que também acontece há alguns anos na EMJB, ajuda a conscientizar as pessoas do potencial poluidor dos resíduos.



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domingo, 5 de junho de 2011

No dia mundial do meio ambiente


Uma cena impressionante no rio Imboaçu, no município de São Gonçalo, é o retrato do atraso e do descaso do governo e da sociedade com as questões ambientais urbanas. A coleta de lixo na cidade é precária e uma parcela dos moradores se acha no direito de jogar o próprio lixo no rio. Uma situação que coloca a própria população em risco, no caso de uma chuva forte, num local onde existe um posto de saúde e um colégio estadual (rua Luiz Pereira dos Santos, bairro Boa Vista (!)).




As duas primeiras fotos e o texto foram publicados no jornal O Globo em 06/06/11:

RIO - As águas do Rio Imboaçu, em São Gonçalo, desaparecem embaixo do lixo jogado pela população local. O flagra foi feito pelo leitor Rogério Lafayette neste domingo (05), Dia Mundial do Meio Ambiente. Ele conta que a coleta de lixo no município é precária e que, por falta de instrução, a população não para de despejar detritos no córrego.
"Veja o retrato do atraso e do descaso do governo e da sociedade com as questões ambientais. A coleta de lixo na cidade é pouca e alguns moradores acham que têm o direito de jogar lixo no rio. Isso coloca todos em risco no caso de uma chuva forte", alerta Lafayette.
A Prefeitura de São Gonçalo argumentou que os rios do município são limpos pelo Departamento municipal de Recursos Hídricos. Contudo, a população joga lixo no local com frequência.
Por causa da denúncia, a prefeitura promete uma nova limpeza em até 30 dias e diz que o rio deve ser revitalizado no início de 2012. Pelo projeto, o curso da água seria desobstruído e o entorno ganharia uma pista para caminhada, ciclovia e ecobarreiras.
Segundo o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), os rios afluentes são os maiores culpados pelo despejo de lixo na Baía de Guanabara. O órgão defende que só uma forte política de educação ambiental e junto com um radical reforço na coleta dos materiais iria sumir com o lixo que polui as águas e prejudica o transporte das barcas na Baía.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Monitoramento da água

Um dos maiores desafios de 2011 será o monitoramento da água do poluído rio das Pedras, que passa perto da escola e é formado por nascentes do Morro do Castro, como a Sereia. É um rio típico da metrópole do Rio de Janeiro que deságua na Baía de Guanabara: já nasce valão, drenando morros ocupados por populações que ainda convivem com a falta de saneamento básico. Curiosamente, depois de atravessar o bairro gonçalense ele faz uma curva para sudeste e penetra numa área preservada de Mata Atlântica, formando até cachoeira. Já visitei alguns pontos com os alunos, e neste final de ano fui com Lucas Lima e Andréa Regina, da turma 6A - que juntos com Rafaella Silva, monitoraram as chuvas de 2010 - para um teste na beira do rio, ao lado do campo do Gordo. Coletamos água numa garrafa pet para análises de oxigênio dissolvido, PH e turbidez, com material do World Water Monitoring Day - um programa internacional de educação voltado para a proteção dos recursos hídricos do planeta - enviado pela Professora Rosa de São José dos Campos (SP). Os alunos da EMJB infelizmente não conseguem enxergar um rio limpo no lugar do valão (como um dia já foi), pois se acostumaram desde cedo com a sujeira e o cheiro de esgoto.

Por outro lado, li recentemente um texto sobre renaturalização de rios em metrópoles brasileiras (Medeiros e Magalhães Júnior/UFMG), que cita exemplos bem sucedidos no país, como o de Curitiba, onde foram criados parques para a conservação de áreas permanentes de fundos de vale, para a prevenção de enchentes e a ampliação do saneamento básico, revalorizando os rios como elementos da paisagem da cidade. Esses autores concluem, com base em experiência em Belo Horizonte, que a percepção da população local, que tradicionalmente reforça o modelo convencional de gestão dos cursos d'água urbanos (sintetizado nas obras de canalização) e a manutenção de  posturas tradicionais por parte do poder público, pode também ser fonte de difusão de novos procedimentos, na medida em que aumenta o grau de apropriação e aceitação de intervenções alternativas por parte das comunidades. É um trabalho que acredito ser possível também no rio em questão, a começar por uma educação ambiental contínua, que possa preparar os alunos para essa recuperação.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Poluição na Baía de Guanabara

Que a Praia das Flechas, no Ingá, em Niterói, vive suja, isto não é nenhuma novidade. O problema é que toda vez que chove ficam evidentes as saídas de esgoto despejando sujeira na areia e no mar (em primeiro plano). São as chamadas línguas-negras, que enquanto não foram combatidas nas praias do Rio, apareciam a cada chuva forte e manchavam os cartões postais da cidade, tornando o banho de mar impróprio perto delas. Na Baía de Guanabara, a situação se agrava já que a renovação das águas é mais lenta. Se continuar assim, como será possível despoluir a Baía? Os garis limpam a praia toda vez que o lixo se acumula, mas não estariam enxugando gelo? Nesta situação, até o cachorro está correndo riscos.


