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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Trilha no rio das Pedras


   Vídeo feito no dia 18 de setembro, durante uma trilha no rio das Pedras, no caminho das ruínas do casarão, que passa pela mata atlântica da A.P.A. (Área de Proteção Ambiental) do Engenho Pequeno. Uma antiga barragem da fazenda forma uma pequena cachoeira artificial num afloramento rochoso, e a partir daí o rio corre encaixado nas fendas da rocha formando várias piscininhas naturais (entre os morros da fazenda e do Castro). No passado esse local deve ter proporcionado inúmeros banhos de rio, quando a água era limpa e a antiga estrada do rio das Pedras, que seguia a direção do vale, era uma estrada ativa. Atualmente todo esse trecho, mesmo no interior de uma floresta secundária, encontra-se em avançado estado de degradação, pelo acúmulo de lixo no leito e nas margens do rio e pela falta de saneamento básico no Morro do Castro, que deixa a água escura, espumosa e fedorenta. As filmagens foram feitas por Everaldo Cruz (7B) e pelo Professor Raphael Awata (Educação Física), que explorou a percepção dos alunos no fim das atividades desse dia (monitoramento da água e trilha na mata pelo curso do rio). Confira!

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Monitoramento do rio das Pedras

Durante uma chuva forte do mês passado, a aluna Flaviane Gabriela (7A) observou a subida do nível da água do rio das Pedras próximo de sua casa e registrou com a câmera do seu celular. Ela percebeu também que a grande quantidade de lixo no canal dificulta o escoamento das águas e pode contribuir para o transbordamento do rio em alguns trechos. Dias depois, na escola, veio me mostrar as fotos e enviou-as pra mim. Compreendi então que o monitoramento do rio pelos próprios alunos, principalmente nos dias de chuva, pode conscientizá-los dos riscos de enchentes e inundações, como neste caso. E que a escola deveria promover periodicamente mutirões de retirada do lixo do canal, com os alunos, para fortalecer a educação sobre os riscos ambientais. Uma ideia deles mesmos, que só precisa de um incentivo para se concretizar.


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domingo, 11 de novembro de 2012

Monitoramento da água do rio das Pedras (2 e 3!!!)



Data: 30/10/2012.
Horário: 12h00 - 12h40.
Local: Campo do Gordo.
Resultados (médias dos 4 grupos da turma, calculadas pelos alunos em sala):
Temperatura do ar: 39,5ºC.
Turbidez (medida de claridade relativa da água): 100 JTU (Unidade de Turvação de Jackson).
Temperatura da água: 30,5ºC.
OD (oxigênio dissolvido - importante para a preservação dos ecossistemas aquáticos): 4 PPM (partes por milhão) - percentagem de saturação: 53.
pH (potencial de hidrogênio - medida de acidez ou basicidade da água): 7,5 (a maioria da fauna aquática prefere uma faixa de 6,5 a 8).
Fotos de Carina Motta e Arinna.



Data: 01/11/2012.
Horário: 7h30 - 8h40.
Local: Campo do Gordo (na outra ponta onde passa o rio).
Resultados (médias dos 5 grupos da turma, calculadas pelos alunos em sala):
Temperatura do ar: 27ºC.
Turbidez (medida de claridade relativa da água): 40 JTU (Unidade de Turvação de Jackson).
Temperatura da água: 24ºC.
OD (oxigênio dissolvido - importante para a preservação dos ecossistemas aquáticos): 3,5 PPM (partes por milhão) - percentagem de saturação: 48.
pH (potencial de hidrogênio - medida de acidez ou basicidade da água): 7 (a maioria da fauna aquática prefere uma faixa de 6,5 a 8).
Fotos de Renata, Paola, Flaviane, Evelyn e Carolina.



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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Rio ou valão?

