quinta-feira, 5 de junho de 2014

Saudade

   A última atividade fora de sala, no início deste ano, com a turma 7A, aproveitando uma aula sobre cultura indígena e apresentando aos alunos a planta básica da alimentação dos índios - a mandioca. Fotos de Everaldo Cruz.


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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sinais do tempo

   Uma das árvores mais "antigas" e apreciadas da escola - e de destaque no blog (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui!) - o urucum (Bixa orellana) tombou depois de uma forte ventania, segundo o funcionário Luís, marcando o fim de uma era na EMJB. Como uma das primeiras árvores cultivadas na horta, quando ali ainda não havia vegetação, ela cresceu junto com a transformação do espaço e era uma das preferidas dos alunos, que adoravam brincar com suas sementes, fazendo tinta, imitando índio e pintando pele e corpo (veja nos links). Como a vida não para, das sementes casualmente espalhadas pelo solo já brotaram duas novas mudas, sinalizadas com estacas: renovação natural!


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segunda-feira, 28 de abril de 2014

O veneno está na mesa 2


   Segundo documentário de Silvio Tendler sobre o uso de agrotóxicos no Brasil - o maior consumidor mundial desde 2008 - e suas consequências para a saúde, o meio ambiente, a sociedade...

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

A gente colhe o que planta (2?)


     Você sabia que a EMPF (Escola Municipal Paulo Freire, onde tudo começou) já teve uma hortinha? (Esta foi uma das primeiras matérias publicadas no blog, há 7 anos, em 20/04/07). Foi no ano de 2004 (10 anos se passaram!), e ficava nos fundos do terreno do prédio, por isso pouca gente conheceu (este espaço-lugar não existe mais e ficava onde é hoje a UPA do Fonseca). Não foi nada fácil mantê-la, pois era preciso carregar água (em garrafas pet) até o local para a rega das plantas, em épocas de estiagem (pouca chuva). Muitas vezes foi preciso dar a volta pelo portão da escola, e uma viagem não era suficiente para regar todas as mudinhas (que trabalho que dava!). Mesmo assim, a natureza ajudou bastante naquele ano e a hortinha resistiu até o fim das aulas. Foram cultivados tomates e alguns temperos como manjericão, salsinha e cebolinha, distribuídos para alguns funcionários após a colheita (infelizmente não há registros). Na foto (acima, dos últimos cultivos, não) vemos o professor Filipe de História junto ao canteiro (veja a foto e a matéria original clicando aqui!).  
Um comentário (foi feito, vindo de lá da EMPF meses depois):
Anônimo disse... Você é um grande exemplo de colher o que planta né Rogério?
Quem mandou querer dar uma de soberano?
Agora está aí se roendo por dentro porque não está mais na EMPF.
Mas não ligue, de repente Vander e Edna irão te fazer companhia ano que vem
hahahahahahahahahaha
(só pra sentir o clima!)

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Outono 2014

 Bastou as chuvas caírem para a escola ficar verde, depois do verão extremo...

 Com a temperatura mais amena, um passeio por ela fica bem mais agradável...

 No alto os fundos da quadra, depois a lateral e acima a horta. Foto: Daiane...

Uma das minhas árvores preferidas (cacau) em primeiro plano. Foto: Daiane...

 Outra: o urucum da entrada da horta, agora com duas copas. Foto: Daiane...
 
 As atrações às vezes ficam bem escondidas no meio do verde: café amarelo...

 
Os frutos camuflados por pouco não escondem um pé de acerola carregado...

 No caixote esquecido da Jéssica (Pibid), pé de abóbora e couve. Foto: Daiane...

O carinho e o interesse dos alunos da EMJB não tem preço! Daiane e Letícia.

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sábado, 22 de março de 2014

Há 1 ano...

Professor de Niterói entre os vencedores de prêmio internacional
   
  Os prêmios reconhecem os níveis de relevância e o esforço educacional e são concedidos por representação continental 

