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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Trabalho de campo

Semana passada, a Geógrafa e Professora Ana Valéria Freire Allemão, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ - São Gonçalo) - que estuda há alguns anos os deslizamentos de terra neste município - veio até a Escola Municipal João Brazil cohecer os locais onde houve deslizamento próximos à escola - todos em Niterói. Depois de conhecer o projeto desenvolvido na EMJB, levei-a (com seu estagiário Gabriel) até a rua A do Loteamento Bento Pestana, onde encontramos Anderson e Andreza (primos e alunos da JB) que, juntos com Higor (irmão dela), nos guiaram pelos caminhos da Cova da Onça. Fomos primeiro na parte baixa da travessa A (foto acima)...

A foto acima é na saibreira, onde ocorreram grandes avalanches...

Lá, a altíssima declividade (encostas verticais!) e o solo totalmente exposto deixam a população ainda mais exposta ao risco de novos deslizamentos...

Por onde passou, a Ana Valéria foi requisitada por moradores locais preocupados com os estragos da chuva. Segundo eles, até hoje - mais de um mês após a catastrófe que atingiu a região - nenhuma autoridade municipal apareceu para avaliar a situação das residências. Angustiados, não conseguem dormir toda vez que ameaça chover forte: uma situação comovente que reflete o abandono do poder público em relação a essa população. A Professora visitou alguns terrenos, explicou que só os técnicos da defesa civil é que podem emitir laudos sobre as casas e ficou de retornar em breve para conhecer melhor o lugar.

Uma aluna já reclamou comigo na escola porque eu não chamei-a para ir também!

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Niterói, a mais atingida

A Escola Municipal João Brazil está recebendo donativos e acolhendo os desabrigados da maior catástrofe natural da história da cidade. A EMJB fica no Loteamento Bento Pestana, sem número, Morro do Castro, Niterói. Telefone: (21) 3714-8589.

Quarta 7 de abril (zona norte - Tenente Jardim, Fonseca e Baldeador):

Vista dos fundos de uma casa na rua A do Loteamento Bento Pestana - Morro do Castro/Teixeira de Freitas. Lá embaixo, moradores tentam encontrar pessoas soterradas em uma casa no sopé da encosta.

Os moradores foram os primeiros a socorrer as vítimas em todos os locais de deslizamentos. Salvaram vidas e ajudaram nos trabalhos de busca por desaparecidos. Solidariedade no caminho da jaqueira, na Cova da Onça.

Do outro lado da rua, vinda do alto de uma saibreira, uma grande avalanche atingiu mais casas e pessoas (veja também no vídeo).


Imagens deste dia.




Quinta 8 de abril (zona sul - Boa Viagem e Ingá):



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terça-feira, 17 de junho de 2008

Cova da onça

Como era meu bairro antigamente?

Eu moro na estrada Bento Pestana nº 300, na Cova da Onça.
Uma moradora muito antiga daqui - D. Lizinha - sempre diz que aqui só tinha mato. Aqui tem uma jaqueira que ela diz que é centenária. Ela conta que a casa dela foi a primeira casa construída aqui e era de pau-a-pique, teve que abrir uma clareira no mato para fazer a casa. Ela disse que tinha bicho de tudo quanto era jeito, só nunca viu onça. Tinha muita cobra grande, hoje ainda tem, mas é pouca, e eu nunca vi. Tinha mico, aí depois eles sumiram por vários anos e agora voltaram a aparecer muitos, dá até para alimentá-los na mão. Quando minha mãe veio morar aqui, uns 25 anos atrás, a estrada principal era de chão de terra, o ônibus só ia até o Morro do Castro e tinha que vir andando até aqui. Não tinha luz, água, e tinha que carregar água de uma nascente na fazenda que tem até hoje ou comprar carro pipa. Ela conta também que tinha onça antes dela vir morar aqui mas ela nunca viu. Graças a Deus que quando eu nasci a Cova da Onça já era bem mais moderna e não tinha mais onça.

Texto de Matheus França de Oliveira - GR3H (E. M. João Brazil)


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