sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Viveiro de mudas da EMJB

Da mesma série "aula na horta", desta vez com a turma 6C. Após a experiência anterior, que mostrou ser possível levar turmas para aulas ao ar livre, nos espaços com solo em volta da quadra esportiva, colocamos em prática uma ideia antiga:  produzir árvores e fazer um viveiro de mudas na EMJB...

Para isso foi necessário um período de espera para juntar caixinhas de leite. No dia da atividade, usamos sementes de urucum da própria escola e ainda levei umas reservas, como ipê-amarelo (coletadas em Itaipava) e sabiá (no caminho de Darwin)...

As ferramentas precisam ser revezadas e as tarefas coordenadas...

É um privilégio poder mexer com a terra dentro da própria escola...

Os registros das atividades também são feitos por eles...

Fica mais ou menos assim (fotos de Rafaela, Lílian, Thalita...)...

Usamos caixotes da entrega dos alimentos para armazenarmos as caixinhas identificadas de cada aluno...

Por mais simples que possa parecer a atividade, muitos demonstraram inexperiência no trato com o solo, algo que as imagens não mostram: pouca terra enchendo a caixinha, falta de furos para o escoamento da água, sementes demais juntas, misturadas, muito enterradas, rega exagerada, etc. Conclui-se logo que é preciso semear mais durante o ano letivo...

No fim levamos tudo para o canteiro interno, próximo da nossa sala de aula, para acompanharmos de perto a germinação das sementes. Assim foram lançadas as bases para a criação do viveiro de mudas da EMJB.

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domingo, 30 de outubro de 2011

Caminhos de Darwin


"Às nove horas, juntei-me ao grupo na Praia Grande, vilarejo do lado oposto da enseada. Éramos seis: o sr. Patrick Lennon, um irlandês disciplinado que fez uma grande fortuna quando o Brasil se abriu para os ingleses vendendo espetáculos, termômetros etc. Cerca de oito anos atrás, ele comprou um terreno com floresta em Macaé e ali instalou um agente inglês. A comunicação é tão difícil que, desde aquele período, ele não conseguiu obter qualquer remessa. Após tanto atraso, o sr. Patrick resolveu visitar pessoalmente sua propriedade. Foi fácil acertar que eu lhe faria companhia e esta era com certeza uma excelente oportunidade para ver o país e seus habitantes. O sr. Lennon morou no Rio por 20 anos e, portanto, estava bem qualificado para obter informações, com sua disposição tão astuta e inteligente. Ele estava acompanhado por seu sobrinho, um jovem arguto que estava seguindo os passos do tio e fazendo dinheiro. Em terceiro vinha o sr. Lawrie, um escocês inteligente e cultivado, homem egoísta e sem princípios cujos negócios se dividiam entre o comércio de escravos e as trapaças. Ele trouxe consigo um amigo, o sr. Gosling, aprendiz de farmacêutico. O irmão do sr. Lawrie se casou com uma bela brasileira, filha de um grande proprietário de terras, também em Macaé, e é essa pessoa que o sr. Lawrie estava indo visitar. Um garoto negro que serviu de guia e eu completamos o grupo. A natureza do Brasil poucas vezes viu um grupo de aventureiros mais extraordinário e quixotesco."


"Nosso primeiro estágio foi muito interessante. O dia estava poderosamente quente e tudo estava quieto quando passamos pela mata, com exceção das borboletas grandes e brilhantes que batiam asas com indolência. A vista que tivemos ao cruzar as montanhas por trás de Praia Grande foi muito sublime e pitoresca. As cores eram intensas e o matiz predominante era um azul escuro, com o céu e as águas calmas da baía rivalizando em esplendor. Após passar por uma região cultivada, adentramos uma floresta cuja grandeza não podia ser superada. À medida que os raios de sol penetravam a massa emaranhada, lembrei-me energicamente de duas gravuras francesas feitas a partir dos desenhos de Maurice Rugendas e Le Compte de Clavac. Elas representam bem o número infinito de cipós e plantas parasitas e o contraste das árvores florescentes com os troncos mortos e podres. Eu não conseguia de maneira alguma parar de admirar essa cena. Chegamos por volta do meio-dia a Itaocaia, pequeno vilarejo situado em uma planície. Em torno das casas centrais, estão as cabanas dos negros, cuja forma e posição regulares me lembraram os desenhos das moradas dos hotentotes do sul da África. Isso talvez evoque para essas pobres pessoas no meio da escravidão a casa de seus pais. Como a lua se levantaria cedo, determinamo-nos a partir naquela noite para nosso pouso na lagoa Maricá."