Matéria publicada no Eu Repórter do Globo..

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os rios em volta da EMJB*

Existem dois rios que nascem próximos da Escola Municipal João Brazil: o rio Bomba e o rio das Pedras. Observando o mapa acima, é possível percebê-los: o primeiro nasce próximo ao cruzamento das linhas pretas e corre para noroeste. O segundo nasce mais ao norte e corre na direção sudeste. Ambos fazem parte da bacia hidrográfica da Baía da Guanabara.

O rio Bomba drena o vale de Tenente Jardim e vai direto para a baía (a foto acima mostra a visão para o noroeste). Tem aproximadamente 3,5 km de extensão e em muitos trechos - quando não corre em galerias subterrâneas - faz a divisa dos municípios de Niterói e São Gonçalo, nos bairros de Tenente Jardim, Barreto e Neves.

O rio atravessa algumas casas que sobem as encostas do vale e no sopé do morro, quando cruza a rua Dr. March, já é um valão. Não é difícil perceber que falta saneamento básico no limite dos municípios das duas cidades. Como os rios da região metropolitana, o Bomba é degradado e contribui para a poluição da baía.

O rio das Pedras nasce na localidade conhecida como Sereia e drena uma bacia suspensa (na parte norte do mapa, começando pelo "coração" rosado no cruzamento das linhas pretas). Segue na direção contrária do outro e, depois de atravessar muitas casas, corre "encaixado" entre dois grandes morros florestados.

Antigamente, formava piscinas naturais onde, segundo relatos de antigos moradores, era possível pescar até camarão (pitu). Com a urbanização, as piscinas foram soterradas, cimentadas e o canal virou outro valão. O rio das Pedras é afluente do Colubandê, que é afluente do Alcântara, que encontra o Guaxindiba antes de chegar na Baía de Guanabara.

O rio atravessa a A.P.A. do Engenho Pequeno - drenando encostas florestadas de Mata Atlântica do último fragmento de São Gonçalo - e forma, em alguns trechos, pequenas cachoeiras. Atualmente não é possível tomar banho nelas.

O lixo espalhado nas margens sugere que o canal transporta muitos resíduos quando a sua vazão aumenta, nas chuvas mais pesadas.

Em outros pontos é possível perceber o acúmulo de sedimentos que contribuem para o assoreamento do rio. Eles são trazidos pela erosão das águas e depositados onde a corrente perde a sua força. Os entulhos no meio da mata demonstram um fluxo intenso de materiais.

A foto acima mostra a visão da floresta, para o sudeste, no vale do rio das Pedras.

Um terceiro rio (Vicência?) nasce um pouco mais afastado da EMJB, corre na direção sudoeste para o Fonseca e faz parte da bacia do canal da Alameda - observe no mapa.


*da série "a importância do trabalho ambiental em uma escola municipal".

terça-feira, 15 de abril de 2008

Campanha do óleo na EMJB

Cartaz da campanha do óleo de cozinha usado na E. M. João Brazil e primeiros resultados: em poucas semanas, pessoas juntando, litros se acumulando e hábitos mudando! Começa na escola...






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quinta-feira, 27 de março de 2008

Niterói imunda (2)

Feriado de Semana Santa em Niterói, dias lindos de sol, belas paisagens e... praias imundas! Para quem não conhece Niterói, é fácil acreditar na propaganda de melhor IDH (índice de desenvolvimento humano) do Estado do Rio, 3º melhor do Brasil, 4ª cidade em qualidade de vida (do Brasil?), cidade educadora, etc. Mas basta conhecê-la um pouquinho para perceber que tudo isso é pura propaganda enganosa. Não que eu não goste desta cidade, pelo contrário, gosto muito, mas tenho que admitir que ela não é nada disso. Ou pelo menos não está sendo. Tem lá os seus encantos, mas também deixa muito a desejar. Engarrafamentos constantes, logradouros públicos abandonados, praias sujas e sem condições de banho, escolas públicas problemáticas, sociedade e políticos omissos, etc.

Creio que a culpa não é só do governo, é da população também: não vejo nenhuma mobilização, protesto, reinvidicação ou cobrança por parte dos moradores desta cidade. A maioria das pessoas está acomodada, não acredita em mais nada, não quer se comprometer e/ou se dar ao trabalho de lutar por alguma coisa em prol do coletivo. No passado, morria-se por um ideal. Hoje, cidadania, ética e democracia, por exemplo, são apenas palavras em discurso de quem não é cidadão, nem ético, nem democrata. Os bons exemplos estão cada vez mais raros. Essa talvez tenha sido a grande contribuição do PT no poder no nosso país: enterrou de vez as esperanças daqueles que, desde 1989, sonharam com uma grande mudança no Brasil. Mudamos sim, para pior, viramos de vez uma "Umbigolândia".

Fotos e vídeo: a sujeira em toda parte! No caso, praias das Flechas e Icaraí.





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