   Em homenagem ao Dia Mundial da Água das Nações Unidas (22 de março), o World Water Monitoring Challenge (WWMC) anunciou os ganhadores dos prêmios anuais “Quarto Campeão de Água”. Os prêmios reconhecem os níveis de relevância, o esforço educacional, o suporte e a inovação na promoção da qualidade da água, através do envolvimento com a World Water Monitoring Challenge (WWMC). 
   Em 2013, o programa homenageou os notáveis esforços de oito grupos com quatro participantes individuais para o alcance realizado em 2012. Entre os ganhadores individuais está o professor Rogério Lafayette Pinto que envolveu 150 alunos da Rede Municipal de Educação do Município de Niterói na defesa do Rio da Pedra, no Morro do Castro, em Niterói. Os trabalhos aconteceram durante os meses de março a novembro de 2012. 
   Sob a liderança de Lafayette Pinto, que é geógrafo formado pela UFRJ e com especialização na UERJ/FFP em dinâmicas urbano-ambientais, os alunos monitoraram o rio em vários pontos, plantaram árvores ao longo de suas margens, participaram de feiras de ciências e criaram uma campanha para limpar o rio. Em uma das feiras, os alunos apresentaram uma petição solicitando um rio limpo, que foi assinado pelo Secretário Municipal de Educação, o Secretário Municipal de Ciência e Tecnologia e cerca de 200 outros membros da comunidade. O professor lembra que outras pessoas o ajudaram no projeto e cita, como exemplo, os estagiários estudantes de geografia. 
   Para 2013, os planos do professor são continuar a campanha para limpar o rio e trazer essa experiência para outras escolas na cidade, sempre utilizando os kits de WWMC. “Esta foi uma conquista de toda a escola João Brazil, em especial da direção que apoia este trabalho e dos alunos que o realizam com entusiasmo", finalizou Rogério Lafayette.
Imagem: cedida por Rogério Lafayette

A Matéria foi publicada no Jornal EI! nº32 em junho de 2013.

https://www.facebook.com/jornalei 

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Matéria na Folha de Niterói


 Fazendo a sua parte
Professor mobiliza alunos de uma escola pública para atividades sustentáveis

por Alexandre Brasil

   O entusiasmo dos alunos em fazer as tarefas do projeto de educação ambiental “Em Cada Canto um Canteiro Cultivado”, e os resultados alcançados com essas experiências, têm recompensado professores e funcionários da Escola Municipal João Brazil, no Baldeador. O projeto foi idealizado pelo professor de geografia Rogério Lafayette, eleito um dos ícones da educação em 2013 pela UPPES-Sindicato (União dos Professores Públicos no Estado), que chegou à escola em 2007 e logo percebeu que no terreno existiam espaços com solo ociosos, com potencial para serem aproveitados. 
   “Um dia vi da sala de aula os garis colocando as folhas secas do chão – que nas florestas tropicais formam a camada mais rica em nutrientes para as plantas – em sacos de lixo. Era o retrato da cultura do desperdício. A partir daí combinamos, professores e alunos, depositá-las num espaço demarcado e desde então esse foi o nosso grande recurso – o chamado lixo verde – para recuperar o solo e cultivar diversas espécies vegetais”, disse Rogério. 
   O professor completou dizendo que eles passaram também a fazer medições de chuva com pluviômetros caseiros após a chuva de abril de 2010, que afetou bastante o entorno da escola. 
   Além de estarem sempre em contato com a natureza e aprenderem a importância de preservá-la, os alunos têm a possibilidade de levar alimentos saudáveis para suas casas. “Eles aprendem a cultivar e consumir na própria escola, sejam hortaliças, frutas ou raízes (mandioca). É surpreendente quando o trabalho realizado é recompensado com uma boa colheita e os alimentos produzidos, sem agrotóxico, são compartilhados com todos”, relatou o professor. 


    Os alunos não ficam somente presos às atividades extraclasses no quintal da escola. Os professores também os levam para excursões, como a subida do Costão de Itacoatiara e a Trilha das Torres, onde o contato com a natureza é muito forte. E em uma dessas excursões, os alunos obtiveram um resultado que surpreendeu o professor. 
   “O trabalho realizado com as turmas do 7º ano em 2012, quando alguns alunos se envolveram bastante com a revitalização do Rio das Pedras, o valão do morro, foi incrível. Sensibilizados através de pesquisas e trilhas, plantaram árvores em suas margens, fizeram análises da água com um kit-teste do WWMC (World Water Monitoring Challenge) e brilharam nas apresentações em feiras de ciências Municipal e Estadual, onde colheram dezenas de assinaturas num abaixo-assinado para despoluição do rio”, comentou o geógrafo. 
   Vale lembrar que o WWMC, um programa educacional de alcance internacional que promove a conscientização do uso da água em todo o planeta reconheceu e premiou esse trabalho como um dos melhores da América do Sul naquele ano.
   Lafayette aproveitou o espaço e fez um alerta aos pais e às autoridades: “é preciso diminuir o distanciamento dos jovens urbanos em relação à natureza e aos riscos ambientais, através principalmente de práticas voltadas para esse fim. Além disso, o que se vê em muitas escolas hoje são espaços totalmente cimentados, nenhuma atividade com solos, resíduos sem nenhum tratamento, muito gasto de água e energia elétrica”. 
   Com este belo projeto, o professor Rogério não apenas ensina a importância da conscientização sobre o meio ambiente para os jovens, como também mostra a relevância da atitude ao “dobrar as mangas” e fazer a sua parte, independentemente do governo.