Vídeo gravado pelos alunos da turma 7B (Bartez, Felipe, Leonardo, Luiz Brayan, Marlon, Victor Hugo e Wanderley) no campo do Gordo na última quarta-feira, dia da Feira de Ciências da EMJB. Neste dia, fizemos um ensaio da apresentação que pretendemos levar para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Campo de São Bento, cujo trabalho principal é o do monitoramento da água do rio das Pedras. Os alunos foram buscar água no rio-valão com a câmera na mão e acabaram conseguindo esta entrevista - exibida em sala na aula de hoje - com um morador antigo do Morro do Castro, que conheceu o rio limpo e cheio de vida. Depois de explorarem a nascente, ouvirem os relatos dos moradores e fazerem a análise da água, finalmente os alunos se convenceram de que o rio nem sempre foi valão. Parece óbvio, mas durante os últimos anos eles chegavam a rir quando eu falava disso: "Sempre foi valão, professor" - diziam. Afinal, está poluído desde que nasceram. Agora, com a descoberta, eles estão querendo o rio de volta!
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Monitoramento da água do rio das Pedras

Turma 7B mais Ludmila, Jéssica e Victor Alexandre (PIBID/UFF).
Data: 28/09/2012.
Local: Campo do Gordo.
Resultados (médias dos 4 grupos da turma):
Temperatura do ar: 27ºC.
Turbidez (medida de claridade relativa da água): entre 40 e 100 JTU (Unidade de Turvação de Jackson).
Temperatura da água: 20ºC.
OD (oxigênio dissolvido - importante para a preservação dos ecossistemas aquáticos): 4 PPM (partes por milhão) - percentagem de saturação: 44.
pH (potencial de hidrogênio - medida de acidez ou basicidade da água): 7,25       (a maioria da fauna aquática prefere uma faixa de 6,5 a 8).
Conclusão: o rio não está tão poluído quanto parece. Os alunos observaram que, na semana anterior (no dia do plantio de árvores), a água estava mais escura. Mas choveu esta semana mais que nos últimos dois meses (julho e agosto), o que provavelmente diminuiu a concentração de poluentes no valão.
Grupos: 1 - Ariana, Hermínia, Milena e Nathany; 2 - Arinna, Jayanne e Lucas; 3 - Bartez, Bruna, Leonardo, Luiz Brayan, Marlon e Michelle; 4 - Carina dos Santos, Euderle, Letícia, Maicon e Stephany.
 Fotos de Ana Carolina e Jéssica.

 Rio das Pedras.
  Agradecimentos especiais à Professora Rosa Santos que enviou de São José dos Campos (SP) o material do WWMD (World Water Monitoring Day) para a realização desta atividade. Valeu Rosa! É só o começo... 

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domingo, 5 de junho de 2011

No dia mundial do meio ambiente


Uma cena impressionante no rio Imboaçu, no município de São Gonçalo, é o retrato do atraso e do descaso do governo e da sociedade com as questões ambientais urbanas. A coleta de lixo na cidade é precária e uma parcela dos moradores se acha no direito de jogar o próprio lixo no rio. Uma situação que coloca a própria população em risco, no caso de uma chuva forte, num local onde existe um posto de saúde e um colégio estadual (rua Luiz Pereira dos Santos, bairro Boa Vista (!)).




As duas primeiras fotos e o texto foram publicados no jornal O Globo em 06/06/11:

RIO - As águas do Rio Imboaçu, em São Gonçalo, desaparecem embaixo do lixo jogado pela população local. O flagra foi feito pelo leitor Rogério Lafayette neste domingo (05), Dia Mundial do Meio Ambiente. Ele conta que a coleta de lixo no município é precária e que, por falta de instrução, a população não para de despejar detritos no córrego.
"Veja o retrato do atraso e do descaso do governo e da sociedade com as questões ambientais. A coleta de lixo na cidade é pouca e alguns moradores acham que têm o direito de jogar lixo no rio. Isso coloca todos em risco no caso de uma chuva forte", alerta Lafayette.
A Prefeitura de São Gonçalo argumentou que os rios do município são limpos pelo Departamento municipal de Recursos Hídricos. Contudo, a população joga lixo no local com frequência.
Por causa da denúncia, a prefeitura promete uma nova limpeza em até 30 dias e diz que o rio deve ser revitalizado no início de 2012. Pelo projeto, o curso da água seria desobstruído e o entorno ganharia uma pista para caminhada, ciclovia e ecobarreiras.
Segundo o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), os rios afluentes são os maiores culpados pelo despejo de lixo na Baía de Guanabara. O órgão defende que só uma forte política de educação ambiental e junto com um radical reforço na coleta dos materiais iria sumir com o lixo que polui as águas e prejudica o transporte das barcas na Baía.