"Como foi ficando escuro, passamos sob uma das montanhas maciças, nuas e escarpadas de granito tão comuns nesta região. Este lugar é famoso no país por ter sido durante um longo período a morada de alguns escravos fugidos que, cultivando uma pequena gleba de terra próxima ao topo, conseguiram tirar dali seu sustento. Por fim, alguns soldados foram enviados e os prenderam todos, com exceção de uma velha que, a ser capturada de novo, preferiu se espatifar em pedaços e jogou-se bem do topo da montanha. Fosse ela uma matrona romana e isso seria chamado de patriotismo nobre; como se trata de uma negra, foi chamado de obstinação brutal!"


"Continuamos cavalgando por algumas horas. Nas últimas milhas, a estrada se emaranhava e passou por um deserto de pântanos e lagoas. A paisagem sob a luz pálida da lua parecia bem desolada. Alguns vaga-lumes passaram rapidamente por nós e um maçarico solitário emitiu seu canto queixoso ao levantar vôo. O bramido distante e taciturno do mar que combinava com os nossos sentimentos mal quebrou o silêncio da noite. Chegamos afinal à venda e tivemos grande prazer de nos deitar nos colchões de palha."
 
 
Texto: Diário de Charles Darwin (8 de abril de 1832).
Fonte: http://www.casadaciencia.ufrj.br/caminhosdedarwin/.
Fotos da caminhada promovida anualmente pela FME (22 de outubro de 2011), uma parceria do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) com a Profª Kátia Mansur (UFRJ).

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domingo, 23 de outubro de 2011

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2011

Tema: Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos

Banners da exposição da EMJB no evento Ciência no Campo...

A versão final no Coreldraw ficou um pouquinho diferente dessa do Powerpoint...

Simulação de chuva na Feira de Ciências da EMJB (foto: Tânia)...


Chuva de verdade e o pluviômetro no canteiro interno...


Ensaio de um dos grupos da turma 9A...

 Apresentação dos trabalhos no Campo de São Bento...

 Daniel Lessa (7A) faz a medição de chuva para o público da feira (foto: Tânia)...

Em especial para o Secretário de Ciências e Tecnologia de Niterói José Raymundo Martins Romêo (à direita). Foto: Kelly Leal.

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domingo, 16 de outubro de 2011

Estudo para captação e armazenamento de água pluviais na EMJB

Na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2011, cujo tema é mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos, pretendemos contribuir com um trabalho cujo título é "Monitoramento de chuvas e estudo para captação e armazenamento de águas pluviais na Escola Municipal João Brazil, Morro do Castro, Niterói-RJ". Na verdade são dois trabalhos que se complementam: os registros pluviométricos, divulgados periodicamente aqui no blog, e um estudo para aproveitamento da água da chuva na própria escola, este último realizado pelo Professor Carlos Henrique (Matemática), que conseguiu um grande envolvimento dos seus alunos (9º ano) e possibilitou-os desenvolverem seus próprios projetos...

De conhecimento dos primeiros resultados do monitoramento das chuvas na escola - que mostraram um grande volume de água vindo dos fluxos concentrados do telhado - e com interesse nas questões que envolvem o uso e desperdício de água nas grandes cidades, o Professor desenvolveu o assunto em sala de aula (e também registrou as etapas do processo pedagógico)...

Os alunos apresentaram suas ideias...

Construíram maquetes...

Que serão testadas na Feira de Ciências (19/10), com simulação de chuva...

Fizeram medições na quadra esportiva coberta, local escolhido para o projeto piloto...

E indicaram onde construir o reservatório e o quanto ele poderá armazenar de água da chuva...