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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dois mil e quatorze

   Foi chegar na escola e achar um milhão! A primeira e única espiga da EMJB, do pé que nasceu na fina camada de folhas secas ao lado do portão dos carros, quase no cimento, durante as férias. Foi um primeiro bom sinal, que depois compartilhei com o Marcos da Secretaria, interessado também nas sementes...

   Eu já imaginava que não sobraria nada na horta com esse clima extremo. Mas foi só chegar e a Graziele (6B do ano passado) já veio ao meu encontro me contando como estava, fazendo as fotos acima e abaixo. Embora impressionante, como nunca vi em todos esses anos - a horta completamente seca - o que valeu foi o interesse no primeiro dia, também um bom sinal... 


   Por outro lado, devido a esse evento climático extremo - semanas de calor intenso e estiagem - e com a contribuição do homem, Niterói está agora mais vulnerável às catástrofes relacionadas a chuvas, com vegetação queimada e solos sem proteção em vários morros da cidade, próximo das águas de março. Nem o morro do Castro escapou aos incêndios...

   
   Hoje a Adriana (7B do ano passado) veio me perguntar se não iríamos instalar os pluviômetros, pois perderíamos a provável chuva do final de semana. Eu nem havia me ligado que serão os primeiros dados do mês, mas gostei de saber que as medições de chuva continuarão, o que foi mais um bom sinal. Graças a ela, os pluviômetros já estão instalados, um no canteiro interno e outro na horta...


   Como disse a Professora Maria Julião, não estamos semeando no deserto! Visita de Elisa e Maiara, novas alunas do Colégio Pedro II Niterói. Foto: Adriana.

Foto: Lutar, resistir, até a portaria cair! 
Enquanto isso, cresce a mobilização de professores contra ataques do governo.
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Tempo tempo tempo... (2)

   Acima, Danielle Cruz e o pau-brasil (Caesalpinia echinata) da EMJB no início deste mês. A muda da árvore que dá nome ao país, nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção (doada pelo Instituto Casa do Pau Brasil) foi plantada por ela e colegas de turma em agosto de 2010, nos fundos da quadra esportiva. As fotos abaixo, desse dia, são de Fabrícia Soares.

 

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A árvore do balanço

O fruto de cinco amizades

Uma árvore que pode
não ter significados
mas que para mim pode ter.

Uma árvore onde amizades
podem nascer, onde
sentimentos de amizade
podem aparecer.

Cinco amigas que dali
começaram a surgir
onde a conversa vai
e vem onde tristezas
vão embora com a ajuda
das amigas que estavam ali.

Uma árvore que ajudou
a unir amizades, uma
 árvore amiga.

Amigas onde uma conta
a outra momentos felizes
aonde uma enxuga a lágrima
das outras.

Talvez se a árvore não
estivesse lá pessoas
não conheceriam e
tristezas existiriam.
 
Géssica (7A).

Trabalho feito pelos Professores Laudicéia Tatagiba e Paulo Fernando Vanna (Língua Portuguesa).
Clique aqui para conhecer o balanço da árvore.

    A árvore do balanço que inspirou a poesia - ao fundo nas fotos de Caroline (7A de 2011) e Claudio (6B de 2012), mais acima - é uma Gallesia integrifolia, conhecida como pau d'alho, guararema ou ibirarema, árvore brasileira que ocorre tanto na mata atlântica quanto na floresta semidecídua da bacia do rio Paraná. Planta pioneira, de rápido crescimento (considerada indicativa de terra boa), produz grande quantidade de sementes, pode chegar a 30 metros de altura e o tronco a mais de 1 metro de diâmetro (fonte: Árvores brasileiras, de Harri Lorenzi). Ela aparece também na primeira foto da matéria anterior. Já o balanço não existe mais, foi retirado de lá - a escola ainda não está preparada para isso.

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domingo, 22 de dezembro de 2013

O ninho de passarinho

 
 
     Um falou que era de sabiá laranjeira, outro que era de sanhaço. Eu mesmo não descobri: foram os alunos que me mostraram. Quem chega na horta hoje tende a olhar primeiramente para baixo, para o chão, para os novos canteiros com hortaliças, e assim as copas das árvores passam mais despercebidas (repare na foto mais acima). Mas a casa do novo morador chamou a atenção dos alunos, na árvore quase ao centro da estrutura em oito deitado: o pé de laranja-da-terra.


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