domingo, 14 de novembro de 2010

Trabalho de campo



Carlos Drumond de Andrade escreveu uma vez que a aula de Geografia deveria ser dada em caráter de viagem permanente. Sintetizou assim a importância do trabalho de campo para a disciplina, uma oportunidade de observar o mundo de perto e enriquecer o conhecimento de forma especial.  Estas fotos são do trabalho de campo do Professor Otávio Rocha Leão para as turmas de Geografia da UERJ/FFP, cujo objetivo foi conhecer 3 rios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, avaliar seus estados de preservação/degradação e o de suas bacias hidrográficas. Os pontos visitados foram:
- Rio Bomba (divisa Niterói-São Gonçalo);
- Rio Caceribu (no cruzamento da BR-493 em Itaboraí);
- Voçoroca no encontro das BR´s 493 e 116 (em Magé);
- Rio Guapimirim, na sub-sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, às margens da BR-116.
Na EMJB ainda é preciso fortalecer essa cultura.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os rios em volta da EMJB*

Existem dois rios que nascem próximos da Escola Municipal João Brazil: o rio Bomba e o rio das Pedras. Observando o mapa acima, é possível percebê-los: o primeiro nasce próximo ao cruzamento das linhas pretas e corre para noroeste. O segundo nasce mais ao norte e corre na direção sudeste. Ambos fazem parte da bacia hidrográfica da Baía da Guanabara.

O rio Bomba drena o vale de Tenente Jardim e vai direto para a baía (a foto acima mostra a visão para o noroeste). Tem aproximadamente 3,5 km de extensão e em muitos trechos - quando não corre em galerias subterrâneas - faz a divisa dos municípios de Niterói e São Gonçalo, nos bairros de Tenente Jardim, Barreto e Neves.

O rio atravessa algumas casas que sobem as encostas do vale e no sopé do morro, quando cruza a rua Dr. March, já é um valão. Não é difícil perceber que falta saneamento básico no limite dos municípios das duas cidades. Como os rios da região metropolitana, o Bomba é degradado e contribui para a poluição da baía.

O rio das Pedras nasce na localidade conhecida como Sereia e drena uma bacia suspensa (na parte norte do mapa, começando pelo "coração" rosado no cruzamento das linhas pretas). Segue na direção contrária do outro e, depois de atravessar muitas casas, corre "encaixado" entre dois grandes morros florestados.

Antigamente, formava piscinas naturais onde, segundo relatos de antigos moradores, era possível pescar até camarão (pitu). Com a urbanização, as piscinas foram soterradas, cimentadas e o canal virou outro valão. O rio das Pedras é afluente do Colubandê, que é afluente do Alcântara, que encontra o Guaxindiba antes de chegar na Baía de Guanabara.

O rio atravessa a A.P.A. do Engenho Pequeno - drenando encostas florestadas de Mata Atlântica do último fragmento de São Gonçalo - e forma, em alguns trechos, pequenas cachoeiras. Atualmente não é possível tomar banho nelas.

O lixo espalhado nas margens sugere que o canal transporta muitos resíduos quando a sua vazão aumenta, nas chuvas mais pesadas.

Em outros pontos é possível perceber o acúmulo de sedimentos que contribuem para o assoreamento do rio. Eles são trazidos pela erosão das águas e depositados onde a corrente perde a sua força. Os entulhos no meio da mata demonstram um fluxo intenso de materiais.

A foto acima mostra a visão da floresta, para o sudeste, no vale do rio das Pedras.

Um terceiro rio (Vicência?) nasce um pouco mais afastado da EMJB, corre na direção sudoeste para o Fonseca e faz parte da bacia do canal da Alameda - observe no mapa.


*da série "a importância do trabalho ambiental em uma escola municipal".
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