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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Costão de Itacoatiara

   Subida do Costão de Itacoatiara, no Parque Estadual da Serra da Tiririca, um dos melhores locais (senão o melhor!) do continente para se avistar o gigante deitado, formado pelas montanhas do Rio de Janeiro vistas do mar. Após uma rápida caminhada na mata, chega-se ao trecho mais difícil do percurso, no início da pedra (mais íngreme), onde uma corda foi usada para facilitar a passagem. No alto do costão a linda paisagem encantou a todos, ainda mais depois da vista do gigante adormecido, inicialmente despercebido. Participaram desta aventura alunos das turmas 7A, 7B, Victor Hugo (grêmio), o ex-aluno Baba, os professores Raphael, Paulo e Laudicéia e até o motorista do ônibus, Jacó, autor de algumas fotos, junto com Dayanna (7B) e Thayanna (7A). A filmagem de Thayanna e Raphael captou o momento mágico desse dia, a percepção do gigante durante a pequena aula de geografia na melhor sala de aula de Niterói.



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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Um dia histórico

Subida ao Costão de Itacoatiara com alunos e professores da EMJB, realizada no dia 16/10/12. Participaram dessa primeira expedição a um dos lugares mais bonitos de Niterói: Professores Raphael (Ed. Física, idealizador do trabalho de campo), Etelvina (Ciências), eu, Rosângela (Ed. Física), alunos das turmas 7A e 7B, Victor Hugo (grêmio), Fernando Baba (ex-aluno) e o arquiteto Ramon Abeyá, além do guarda florestal do Parque Estadual da Serra da Tiririca que nos acompanhou para reforçar a segurança do grupo. Uma corda foi usada para facilitar a subida no início da caminhada sobre a rocha e deu mais emoção à aventura. As fotos foram feitas pelos alunos Luiz Brayan (7B) e Evelyn (7A). O vídeo foi feito pelo Baba e mostra um trecho da pequena aula de Geografia dada no tôpo do Costão, aproveitando o ambiente ideal - a "sala de aula" perfeita!

Fotos de Luiz Brayan:

Fotos de Evelyn Bandeira:


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sábado, 2 de junho de 2012

Caminhos de Darwin (2)

 A Profª Kátia Mansur (Geologia/UFRJ) explica a visão dos geólogos sobre o aquecimento global, durante uma caminhada promovida pelo Núcleo de Ações Integradas da FME no Parque Estadual da Serra da Tiririca: uma amostra do potencial educativo dos Caminhos de Darwin...

 
A floresta encanta com os seus mistérios - que plantas são essas?...

Dá para imaginar a reação dos naturalistas com a natureza tropical...

O afloramento de rocha (gnaisse facoidal) virou uma sala de aula...

Um pau-ferro (Caesalpinia ferrea), árvore nativa da Mata Atlântica, foi plantado com alunos da Profª Jucimar numa área degradada. Foto: Emanuelle...

   Elson (ex-aluno da EMJB), Emanuelle e Emanuel, da E. M. Altivo César.

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domingo, 30 de outubro de 2011

Caminhos de Darwin


"Às nove horas, juntei-me ao grupo na Praia Grande, vilarejo do lado oposto da enseada. Éramos seis: o sr. Patrick Lennon, um irlandês disciplinado que fez uma grande fortuna quando o Brasil se abriu para os ingleses vendendo espetáculos, termômetros etc. Cerca de oito anos atrás, ele comprou um terreno com floresta em Macaé e ali instalou um agente inglês. A comunicação é tão difícil que, desde aquele período, ele não conseguiu obter qualquer remessa. Após tanto atraso, o sr. Patrick resolveu visitar pessoalmente sua propriedade. Foi fácil acertar que eu lhe faria companhia e esta era com certeza uma excelente oportunidade para ver o país e seus habitantes. O sr. Lennon morou no Rio por 20 anos e, portanto, estava bem qualificado para obter informações, com sua disposição tão astuta e inteligente. Ele estava acompanhado por seu sobrinho, um jovem arguto que estava seguindo os passos do tio e fazendo dinheiro. Em terceiro vinha o sr. Lawrie, um escocês inteligente e cultivado, homem egoísta e sem princípios cujos negócios se dividiam entre o comércio de escravos e as trapaças. Ele trouxe consigo um amigo, o sr. Gosling, aprendiz de farmacêutico. O irmão do sr. Lawrie se casou com uma bela brasileira, filha de um grande proprietário de terras, também em Macaé, e é essa pessoa que o sr. Lawrie estava indo visitar. Um garoto negro que serviu de guia e eu completamos o grupo. A natureza do Brasil poucas vezes viu um grupo de aventureiros mais extraordinário e quixotesco."


