

Dias depois, os envelopes chegaram nas mãos de alunos do 6º e 7º anos. As sementes enviadas foram plantadas em casa e na escola e despertaram a curiosidade e o interesse em conhecer mais as plantas do nosso terreno. As cartas, por sua vez, aguçaram a vontade de se comunicar com alunos de outro Estado.

A resposta aos remetentes envolveu o envio de sementes da EMJB - a maioria de feijão guandu (Cajanus cajan (L.)) - e a produção de textos descritivos acerca da horta, da escola, do bairro e da vida dos próprios alunos. O uso do meio virtual (internet) foi o ponto de partida para essa atividade, mas cabe destacar que tal meio de comunicação não substituiu o tradicional uso do correio, que valoriza a escrita e promove um contato “real”, concretizando as relações através do envio de objetos.
O título da matéria, sugestão da Professora, é um convite não só ao intercâmbio de sementes, mas às inúmeras possibilidades de trocas envolvendo as pessoas, o meio ambiente, as escolas e as experiências positivas. Um passo importante foi dado e uma grande teia começa a ser construída...
Por enquanto está só no início mas já originou um painel apresentado na Feira Integrada da EMJB. Agradecimentos aos alunos de ambas as escolas, pela participação e dedicação, e à Professora Rosa pela parceria e incentivo.
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3 comentários:
Olá Rogério!
Acho que conseguimos dar um passo importante, pois essas trocas podem sinalizar outras práticas possíveis e valores que acreditamos tão urgentes. Estou na expectativa que aprendizagem aconteça realmente e tenhamos a oportunidade de experimentar outras formas de convivência e de superação de um sistema desigual.
O legal de tudo isso, como você já colocou no painel é que vamos vivenciar o desafio de utilizar o velho e o novo, ou seja, a carta e a net, a espera e o instantâneo, que são diferentes formas de comunicação, incentivando a leitura e a escrita, na busca de inventar, adaptar e reconstruir um caminho mais criativo, alegre, para fazer a diferença no sentido de concretizar práticas mais próximas da realidade desses garotos, pois toda e qualquer ação dentro da escola somente terá sentido se estiver voltada para romper o ciclo vicioso da reprodução da pobreza, alienação e marginalização, não é??
Bom, acredito que uma grande teia está sendo construída, por enquanto, por nós, paulistas e cariocas, que juntamos nossos sonhos na esperança de um outro mundo possível...
Parabéns e obrigada pela parceria.
Olá Rosa!
É isso aí! Também estou na expectativa. Gosto especialmente quando você fala em aprendizagem significativa... Esse conceito é seu? Acredito que nesses momentos realmente ocorram aprendizagens significativas. Uma vez alguém perguntou por que ficava depois do horário na horta. Porque o que se aprende ali, na prática, em pouco tempo, pode valer mais do que toda a manhã em sala de aula.
Se não fosse você, essa troca não seria possível!!! Valeu!
Se houvesse alguém que me fizesse o favor de me arranjar o feijão guandu (Cajanus cajan), ficaria muito grato.
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