Na EMJB o risco de falta d'água é constante, devido à sua localização. O abastecimento de carros-pipa eleva o custo desse recurso essencial, sem o qual a escola não funciona. Os benefícios do uso da água da chuva representam uma economia e um exemplo para a escola e para o município.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Aula na horta


Há anos que as turmas me pedem para ter aula na horta. Todas! Não dá, a horta é virada para algumas salas de aula e atrapalha essas turmas, com um monte de alunos circulando do lado de fora. Explico isso a eles, digo para ficarem depois do meio-dia, quando lá é melhor para trabalhar, mas mesmo assim eles cobram, no fundo querem romper as paredes da sala de aula e não deixam de ter um pouco de razão. No final poucos ficam, porque a vontade passa principalmente na hora da saída. Porém, como a escola está ficando mais lúdica e a resistência dos alunos à leitura e escrita às vezes insuportável, resolvi ceder um dia desses, e fui com a turma 6D plantar ramas de mandioca ao ar livre. Pela foto acima dá para perceber o que eles acharam...

O canteiro dos fundos da quadra revelou-se um local ideal, pois as atividades com solo não atrapalharam a aula de educação física...

As folhas secas depositadas há meses deixaram o solo praticável e os alunos não tiveram dificuldades em cavar... 

 As ferramentas foram revezadas, assim como a câmera digital para os registros das atividades...

Não sei como fizeram isso (o foco é automático), mas foi mais ou menos assim, a aula uma pintura!
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Visita da Universidade

Em maio deste ano o Professor Otávio Rocha Leão (UERJ), do Departamento de Geografia da UERJ/FFP (Faculdade de Formação de Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - Campus São Gonçalo), esteve com seus alunos na EMJB para conhecer o projeto da escola e a região do Morro do Castro...

Curtiram a horta e colheram algumas plantas medicinais...

Depois teve uma caminhada até a caixa d'água, no alto de um cerro, de onde se tem uma visão 360º do lugar (à direita a cicatriz do pico da bandeira)...

Fernando Baba foi (mais uma vez) o guia da expedição...

Esta é uma iniciativa para aproximar a universidade da escola municipal e incentivar estudos geográficos sobre os problemas urbanos e ambientais locais.

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sábado, 1 de outubro de 2011

João Brazil (da série educadores de Niterói)


Ruínas do casarão onde funcionou o Colégio Brasil, fundado em 1902 por João Pereira da Silva em Itaocara e depois transferido para Niterói, onde durou até 1985. O que restou dele - ainda há quadro negro em sala - fica hoje no terreno do condomínio Solar do Barão (a construção do século XIX foi residência do barão de Icaraí) na rua João Brasil, próximo à Alameda São Boaventura, no Fonseca.

"A educação tem que oferecer o braço sempre à instrução". João Pereira da Silva, o João Brazil, nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 12 de fevereiro de 1874. Começou a lecionar aos 15 anos e foi fundador e diretor do Colégio Brazil, além de empresário, poeta e benemérito de várias instituições. Faleceu em Niterói, em 6 de maio de 1940.

Há uma pequena confusão sobre a grafia certa do nome, pois em Niterói existe, além da escola, a rua, com 's'. Parece que o Brazil com 'z' foi substituído pelo atual numa reforma ortográfica na década de 40, após a morte do educador. A escola, no entanto, mantém a grafia original desde o final da década de 70, quando foi fundada no Morro do Castro.

Pra mim, o que importa é que o João tinha 14 anos nessa época...

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domingo, 25 de setembro de 2011

Inverno 2011 - fechando a estação

Na zona tropical, as diferenças entre as estações do ano são mais difíceis de perceber. Mas a estiagem do inverno deixa a vegetação mais seca...   

Os canteiros próximos à cozinha foram limpos, pois associa-se o velho problema dos ratos na dispensa ao mato (plantas), ao invés do lixo e entulho dessa parte do terreno (observe ao fundo). Salvamos pés de pimenta, alfavacão e acerola, replantados pelos alunos...  

As regas são fundamentais nessa época do ano. O problema é que a água também pode ficar escassa nessa época do ano. Regar as plantas pode ser um luxo quando falta água na escola...

Floração das Kalanchoes...

A árvore do urucum carregada só na parte de cima...

Pois a parte de baixo não resiste à curiosidade dos alunos. O urucum é uma atração e uma árvore que vale a pena plantar no terreno de uma escola...

Limpeza das calhas...

O material vai para o espaço da compostagem...

 Borboletas-coruja visitando as salas de aula...

Mudas da EMJB para o jardim da Professora Luciana... 

E para os da Ester e do João...

Roberto - o homem das galochas - colhendo folhas de boldo...

Luiz na poda de árvores...

Casa da Neli na Ladeira do Quebra...

 E o visual do vale do rio Bomba.

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