"Nosso primeiro estágio foi muito interessante. O dia estava poderosamente quente e tudo estava quieto quando passamos pela mata, com exceção das borboletas grandes e brilhantes que batiam asas com indolência. A vista que tivemos ao cruzar as montanhas por trás de Praia Grande foi muito sublime e pitoresca. As cores eram intensas e o matiz predominante era um azul escuro, com o céu e as águas calmas da baía rivalizando em esplendor. Após passar por uma região cultivada, adentramos uma floresta cuja grandeza não podia ser superada. À medida que os raios de sol penetravam a massa emaranhada, lembrei-me energicamente de duas gravuras francesas feitas a partir dos desenhos de Maurice Rugendas e Le Compte de Clavac. Elas representam bem o número infinito de cipós e plantas parasitas e o contraste das árvores florescentes com os troncos mortos e podres. Eu não conseguia de maneira alguma parar de admirar essa cena. Chegamos por volta do meio-dia a Itaocaia, pequeno vilarejo situado em uma planície. Em torno das casas centrais, estão as cabanas dos negros, cuja forma e posição regulares me lembraram os desenhos das moradas dos hotentotes do sul da África. Isso talvez evoque para essas pobres pessoas no meio da escravidão a casa de seus pais. Como a lua se levantaria cedo, determinamo-nos a partir naquela noite para nosso pouso na lagoa Maricá."


"Como foi ficando escuro, passamos sob uma das montanhas maciças, nuas e escarpadas de granito tão comuns nesta região. Este lugar é famoso no país por ter sido durante um longo período a morada de alguns escravos fugidos que, cultivando uma pequena gleba de terra próxima ao topo, conseguiram tirar dali seu sustento. Por fim, alguns soldados foram enviados e os prenderam todos, com exceção de uma velha que, a ser capturada de novo, preferiu se espatifar em pedaços e jogou-se bem do topo da montanha. Fosse ela uma matrona romana e isso seria chamado de patriotismo nobre; como se trata de uma negra, foi chamado de obstinação brutal!"


"Continuamos cavalgando por algumas horas. Nas últimas milhas, a estrada se emaranhava e passou por um deserto de pântanos e lagoas. A paisagem sob a luz pálida da lua parecia bem desolada. Alguns vaga-lumes passaram rapidamente por nós e um maçarico solitário emitiu seu canto queixoso ao levantar vôo. O bramido distante e taciturno do mar que combinava com os nossos sentimentos mal quebrou o silêncio da noite. Chegamos afinal à venda e tivemos grande prazer de nos deitar nos colchões de palha."
 
 
Texto: Diário de Charles Darwin (8 de abril de 1832).
Fonte: http://www.casadaciencia.ufrj.br/caminhosdedarwin/.
Fotos da caminhada promovida anualmente pela FME (22 de outubro de 2011), uma parceria do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) com a Profª Kátia Mansur (UFRJ).

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domingo, 29 de março de 2009

Ponto culminante de Niterói


A Pedra do Elefante, na Serra da Tiririca, divisa com Maricá, é o pico mais elevado de Niterói, com aproximadamente 412 metros de altitude. Aparece em mapas com o nome de falso pão-de-açúcar, pois dizem que o paredão rochoso confundia os navegantes que vinham do Cabo Frio, pensando tratar-se do verdadeiro que fica na entrada da Baía de Guanabara. Por sua vez, este nome vem da semelhança destas montanhas com o formato das caixas que levavam o açúcar para Portugal, os pães-de-açúcar. Nas rochas locais predomina o gnaisse (quartzo, feldspato e mica) do tipo facoidal, de constituição mineralógica grosseira, que forma calombos que facilitam a aderência e a caminhada na pedra. Acima, a "cabeça do elefante" vista do Costão de Itacoatiara.


A trilha para subir começa no Mirante de Itaipuaçu.


O mirante visto do ponto mais alto da cidade.


Visual do litoral leste: Itaipuaçu, Maricá.


Visual do oeste: região oceânica de Niterói e Rio de Janeiro.


Trecho da carta topográfica da Guanabara (1:50.000).


Vista panorâmica 360º do tôpo (clique para ampliar).


O pico visto do Parque da Cidade (Morro da Viração).

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Flora dos Costões de Itacoatiara


Quando subi o Costão de Itacoatiara pela primeira vez, no começo deste último verão, fiquei imaginando o visual de lá de cima desde o início da caminhada. O que eu não imaginei em nenhum momento é que, tão alucinante quanto a vista do tôpo, é a vegetação típica dos paredões rochosos costeiros. Ao longo da subida, depois que se sai da mata, aparecem esplêndidas orquídeas, bromélias, cactos, palmeiras e várias outras plantas agarradas à rocha, adaptadas àquele ambiente de solos rasos, muito sol, ventos, umidade do mar e variações térmicas. Uma bela amostra da exuberância e diversidade do mundo tropical, para deixar qualquer naturalista ou simples admirador da natureza de queixo caído. Muitas espécies estavam florescendo, tornando a incrível paisagem ainda mais espetacular. A coleção apresentada reúne também imagens colhidas em mais duas subidas, ocorridas neste início de outono, no Costão e no Alto Moirão (Pedra do Elefante). Que maravilha de Niterói!


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